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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Magia Na Ponta da Língua


“Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia” (J.K. Rowling)

A escolha desta frase para o início do post, embora pareça enunciar Harry Potter, remete a todas as obras literárias.
Não vou falar sobre a saga da autora, mas sobre outra história que também está repleta de magia, e que na verdade me chamou atenção por um fato completamente alheio a isso.

domingo, 4 de novembro de 2012

Um Conto de Fadas Nordestino



Imaginem um conto de fadas, cujo cenário é uma cidade no interior de Pernambuco.

A mocinha é bem tradicional, meiga, gentil, sonhadora e apaixonada por filmes românticos.

O príncipe não tem encanto nenhum, porém é rico, e passa a história toda tirando onda de carioca só porque isso supostamente é legal.

O rei, pai da mocinha, é o delegado da cidade, um pai zeloso e profissional autoritário, que cuida em manter a ordem na cidade, dentro do possível.

E como em todo bom conto de fadas, não pode faltar um bobo da corte, alguém para fazer graça e animar até as cenas mais tensas, temos um Cabo do Exército atrapalhado, que acaba de arrumar uma nova mulher, e passa a história inteira tentando apresentar as armas à sua nova senhora.

Agora imaginem que a mocinha do nosso conto de fadas deixe o príncipe sem encanto por um plebeu malandro e cheio de conversa fiada, que ainda trouxe na bagagem uma amante vingativa e invejosa, cujo marido é um pistoleiro valente que jurou o malandro de morte quando descobriu o caso dele com sua mulher.

Embora este conto possa ser chamado de “A Princesa e o Malandro”, ele é mais conhecido como Lisbela e o Prisioneiro.