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quinta-feira, 12 de março de 2015

Brasil em: O Preto No Branco



O que você faria se alguém depositasse por engano uma quantia milionária na sua conta? A lei da honestidade manda devolver, afinal, o dinheiro não é seu, certo? Mas e se você soubesse que esse dinheiro é sujo, e que como parte do povo lesado pelo desfalque, tem todo o direito (ao menos, aquele direito concedido pela porta dos fundos da moral) de ficar com ele?


Esta parece uma questão pouco relevante, afinal, quem seria tão burro a ponto de depositar milhões numa conta sem verificar direito se o número está certo? Acredite ou não, um advogado formado em Harvard!


Claro que essa não é uma história real. É o enredo de um filme nacional, de 2007, dirigido por Bruno Barreto.


Fazendo uma paródia com a corrupção no nosso país, Caixa Dois conta a história de um banqueiro que pretendia lavar um dinheirinho sujo na Suíça, mas no meio do caminho, os cinquenta milhões acabaram caindo na conta da esposa de um de seus funcionários; diga-se de passagem: um funcionário que tinha sido demitido naquela manhã!


O filme brinca com alguns estereótipos (como a secretária gostosa, o milionário corrupto, o trabalhador humilde e honesto), e coloca em xeque os valores éticos de cada um. E de quebra, ainda levanta a polêmica sobre a diminuição das vagas de emprego por causa dos avanços na informatização dos serviços.


E, como estamos falando de uma comédia nacional, do mesmo diretor de O Casamento de Romeu e Julieta, nem preciso dizer que é diversão garantida; e sem direito a estorno!


Sem mais delongas, vamos ao filme: