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quarta-feira, 12 de junho de 2013

NOSSO MUNDO NÃO É O BASTANTE



     Atenção senhores passageiros com destino ao Mundo Fantástico da Imaginação: sentem-se confortavelmente diante do computador e apreciem a viagem!

     No último post eu falei sobre personagens de contos de fadas que foram transportados para o mundo real – na verdade uma cidade fictícia, chamada Storybrooke, ou seja, outro mundo fantástico, porém real do ponto de vista de personagens vindos de mundos ainda mais fantásticos.
     A ideia de mundos fictícios, e da própria literatura fantástica é algo que se utiliza desde tempos muito remotos.
     A maior parte das histórias que nós conhecemos como contos de fadas – na verdade, descendentes de histórias para adultos, compiladas e adaptadas para o público infantil – acontecem nestes mundos fantásticos. E como nasceram da tradição oral, fica realmente difícil apontar este ou aquele criador de tais mundos, mas apenas “coletores” de lendas e fábulas que as colocaram no papel e as deixaram de herança ao mundo.
     Exemplos disso são: Branca de Neve – cuja versão mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, mas é sabido que eles apenas colheram o conto oral tradicional do povo alemão –, as lendas de Robin Hood e do Rei Arthur – estes, na verdade, objetos de discussão entre historiadores e curiosos que acreditam que os personagens possam realmente ter existido.
     O fato é que escritores costumam ter preferência por criar um mundo próprio para contar suas histórias. E quando nos conectamos com elas, por vezes, esses mundos se tornam quase tão reais na imaginação quanto o nosso mundo. Dos mais tradicionais aos menos conhecidos, esses mundos ganham vida nas páginas, de um modo que algumas vezes se tornam críveis.
     Pensando nisso, decidi listar alguns dos muitos lugares para onde a imaginação destes preciosos contadores de histórias já nos fizeram viajar. E a melhor parte é que para conhecer estes lugares não é necessário ter passaporte, nem pagar passagem, hospedagem ou taxa de embarque. Basta abrir um livro e deixar a imaginação fluir.
     Então, embarquem nesta aventura pelo Maravilhoso Mundo da Imaginação:

     Nossa viagem pode incluir alguns dos lugares presentes no mapa.


NEVERLAND



     Endereço: segunda estrela à direita e então direto, até amanhecer.
     A ilha criada por J. M. Barrie em Peter Pan é um lugar onde as crianças não envelhecem, habitada por meninos perdidos, fadas, sereias, piratas malvados liderados pelo Capitão Gancho, e o famoso Crocodilo que comeu a mão do pirata.
     A Terra do Nunca é provavelmente o mundo mais perfeito criado nos livros. É visto por vezes como uma metáfora. Quem, sendo criança, não desejou ardentemente crescer, e já adulto, quis voltar a ser criança? Sem responsabilidades, sem tantos problemas, sem amarguras, acreditando em qualquer sonho que se possa desejar, e ainda viver grandes aventuras...
     Se fosse possível ir de verdade a algum destes mundos mágicos, eu escolheria este!

WONDERLAND



     Endereço: desça pela toca do coelho e atravesse a portinha.
     Tenho curiosidade de saber como Lewis Carroll pensou no País das Maravilhas, se ele teve algum sonho maluco que o inspirou a criar a história de Alice ou se ele simplesmente se permitiu viajar numa maionese muito louca.
     O fato é que Wonderland é provavelmente o mundo mais estranho já criado. E eu não me refiro simplesmente aos personagens curiosos. A ordem dos acontecimentos e a forma como tudo acontece realmente sugerem que Alice esteja tendo um sonho maluco. E independentemente disso, um reino governado por uma Rainha com obsessão por rosas vermelhas e por cortar a cabeça das pessoas, e cujos servos são cartas de baralho é algo fabuloso de qualquer modo.

NÁRNIA



     Como chegar lá: através de magia.
     É o lugar onde nós geralmente não conseguimos entrar por causa da bagunça no guarda-roupa que cobre a entrada, embora o guarda-roupa não seja a única passagem para este mundo. No primeiro livro, O Sobrinho do Mago, a primeira passagem apresentada foi os anéis mágicos do Tio André; em A Viagem do Peregrino da Alvorada, Lúcia, Edmundo e Eustáquio entram em Nárnia através de uma pintura; no sexto livro A Cadeira de Prata, Eustáquio invoca Aslan, e entra em Nárnia através de uma porta que deveria estar trancada; e no último livro, A Última Batalha, a própria vida era um portal para Nárnia.
     Dentro deste mundo há diversos lugares fantásticos, dos quais podemos citar: Arquelândia, Calormânia, Cair Paravel, Ermo do Lampião, Telmar, entre outros, habitados por animais falantes, grandes reis, e criaturas mitológicas.
     O tempo em Nárnia passa mais rápido que no nosso mundo, como Susana explicou em Príncipe Caspian: 1300 anos em Nárnia correspondem a 1 ano em nosso mundo.
     Supostamente, As Crônicas de Nárnia representam uma ilustração de conceitos cristãos, fundamentados principalmente no fato de Aslan, que é comumente compreendido como uma representação de Deus, ser um leão, uma vez que Jesus é mencionado na Bíblia como o Leão da tribo de Judá. Também é curioso o “Apocalipse” descrito no final do sétimo livro, que destrói a antiga Nárnia, e a redenção dos personagens bons a uma nova Nárnia, maior e melhor que a primeira, onde há referência inclusive à trombetas e ao fato de que todos os personagens chegaram lá porque morreram no mundo real.

TERRA MÉDIA


     O mundo criado por J. R. R. Tolkien em suas obras O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion é um dos mais difundidos e admirados, seja por sua geografia basicamente completa – embora pouco se saiba sobre leste e o sul do continente, tendo os principais eventos restritos ao noroeste –, seja pelos fatos históricos que tornam esse mundo mais “real”, ou pelos idiomas criados, compreendidos e publicados, que fazem com que se tenha um registro mais palpável desta terra.
     Seria difícil transcrever, mas é nítido que, lendo os livros ou assistindo aos filmes, há uma sensação de que o mundo representado na história é real; que existe ou existiu em algum momento do passado do nosso mundo, e talvez por isso seja tão aclamado.

HOGWARTS



      Como chegar lá: viajando no Expresso de Hogwarts que parte às 11 da manhã da Plataforma 9 ½ (embora nos filmes tenha sido traduzida como 9 ¾) da estação de trens de Kings Cross.
     Moeda corrente: galeão de ouro, sicles de prata e nuques de bronze.
     Embora não seja “exatamente” um mundo em extensão, Hogwarts merece destaque pela história e pela coerência que a envolve. Fundada pelos quatro bruxos mais poderosos de sua época – algo em torno de mil anos atrás –, Godric Gryffindor, Salazar Slytherin, Rowena Ravenclaw e Helga Hufflepuff, em um imenso castelo medieval, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts possui quatro casas que levam os nomes dos fundadores, onde os alunos são divididos de acordo com suas habilidades e valores, e pela qual disputam a taça das casas, entregue no final de cada ano letivo pelo diretor, o Professor Dumbledore.
     Não é necessário dar detalhes deste mundo, pois hoje em dia é mais conhecido que o Presidente da República, mas vale ressaltar que o mundo mágico criado por J. K. Rowling não se limita à escola. Há também a Floresta Proibida nos arredores do castelo, o vilarejo bruxo de Hogsmeade, a aldeia bruxa de Godric’s Hollow onde Harry Potter nasceu e o Beco Diagonal – uma espécie de shopping center dos bruxos.

LILLIPUT



     Localização: Oceano Índico
     Lilliput foi criada por Jonathan Swift em As Viagens de Gulliver, e é possivelmente uma alegoria ao conflito entre França e Inglaterra no começo do século XVIII, representadas respectivamente pelas ilhas inimigas Blefuscu e Lilliput.
     Na história, ao chegar em Lilliput, Gulliver se depara com uma população de pessoas com menos de seis polegadas de altura – algo em torno de 15 centímetros – que julgaram que ele era um gigante, e agiram com ele de má fé, enquanto seus inimigos, o povo de Blefuscu agiu com ele de forma honesta.

MUNDO DE TINTA


 
     Como chegar lá: através dos poderes de um Língua Encantada, capaz de ler uma pessoa para dentro do livro.
     Este mundo talvez seja quase desconhecido para a maioria das pessoas, uma vez que a intenção inicial de levar a trilogia criada por Cornélia Funke para as telas aparentemente foi pro vinagre.
     Aos que acharam o nome vagamente conhecido, este é o mundo medieval citado em Coração de Tinta, de que já falei anteriormente (clique no nome do livro para mais detalhes).
     No entanto, o mundo só foi de fato conhecido à partir do segundo livro, Sangue de Tinta, quando os personagens – os reais e os imaginários – literalmente entraram no livro Coração de Tinta.
     É neste momento que conhecemos os reinos, as aldeias, a Floresta Sem Caminhos, as ninfas da água, as fadas azuis, os elfos do fogo, os saltimbancos, os salteadores e toda a magia criada por Fenoglio – um personagem dentro do livro que é designado como autor.

REINO DE OZ



     Como chegar lá: pegue carona no tornado mais próximo!
     O mundo mágico onde Dorothy literalmente despencou depois da passagem de um tornado no Kansas em O Mágico de Oz, assolado por duas bruxas más – a do Leste e a do Oeste – e protegido por duas fadas boas – a do Norte e a do Sul. Se ficasse cada uma no seu ponto cardeal bastaria a população se aglomerar nos pontos das fadas!
     O castelo do mágico fica na Cidade das Esmeraldas, e para chegar lá o roteiro inclui uma estrada amarela, um país de porcelana e um campo de flores narcóticas.

CAMP HALF-BLOOD



     Endereço: costa norte de Long Island, Nova York, numa parte invisível para os mortais. Ou mais especificamente: colina Meio-Sangue, Farm Road 3.141, Long Island, New York 11954
     Criado por Rick Riordan na saga de Percy Jackson e os Olimpianos, o Acampamento Meio-Sangue é o lugar perfeito para as férias de verão e para residência permanente, onde receberá treinamento de guerra e outras instruções legais... Se você for um semi-deus!

AVALON



     A lendária ilha de Avalon, presente nas lendas do Rei Arthur, é o cenário onde a espada do rei, a famosa Excalibur foi forjada, e para onde, posteriormente, Arthur teria sido levado para se recuperar de ferimentos mortais após a Batalha de Camlann. Supostamente, Arthur teria sido enterrado em Avalon, porém, a existência de Arthur ainda é muito controversa.
     Etimologicamente, a ilha pode ter recebido esse nome por causa de uma extensa plantação de, segundo dizem, belas maçãs, uma vez que a palavra pode ter derivado do termo celta “abal” que significa maçã.
     Há quem acredite que Avalon é um lugar real, situado numa região conhecida hoje como Glastonbury, no condado de Somerset, Inglaterra, pois os monges da Abadia de Glastonbury teriam encontrado, por volta de 1190, os ossos de Arthur e sua rainha, Guinevere enterrados lá, mas os ossos supostamente foram perdidos durante uma reforma.
     A região não é exatamente uma ilha – em sentido literal –, mas é completamente cercada por pântanos, e pelo que consta, as maçãs realmente cresceram em abundância na região.

FLORESTA DE SHERWOOD



     Embora um lugar real, a Floresta de Sherwood, no condado de Nottingham, Inglaterra respira sua própria lenda, tendo sido o lar de um dos mais famosos heróis de todos os tempos: Robin Hood.
     A existência de Robin, bem como a de Arthur, é controversa, mas a lenda se tornou matéria viva, e preservou este pequeno paraíso intocado como ponto turístico na região.

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