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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Desafio #13: Veríssimo – Minha Mania Crônica!



Ano passado, eu embarquei clandestinamente no Desafio Literário do Tigre, criado pela Tati Lopatiuk, do blog Elvis Costello Gritou Meu Nome. Clandestinamente, porque eu tinha certeza que iria pular alguns temas, mas acabou que – apesar de alguns inevitáveis atrasos – cumpri os doze temas direitinho, e admito, aqueles que eu estava mais na dúvida foram os que me renderam as melhores leituras. Quando o desafio acabou, pensei que fosse me sentir aliviada, com aquela sensação de dever cumprido – e realmente senti um pouco –, mas fiquei com um gostinho de quero mais.

Por isso, decidi embarcar na versão 2015 do desafio. Agora ele dobrou: dois livros por mês, 24 temas, mas agora eles não são fixos – fica a cargo do leitor escolher os temas do mês. Não sei se vou cumprir todos, mas vamos tentar.



A escolha de “crônicas” para dar o pontapé inicial na brincadeira, admito, foi para a leitura se ajustar a minha correria do mês – com tantas pendências que ficaram de 2014, meu tempo para ler esse mês estava realmente escasso –, e como as crônicas são curtas, a leitura flui com muito mais facilidade. Em coisa de dois minutos você lê uma crônica inteira, então, era só deixar o livro num canto na minha mesa, e naquele intervalinho de cinco minutos dava para ler duas ou três. Quando vi, o livro já tinha acabado – e eu queria mais!

Claro que eu tinha certeza que iria ficar com essa vontade de ler mais, já que o escolhido da vez foi Diálogos Impossíveis, do Luis Fernando Veríssimo, e ler Veríssimo nunca é demais – nem o bastante.


O título Diálogos Impossíveis é completamente autoexplicativo: são crônicas com diálogos que você nunca imaginou, nem viu em nenhum outro lugar, como: uma mulher adulta que recebe conselhos de seu ursinho de pelúcia – e convence o marido a aceitá-los também! –; um padre que, na hora de oficiar um casamento, decide aconselhar os noivos a pensarem melhor no que estão prestes a fazer; um homem que foi convidado a cantar “aquela música” no velório de um amigo, mas ele não se lembra direito do amigo, nem da tal música;  um entrevistador que parece parente da Velha Surda (Roni Rios, da Praça é Nossa) – ou o Chaves lendo a carta do Professor Girafales para a Dona Florinda; e confesso que me encantou, de certo modo, uma crônica intitulada “Geoffrey” – para quem gosta de primeiras impressões criativas. Isto para citar só alguns exemplos do que recheia as deliciosas páginas deste livro. Ele é curtinho, rápido de ler, as crônicas são divertidas, surreais, algumas engraçadas, e com certeza, insuficientes para a fome voraz de uma fã de seu autor.

Claro que não se pode esperar menos de Luis Fernando Veríssimo.




Sobre os outros temas do desafio, cá está a lista completa:
 

Vamos ver se desta vez, também, eu consigo gabaritar a leitura.

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