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domingo, 22 de junho de 2014

Galeria Chespirito #4: Esse Esquete é Para Morrer... de Rir!



Este é disparado o meu esquete favorito do Bolaños. É uma pena que tenha durado tão pouco.

Ele nasceu bem no finalzinho do Programa Chespirito, em 1994, e teve exatos sete maravilhosos episódios. Dom Caveira (no original Don Calavera) deu uma pitada de humor negro ao programa, contrabalanceando com as comédias já consagradas de Chômpiras e do “Cidadão Gomez” Chespirito.



O esquete é protagonizado por Carlos Vieira, dono da funerária Pompas Fúnebres, que ganhou do funcionário Celório o apelido de Seu Caveira. Ele é um homem viúvo, que embora sinta muita falta da esposa, a amada Desdêmona, tem um fraco por belas viúvas, empregadas de viúvas e por xícaras de chocolate – não necessariamente nessa ordem.


Caveira é frequentemente visitado em sua funerária pelo velho amigo Rafael Contreras, um médico que está sempre lhe dando conselhos, e ajudando a sair das enrascadas que seu hábito de paquerar as viúvas o acaba metendo.



Rafael também gosta de pregar boas e macabras peças no amigo, com a ajuda acidental dos dois personagens mais divertidos da história: a empregada de Caveira, Genoveva, e seu namorado, o Soldado Melquíades.

Genoveva é uma mocinha simples e supersticiosa, mas muito valente, e até meio brava quando se trata de se livrar do namorado, que insiste em visitá-la durante o trabalho nas horas mais inapropriadas – geralmente quando Seu Caveira está em casa, ou quando há um cadáver escondido num baú, ou as duas coisas.


Melquíades é um homem atrapalhado, apaixonado por Genoveva, que involuntariamente lhe causa problemas com suas visitas inoportunas, sempre tendo que se esconder do patrão dela, escolhendo os lugares mais infelizes: dentro de um armário no escritório, ou embaixo da mesa durante uma sessão espírita, fazendo Caveira crer que é o fantasma da esposa falecida quem está chacoalhando a mesa... E por aí vai...



Na casa de Caveira também mora sua filha Suzana (interpretada por Maria Goretti), que pelo figurino e pelo penteado nos faz crer que o esquete seja ambientado nos anos de 1920 ou 1930. Suzana não é nem engraçada, nem atrapalhada. Na verdade, ela parece ser a única personagem sã nessa história, mas geralmente acaba se divertindo ou se espantando com os rolos aprontados por Genoveva e Melquíades, e por seu pai – respectivamente!




Mas o personagem mais engraçado é de longe o divertido Celório, o funcionário da funerária. Por vezes ele inicia o episódio fazendo o que qualquer um de nós faria se trabalhasse espanando o pó de caixões: cantando e dançando alegremente marchinhas e modinhas da música popular brasileira em meio ao mostruário!



Nada parece abalar o bom humor de Celório, nem mesmo as broncas do patrão. Aliás, o nome dele é curioso: dá a impressão de que Bolaños tentou misturar “Coveiro” com “Velório” (especulação minha). De qualquer modo, quando ele não é responsável por colocar o patrão numa confusão, ele é responsável por ajudá-lo a NÃO sair dela.

Aparecendo de vez em quando para movimentar e tumultuar a vida do Dom Caveira há sempre uma viúva, sendo a mais divertida, a viúva alegre (digo, muito alegre) vivida por (quem diria?!) Florinda Meza. Aliás, dona de outro dos nomes curiosos que Bolaños gosta de inventar: Rosa Margarida Ramos de Flores; praticamente um jardim ambulante.



Ela também interpretou a bela Mercedes, viúva de três toureiros, e de um empresário de touradas.
Como foram apenas sete episódios, não se repetiu viúva nem participações de atores, de modo que fica fácil citar todos eles (ou quase todos) sem cansar:

Espergência (não é palavrão, não, é o nome da criatura), a possível filha de Caveira, que ele descobriu ser uma órfã moradora de rua, interpretada pela filha de Bolaños na vida real, Paulina Gomez;


 O divertido casal de velhinhos (extremamente velhos mesmo!) que tinham a “nobre” missão de amenizar o sofrimento dos viúvos servindo a eles uma deliciosa xícara de chocolate envenenado;




Indanésio Valadares, empresário de touradas que quase fez o Dom Caveira preparar o seu próprio funeral;



Além de viúvas, empregadas de viúvas e atores fingindo de morto, que tiveram participações menores.

 


Dom Caveira foi um brilhante esquete que nos deixou (e por nós, entenda eu) com um gostinho de quero mais. Sete episódios não foram suficientes para saciar minha sede gargalhadas, mas encheram meus olhos (e minha cabeça) com personagens inesquecíveis e maravilhosos.

Durante o Clube do Chaves, em 2001 o SBT chegou a transmitir dois ou três episódios do Dom Caveira, mas infelizmente, como todos os esquetes de todos os personagens (mesmo Chaves e Chapolin) posteriores a 1979, não permaneceu na grade.

Abaixo, foi difícil escolher um favorito entre os sete episódios, mas dá para ter uma ideia. Acabei selecionando dois, e um deles tem um episódio de Chômpiras na sequência. Divirtam-se:



Um Morto Muito Vivo 

 

Esses Velhinhos São de Morte

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