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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Desafio #6: Querido Autor...



O desafio de junho parecia ser o mais fácil de todos: escolher uma obra inédita para mim de um autor querido. Pois é, parecia...


Mas vejam o problema: como escolher um dentre tantos autores que eu amo?


Decidi ser criteriosa. Não queria repetir autores de desafios passados, mas queria algo que dificilmente seria resenhado este mês por outros blogueiros que estão seguindo o desafio.


Foi então que me caiu às mãos este livro (curtinho, na verdade), de um dos meus autores favoritos, e que eu francamente não conhecia.


Eu sou fã assumida dos autores clássicos – especialmente aqueles que viveram no século XIX; não sei se aquele século realmente foi de boa mão para os escritores, mas as melhores histórias que eu conheço foram escritas nesse período, e eu definitivamente não acredito em coincidências –, dentre os quais posso citar Arthur Conan Doyle (o pai de Sherlock Holmes), Oscar Wilde, Edgar Allan Poe, Robert Louis Stevenson, entre outros. E embora eu tenha citado uma maioria de autores britânicos nessa lista, há um autor francês deste período (membro de outra longa lista de autores franceses) que eu admiro em duas gerações: Alexandre Dumas.


Digo duas gerações porque Alexandre Dumas PAI foi o autor de Os Três Mosqueteiros, O Conde de Monte Cristo, Os Irmãos Corsos, As Aventuras de Robin Hood, e muitos outros livros que eu adoro; e Alexandre Dumas FILHO foi o autor do maravilhoso A Dama das Camélias (para citar apenas a referência mais famosa).


Então, enquanto procurava uma leitura para o desafio deste mês, tive um encontro sombrio com uma certa “Dama Pálida”.


Alexandre Dumas PAI escreveu essa obra em 1849. Na verdade, não é bem um livro, mas um conto sobrenatural, não tem nem 40 páginas, portanto é uma leitura rápida, mas tão prazerosa quanto os grandes romances do autor.



A Dama Pálida conta a história de Edvige, uma jovem polonesa de sangue nobre, que perdeu toda a sua família na guerra contra a Rússia: primeiro os dois irmãos, e partiu quando a morte do pai batia às portas de seu castelo. Edvige foi enviada, então, para pedir abrigo em um monastério em meio aos Montes Cárpatos, mas no meio do caminho, sua comitiva foi assaltada por uma corja de bandidos.


Defendida por um jovem príncipe dos Cárpatos, Edvige foi levada ao seu castelo, para viver com sua estranha família: a mãe viúva, Smeranda, e os dois irmãos, Gregoriska, o mais velho, seu defensor, e Kostaki, o mais novo, seu algoz.


Num clima que parece preceder a história contemporânea de The Vampire Diaries, Edvige tem seu amor disputado pelos dois irmãos, sem saber que sobre a família deles paira uma horrível maldição.


De um lado, o irmão bom, cristão, que facilmente conquista o coração de Edvige; do outro, o irmão maldito, em quem a maldição do vampiro se manifesta para assombrar as noites de Edvige.


Uma leitura rápida, porém prazerosa. Um clássico de poucas palavras, sem rodeios. Um romance onde pureza, maldição e redenção se confrontam diante de um desfecho impensável.


Com a assinatura daquele que já nos fez penetrar – na leitura – dos muros do castelo do Rei de França ao cárcere; da corte extravagante de Paris do século XVII às florestas de Sherwood; e agora, o berço dos vampiros.


Rápida, sim. Desagradável, jamais!

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