Conheçam Meus Livros

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Todo Mundo Quer Brincar Na Neve


A quarta temporada de Once Upon a Time começou trazendo fôlego novo ao mundo dos contos de fadas. Peguem seus cobertores e uma boa xícara de chocolate quente, porque esta será uma aventura congelante! 

Temos uma verdadeira invasão Disney nessa primeira metade da Season 4: além do grande hype do momento, Frozen, temos ainda a inclusão do grande clássico dos desenhos Disney Fantasia, e referências menores à Dama e o Vagabundo, Toy Story e A Bela e a Fera.

Eu confesso que, antes mesmo de a Season 4 estrear, a expectativa era alta por um início de temporada, no mínimo, encantador. E apesar de alguns clichês e temas repetitivos, não fiquei decepcionada.




A série começa mostrando que a cidade está passando por um momento de renovação. Branca de Neve é eleita a nova prefeita de Storybrooke – na mais rápida apuração de urnas da história da democracia; numa votação em que a cidade é representada apenas por dois anões e a vovó da Ruby; não se sabe nem quem era o concorrente dela ao cargo, ou qual a proposta de governo da nova prefeita. E tem gente reclamando da nossa política...



Mas já era esperado que Branca de Neve, algum dia, fosse disputar a prefeitura da cidade, já que, por diversas vezes em Tão, Tão Distante, ela tentou reclamar o trono que era ocupado por Regina, alegando seu direito de sangue, por ser a filha legítima do Rei. Mas como não estão mais na Floresta Encantada, a cadeira da prefeitura é o mais perto de um trono que ela irá chegar no mundo real.

Claro que os moradores de Storybrooke geralmente têm mais o que fazer do que se preocupar com quem está ocupando a cadeira de seu salão oval, já que, no fim das contas, são sempre as mesmas pessoas que acabam resolvendo todos os problemas municipais: a família Charming, Regina e Rumplestiltskin. Ou seja: não importa quem vai se pronunciar, será sempre o mesmo discurso.

Aliás, é natural que Regina não tenha concorrido à reeleição, já que ela está passando por um momento complicado em sua vida pessoal. Com o retorno de Marian, esposa de Robin Hood, ela vê seu final feliz mais uma vez ameaçado, e prefere concentrar toda a sua raiva no livro de contos de fadas, recordando algo que Greg Mendell (o odioso Pamonhão, que, felizmente, descansa sem sombra na Terra do Nunca – jamais sentiremos sua falta!) lhe disse lá na segunda temporada, enquanto a torturava: vilões não têm finais felizes. Acontece que Regina já deixou de ser uma vilã há muito tempo, mas parece que o livro ainda não entendeu isso. Então, ela decide dar uma mãozinha para fazê-lo perceber que ela já se redimiu. Seu plano? Encontrar o autor, fazê-lo mudar sua história, e lhe dar um final feliz. Para isso, ela recorre ao seu antigo aliado, o “espelho mágico que sabe de tudo”.



Apesar de que, a participação do espelho nessa parte da história acaba sendo minúscula. Ele só ganha alguma importância muitos episódios mais tarde, e nas mãos de uma rainha muito mais gelada que Regina.

Mas enquanto os cidadãos locais praticavam seu dever cívico elegendo a nova prefeita, uma certa recém-chegada estava perambulando pelas ruas de Storybrooke, extremamente assustada com aquele mundo estranho, cheio de coisas modernas que ela nunca tinha ouvido falar.



E o pior de estar perdida e sozinha num lugar estranho, depois de ter passado algum tempo presa numa urna mágica, é não saber o que aconteceu com sua irmã.

Então, meio por acidente, meio para se proteger, Elsa constrói um muro de gelo perto da fronteira da cidade, e isso acaba causando um blackout na energia elétrica de Storybrooke – o primeiro pepino para a nova prefeita, Branca de Neve resolver. E quando Emma, Hook e Charming vão verificar o que causou a queda de energia, e se deparam com o muro, Emma, mais uma vez, encarna a Salvadora que precisa de socorro, porque Elsa, que visivelmente não tem controle sobre seus poderes, acaba prendendo as duas numa caverna de gelo.



Hook fica desesperado ao ver sua amada desaparecer por trás da geleira, e tenta derrubar a muralha de gelo batendo nela com seu gancho. Muito fofo, mas talvez fosse mais eficiente chamar a Regina e deixar ela brincar de atirar bolas de fogo no paredão.



E enquanto luta para não congelar até à morte, Emma vai conversando com Elsa, e percebe que ela não é uma pessoa má; só está assustada, num lugar desconhecido, e preocupada com a irmã desaparecida. E que, além disso, ela não controla seu poder, o que desperta uma identificação imediata na Salvadora.



Foi difícil, mas Elsa conseguiu se concentrar e abrir uma passagem no paredão de gelo para poder sair dali com Emma, antes que a mocinha morresse de hipotermia. Em retribuição, a Salvadora convenceu seus pais e Hook a darem um voto de confiança à Rainha de Arendelle. Mas fica difícil evitar que as pessoas vejam a mulher como um monstro perigoso, quando logo após sua chegada, uma cidadã é misteriosamente congelada...

Para alívio de quem ficou preocupado com esse ou aquele personagem de sua preferência, a vítima da vez é a recém-trazida do passado – e dos mortos! – esposa de Robin Hood, Marian.



Brincadeiras à parte, apesar de estar muito chateada com a intrusa, e saber que ela é a causa de todas as suas desgraças, no momento em que Marian começa a congelar, Regina não permite que ela morra: arranca o coração de seu corpo quase congelado, prometendo mantê-lo quentinho e a salvo até encontrarem uma maneira de descongelar o corpo dela. E, verdade seja dita, ela fez isso menos por Marian, e mais por Roland, que acabara de ter sua mãe de volta, e não merece perdê-la novamente. E, claro, a nossa Rainha conhece bem o caminho das pedras, e sabe que não ganhará nada retornando aos seus maus hábitos de eliminar os obstáculos de seu caminho na base do coração esmagado. Mas, convenhamos, vontade não faltou, não é Regininha?



Além do mais, ela já teve uma prova bastante substancial de que o retorno de Marian não alterou em nada os sentimentos de Robin por ela, pois, quando Elsa lhes disse que um beijo de amor verdadeiro poderia reverter o congelamento, Robin fez o sacrifício, e de nada adiantou.



Só não entendi porque não deixaram Roland tentar, uma vez que, já ficou provado também, que esses beijos de amor verdadeiro não precisam necessariamente ser dados por cônjuges em potencial: vide a quebra das duas maldições de Storybrooke, alcançadas graças a um beijo de amor verdadeiro de duas mães (primeiro Emma e depois Regina) em seu filho, Henry.

Mas, seja lá como for, apesar de não conhecerem nenhuma outra pessoa além de Elsa que poderia ter dado um gelo em Marian (se me permitem o trocadilho), Emma e os Charmings decidem acreditar que há outra explicação para o que aconteceu com a intrusa. 

É Will Scarlet – o primeiro personagem a migrar do spin-off Once Upon a Time in Wonderland para a série original –, que, quando perseguido pelos xerifes por ser reconhecido como um ladrão, acaba chamando atenção para o fato de que a cidade ficou sem energia elétrica o dia todo, mas na sorveteria da dona Any Given nenhum sabor virou suco!



E como isso é realmente muito suspeito, Emma e Charming vão até lá investigar que bruxaria é essa.

Aliás, cá entre nós, vamos acompanhar o raciocínio dos cidadãos de Storybrooke: alguém está congelando pessoas na cidade, e já ficou provado que não foi a Rainha Elsa; quais as outras opções?

a) A dona da sorveteria, que está acostumada a mexer com gelo todos os dias, e que consegue manter sua loja funcionando e seu estoque congelado até com o freezer desligado por causa da falta de energia elétrica na cidade;

b) A tia que vende coxinha na praça.

Resposta: claro que a culpa é da tia da coxinha...

Sério, que ninguém suspeitou da mulher do sorvete? Não tem energia na cidade, está todo mundo tomando sorvete, o freezer está desligado e ninguém pensou em investigar como o estoque dela não virou água? Claro, porque sorvete se conserva na temperatura ambiente, ou, vai ver, ela pode ter comprado uma calota polar exclusiva da Polishop...



Bem, o sorvete não derreteu, mas a sorveteira tomou chá de sumiço, e só estava disposta a dar o ar de sua graça diante da nova turista assustada da cidade.

Mas antes disso acontecer, Emma leva Elsa para um passeio pela cidade, para tentar coletar informações sobre sua irmã desaparecida. E que melhor lugar para começar uma busca, senão a loja de penhores do Sr. Gold? Afinal, como já vimos nos primeiros três anos da série, Rumplestiltskin é uma espécie de entidade onipresente e onisciente, que conhece e sabe tudo da vida de todo mundo – e que frequentemente usa esse conhecimento em benefício próprio.

Só que desta vez ele nega saber de quem se trata. Porém, quando Elsa reconhece um colar com pingente de floco de neve que fora de sua irmã na loja, Charming percebe que conheceu Anna na Floresta Encantada.



Isso foi há muito tempo...

Pouco depois da coroação de Elsa como Rainha de Arendelle, ela estava, um belo dia, xeretando as coisas de seus pais, quando encontrou um diário, onde descobriu que seus pais viajaram para procurar um meio de livrar-se dos poderes dela. E ao compartilhar a informação com a irmã, Anna, que é tão determinada quanto no filme, decidiu partir para essa terra distante – mesmo estando às vésperas de se casar com Kristoff –, para descobrir o que exatamente seus pais procuravam. E como não queria que Elsa soubesse o que ela estava aprontando, com medo de ser mal interpretada, ela pediu que Kristoff enrolasse Elsa para que ela não notasse sua ausência tão depressa.



Ao chegar à Floresta Encantada, Anna, seguindo a orientação que recebera de seu noivo, procurou um velho amigo dele, um singelo pastor de ovelhas chamado David (conhecem? Aquele que ia se casar com a Barbie Midas, se não tivesse seu caminho atravessado por uma Branca de Neve fora da lei no auge da malandragem e se apaixonado por seu jeitinho aventureiro... Bons tempos! #Saudades). Mas como aprendeu sua lição no filme, e percebeu que não é exatamente seguro confiar cegamente numa pessoa assim que a conhece (sem querer apontar o dedo para ninguém: HANS!), Anna decidiu ser cautelosa, e não revelar de cara que o pastor estava hospedando uma princesa de Arendelle, apresentando-se para ele com um nome falso, Joan.

David, que sempre foi sangue bom, ofereceu abrigo e ajuda à mocinha, mas ela logo descobriu que ele precisava mais de sua ajuda do que o contrário, porque David, naquela altura, não era nem a sombra do Príncipe Charming corajoso e galante que conquistou a fugitiva número um do reino. Ele estava sendo oprimido por uma pastora de ovelhas feiticeira do mal gananciosa, e apesar de estar usando aquela versão loira da peruca de Sansão do Chapolin Colorado, David não era nem forte nem corajoso o bastante para enfrentá-la. Ou vai ver, ele estava era com medo de que ela o transformasse em cabrito com aquele cajado de caramelo florido do mal.

Bem, todo mundo sabe que cronologia é um tema complicado em Once Upon a Time.


Aliás, quem via a inocente pastorinha em Toy Story, com certeza não conseguiria imaginar que ela poderia ser uma exploradora dos desafortunados tirana, fornecedora de cordeirinhos para o Lobo Mau! Nem quero pensar no que ela fez com o Woody...

Então, Anna assumiu a missão de transformar David num cavaleiro valente, e começou por ensiná-lo a usar uma espada. Ela só não explicou como foi que ela aprendeu isso. Anna, pelo visto, também guarda uns segredinhos; ela não cresceu apenas brincando na neve...



Mas, depois de dar muito Mucilon à coragem de David, e de ajudá-lo a derrotar a Bo Peep, Anna se despediu do futuro Príncipe Encantado e seguiu sua viagem. E David também não faz a menor ideia do que aconteceu com ela depois disso.

Só que ele não foi o único em Tão, Tão Distante a conhecer a princesa de Arendelle. Porque, depois de deixar a cabana do pastor, Anna foi ao encontro de Rumplestiltskin, o feiticeiro que seus pais pretendiam procurar por lá, para tentar descobrir o que acontecera com eles, e o que eles estavam procurando para início de conversa; mas Rumples, agindo como o Rumples, propôs um acordo: ele contaria à Anna tudo o que ela quisesse saber se, em troca, ela lhe fizesse um favorzinho pequenininho.



A princesa de Arendelle teria que fazer uma visita a um velho Aprendiz de Feiticeiro e colocar uma poção misteriosa em seu chá. Mas Anna, suspeitando que se tratasse de um veneno, e percebendo que o tal velho tinha bom coração, não cumpriu o prometido.



Então, quando Rumplestiltskin aparece para roubar uma caixinha misteriosa na casa do velho, e pergunta se ela fez o que ele mandou, ela mente, e o Senhor das Trevas anuncia que, graças à poção, o velho vai viver. Anna fica confusa, e Rumples explica que o velho tinha sido enfeitiçado, e que a poção que ele mandara colocar em seu chá era um antídoto. Então, ela confessa que mentiu, pois pensou que o Senhor das Trevas queria envenená-lo. Só que Rumples não está muito preocupado com isso, na verdade, pois o Aprendiz fora transformado num camundongo, e tudo o que ele precisava era da lágrima de uma pessoa que tivesse enfrentado seu lado obscuro e vencido; e como Anna não deu a poção ao velho, acreditando que estava salvando a vida dele, ela se encaixa na categoria. Mas Anna garante que nunca pretendera fazer isso, na verdade, portanto, não enfrentara seu lado obscuro. Mas ao enfrentar Rumplestiltskin para que fizesse o velho voltar ao normal, e, tendo a chance de matar o Senhor das Trevas com a adaga, escolher não fazer, por não querer se tornar uma assassina, Anna contrariou seu lado obscuro, pois teve, de fato, vontade de matá-lo.



Agora a lágrima dela serve! E é rapidamente colhida pela lâmina da adaga do Senhor das Trevas.



Ainda usando a adaga, Anna obriga Rumplestiltskin a lhe dar as respostas que ela precisa, e mandá-la de volta para Arendelle sã e salva. Ele só não contava que ela fosse levar consigo a caixinha que ele tentara roubar do Aprendiz.

Mas é claro que Rumples fica bem quieto sobre isso quando está diante de Elsa na loja de penhores, e não conta nada sobre seu encontro com Anna na Floresta Encantada, dificultando, assim, a busca da Rainha por sua irmã desaparecida.



Era de se esperar que elas tivessem se reencontrado depois que Anna retornou à Arendelle, mas Elsa não se lembra de nada do que aconteceu depois que a irmã partira para a Floresta Encantada.

É claro que Emma se compromete a continuar ajudando a nova amiga em sua busca, mas não naquela noite. Porque para esta noite, ela tem outros planos...

Primeiro, vamos colocar em pauta o seguinte: Emma e Hook estão de frescura, e não querem mudar o status do facebook para “em um relacionamento sério”. Pois é, fala sério...

Embora o motivo seja válido: ela tem medo de se envolver, porque todos os homens que se envolveram com ela nessa série acabaram com sete palmos de terra em cima (confira o histórico da moça aqui). Mas Hook garante que, se há algo em que ele é bom (além de conduzir um navio, cortejar mulheres alheias, e entornar litros de rum) é sobreviver!



Assim sendo, eles decidem dar uma chance um ao outro, e finalmente têm seu “primeiro encontro”. E ele acontece exatamente como manda o figurino: Emma dá uma garimpada no guarda-roupa da mãe, e pega emprestado um vestido que até poderia fazer lembrar o clássico vestido branco de Marilyn Monroe, se não fosse bege, cafona, estilo anos cinquenta, e não fosse obviamente da Mary Margaret! Perguntinha: o que aconteceu com os vestidos bonitos que a Emma costumava usar em seus encontros com os caloteiros e os macacos-voadores de Nova York? Não couberam na mala do fusca? E eu simplesmente me recuso a comentar sobre o rabo de cavalo – meio tarde para bancar a colegial inocente, dona Emma, mãe do Henry!



E quando Hook vai buscá-la em casa, o coitado quase é obrigado a enfrentar os interrogatórios de papai superprotetor que quer saber as intenções do pirata safado com sua filha. Charming não chegou a fazer a pergunta, mas seu olhar de “veja bem onde vai colocar essas mãos, se não quiser ficar sem elas” foi nítido, alto e claro!



E, sim, eu disse MÃOS, no plural!

Porque para Hook não bastou deixar sua roupa de pirata na gaveta, e adotar o visual do Damon Salvatore: jeans e jaqueta de couro (Entendeu, Emma? Vestir-se como uma pessoa normal, mas sem sair do personagem! Um visual mais de acordo com sua personalidade...). Hook queria levar as duas mãos ao seu encontro com Emma, e, para isso, foi pedi-la de volta ao homem que a cortou duzentos anos atrás.



Tudo bem que, algumas pessoas colecionam coisas estranhas, mas isso aí é o cúmulo...

Seja lá como for, Hook fez uma chantagem com o Senhor das Trevas, prometendo contar à Belle que a adaga que Rumples lhe dera como presente de casamento era falsa, caso o avô de seu enteado se recusasse a lhe dar uma mãozinha.

Rumples, que geralmente não está nem aí com os rolos da família Charming e seus agregados, abriu o vidro de conserva e devolveu a mão esquerda do deus grego, apenas com a observação de que aquela mão ainda pertencia ao homem de quem foi cortada – ou seja, o pirata traiçoeiro que Hook fora no passado. Mas como tem certeza de que isso é intriga da oposição, Hook decide pagar para ver.



A princípio, tudo está indo às mil maravilhas: Hook vai buscar Emma em casa, e até leva uma rosa para ela – principalmente para ver se ela vai notar que tem algo diferente nele...



Ele leva Emma a um restaurante, onde vemos um casal encenando a clássica cena de A Dama e o Vagabundo dividindo um prato de espaguete, Hook aproveita suas duas mãos para segurar as de Emma, e depois para socar a cara do Will Scarlet quando ele derrama vinho no vestido da Salvadora...



E é aí que Hook chega à conclusão de que Rumplestiltskin tinha razão: aquela mão está lhe fazendo agir como o seu antigo Eu que fora deixado para trás – depois de ter dado uns beijos na Emma no final da temporada passada, diga-se de passagem –, e que se ficar com ela, isso vai lhe trazer grandes problemas.

Então, logo depois deixar sua amada em casa, Hook vai lá fazer outro pacto com o diabo (leia-se Rumplestiltskin), para ter seu gancho de volta. Mas agora, Rumplestiltskin não está mais afim de fazer caridade, nem de ceder à chantagem, e concorda em desfazer a bruxaria, mas desta vez com um preço.



Acontece que Hook tinha razão numa coisa: o Senhor das Trevas estava mesmo passando a perna em sua senhora, deixando-a de posse de uma adaga falsa. Isso porque, assim como Regina e sua ideia maluca de dar finais felizes aos vilões, Rumplestiltskin também estava trabalhando num plano diabólico por debaixo dos panos. Estão lembrados daquela caixinha que ele tentou roubar do Aprendiz ainda na Floresta Encantada? Pois bem, essa caixinha foi encontrada por ele em Storybrooke, na casa onde Rumple e Belle passaram sua lua de mel, mas estava fechada com magia, e não podia ser aberta por alguém com o coração cheio de trevas, mas somente por uma pessoa que tivesse enfrentado seu lado obscuro e vencido. Soa familiar?

Neste momento descobrimos que a adaga não serve apenas para escravizar o Senhor das Trevas, mas também para absorver poderes e virtudes de outros personagens, para lhe permitir quebrar feitiços como esse. Ao recolher a lágrima de Anna, a adaga passou a possuir a virtude dela, a pessoa que venceu seu lado obscuro, podendo ser usada para abrir a caixa. E o que há dentro dela?



Lembram do clássico da Disney Fantasia? Pois é...

Esse chapéu absorve o poder de seres mágicos, e os armazena em seu interior, fazendo surgir as estrelas que o compõem. Isso poderia absorver os poderes de Elsa, que era o que seus pais queriam. O que eles provavelmente não sabiam, era que o dono do poder, também seria sugado para dentro do chapéu.

E a gente pensando que chapéu de mágico só servia para fazer sair coelhos, hein... (Risos)

E como Hook está querendo devolver uma mãozinha para Rumples, este decide usá-lo para encher o chapéu de estrelas, já que precisa que ele absorva muito poder para desconectar o Senhor das Trevas de sua adaga.

Hook, evidentemente, não quer fazer isso, mas quando ele percebe a cilada em que se meteu já é tarde demais, e ele acaba ajudando Rumplestiltskin a colocar o Aprendiz dentro do chapéu.



É claro que, em se tratando de Rumplestiltskin e seus acordos, isso não seria tudo.

O problema é que isso mandará pro vinagre uma história de amor tão bonita, que teve seu momento dourado no primeiro episódio dessa temporada, quando Belle e Rumple, em lua de mel, recriaram a clássica cena da valsa entre A Bela e Fera.




Aliás, falando em belos romances que estão indo por água abaixo, eu mencionei Regina alguns parágrafos atrás, e seu plano, que não teve grandes evoluções nessa primeira metade da temporada, na verdade.

Mas, a fim de promover um pouco mais de interação entre mãe e filho postiço (cuja relação, convenhamos, havia esfriado bastante desde a primeira temporada), Regina compartilhou com Henry seus planos de encontrar o autor do livro de contos de fadas, e ele logo se prontificou para ajudá-la. Como tem um avô super legal, com um passado sórdido, e uma loja cheia de bugigangas mágicas, Henry percebeu nesse caminho uma boa maneira de conseguir informações, e, de quebra, ainda passar algum tempo com Rumplestiltskin.



Assim, tem início a Operação Mangusto (que é, basicamente, um mamífero que come cobra; e isto é exatamente o que Regina quer fazer – dar um teco na cobra que apareceu em seu caminho para expulsá-la de seu paraíso com o homem amado. Se me permitem a referência...).

Henry, então, aproveita seu tempo livre para trabalhar com o avô na loja de penhores, e, na ausência dele, xeretar e ver o que consegue descobrir para ajudar sua mãe de criação a encontrar o Autor e barganhar seu final feliz.



Mas é Robin Hood quem acaba encontrando uma pista realmente importante: enquanto vasculhava a biblioteca para ver se descobria a identidade do Autor, uma página do livro de contos de fadas apareceu misteriosamente em sua mochila. Mas não uma página qualquer: nela há uma gravura da noite em que Tinker Bell levara Regina até a taverna para conhecer seu verdadeiro amor. Só que, naquela gravura, Regina não se acovardara; ela entrara na taverna, conhecera Robin, e os dois foram retratados prestes a dar um beijo de amor verdadeiro, o que comprova que o final feliz da nossa Rainha pode estar a apenas algumas boas escolhas de distância.



De volta ao núcleo central da mid-season, Emma continua ajudando Elsa em sua busca pelo paradeiro de Anna, e descobrem que, realmente, a Rainha de Arendelle não é a única passoa na cidade que tem o poder de transformar tudo em picolé, pois, na primeira oportunidade em que Elsa se encontra sozinha na floresta, a dona da sorveteria aparece para bater um papinho com ela, e revelar que seu nome é Ingrid, outrora conhecida como Rainha da Neve, e que é sua tia perdida há muito tempo, e que está lá para ajudar a sobrinha a controlar seus poderes.



E por mais que a história cheire a papo furado, o fato de ela ter o mesmo dom é o suficiente para colocar uma pulguinha atrás da orelha da Elsa. Ela só não consegue entender porque sua mãe teria escondido a existência de uma irmã.

O encontro, no entanto, é interrompido pela chegada de Emma, que reconhece a voz da mulher, mas não se lembra de onde, e ela desaparece antes de ser vista.



E a partir daqui a história da Elsa começa a se cruzar com a da Salvadora em muitos aspectos. Para começar, Emma tem uma vaga percepção de que conhece a suposta tia Ingrid de algum lugar; e, só porque os roteiristas precisavam estabelecer algum tipo de identificação entre a Salvadora e a Rainha de Arendelle que pudesse servir de alicerce para que as duas desenvolvessem a cumplicidade necessária ao andamento da trama, os poderes de Emma, de repente, parecem possuídos pelo Máskara!



Tudo bem que Emma já vinha trabalhando sua magia com a Regina desde o início da temporada passada, mas alguém explica esse crescimento súbito e descontrolado dos poderes da Salvadora? Porque, durante a segunda temporada inteira (na primeira a magia estava proibida de entrar em Storybrooke), se ela não contasse, ninguém notaria que ela tinha um poderzinho que fosse; terceira temporada, mal e porcamente ela apresentou alguns truques. E agora, do nada, ela está explodindo paredes! Tentativa tardia de transformar a sala de estar dos Charmings em Hogwarts! E Emma é o Simas Finnigan, estou avisando!



Não é uma crítica, não. Na verdade, já era de se esperar que, cedo ou tarde, o roteiro fosse explorar esse lado da Salvadora, e fazê-la desenvolver seus poderes. O que não faz muito sentido, é que eles tiveram duas temporadas para fazer isso, e guardaram para o momento mais conveniente, ou seja, quando tivessem outra personagem enfrentando o mesmo drama, para dar apoio à Salvadora, quando a função dela na história – de ser a Salvadora – nos diz que deveria ser o contrário: que ela já deveria ter lido essa cartilha, para poder ajudar a Elsa, baseada em suas próprias experiências. Ficou apelativo, tardio e meio fora de contexto, mas vamos seguindo...

De repente, Emma fica tão assustada com seus poderes, que aceita a primeira saída que encontra para se livrar deles.



Ok, verdade seja dita, ela sempre os renegou. Mas uma mulher que cresceu no mundo real, lidando com todo tipo de trapaças, caçando caloteiros e fazendo-os beijar o volante de seus carros (vide primeiro episódio da série), e principalmente, calejada com a dualidade de certos ex-vilões dessa cidade, deveria, no mínimo, desconfiar das “boas intenções” de Rumplestiltskin, e pedir os detalhes do que havia atrás da porta, em vez de simplesmente confiar no avô de seu filho.

Essa é para quem tem 25 anos ou mais, e assistia o Programa do Serginho Malandro no SBT


Por sorte, Elsa apareceu na hora certa para impedir que Emma abrisse a porta e se tornasse mais uma estrela no chapéu do feiticeiro. Elsa estava começando a descobrir a chave de seu poder, e ao aceitá-los de uma vez por todas como parte de si, finalmente começava a controlá-los.



Então, ela transmitiu esse conhecimento para Emma, e lhe deu o voto de confiança que a Salvadora precisava para finalmente começar a se aceitar como é.

Resolvida essa parte da história, Emma e Elsa começam a investigar se a história que Ingrid contou é verdadeira, e ela realmente é tia da Rainha de Arendelle. Não há muitas fontes para se verificar, mas algo que encontram trancado no trailer de Ingrid na floresta as surpreende: Ingrid conhece Emma há muito tempo. Aparentemente, em algum ponto da adolescência, Emma fora adotada pela Rainha da Neve, e a vilã guardara várias lembranças da filha adotiva. Só que Emma não se lembra de nada disso. E a descoberta de uma árvore genealógica que a Rainha da Neve planejava formar, com Elsa e Emma no lugar de suas irmãs, deixa as duas bastante perturbadas em relação aos planos dessa vilã.

E por mais estranho que seja a Rainha da Neve ter um passado com a Salvadora, não demoramos a descobrir que ela também tem um passado com Elsa.

Quando retornou à Arendelle, Anna não teve coragem de contar à Elsa que seus pais tinham partido para procurar algo que pudesse tirar seus poderes, porque eles tinham medo dela. Também não teve coragem de contar que trouxera algo que podia fazer exatamente isso – o chapéu do feiticeiro, que, conste, ela não pretendia usar contra a irmã; só não queria deixá-lo com o Rumplestiltskin.


E de qualquer modo, isso não tinha mais importância, porque, ao regressar, Anna foi surpreendida por uma clara evolução da irmã no controle de sua magia. O mérito desse milagre é de sua recém-descoberta tia Ingrid, irmã de sua mãe, que elas nem sabiam que tinham.



Durante sua ausência em Arendelle, o Príncipe Hans estava tramando para prender Elsa numa urna mágica (a mesma de que ela saiu em Storybrooke), para poder tomar o controle do reino. Mas ele não contava que a urna estivesse ocupada. Quando a urna é aberta, tal como a Jeannie saindo de sua garrafa, a Rainha da Neve é libertada, em toda a sua glória, para se revelar a tia perdida de Elsa, que fora aprisionada ali porque sua família também não compreendeu o poder que ela tinha, e que fora herdado por sua sobrinha. E Elsa, aparentemente, estava tão desesperada para encontrar alguém que fosse igual a ela, e que a compreendesse, que nem se preocupou em verificar os antecedentes da mulher, e foi logo aceitando sua ajuda para controlar sua magia e poder governar seu reino sem que os súditos temessem que sua rainha fosse um monstro.



Mas Anna, que não desconfiou sequer das intenções de um príncipe oportunista que lhe propôs casamento cinco minutos depois de conhecê-la, desconfiou de cara que tinha gato nessa tuba, e decidiu investigar melhor a história de sua suposta tia.

Ela se confidenciou com seu noivo Kristoff, e pediu que ele ficasse de olho nas coisas, enquanto ela fazia uma visita ao Grand Pabbie para lhe perguntar se ele sabia de alguma coisa. Só que a história que ele tem para lhe contar não é nada bonita: Gerda, a mãe de Anna e Elsa tinha duas irmãs, Helga e Ingrid. As três se amavam muito, eram muito unidas, e guardavam um perigoso segredo: Ingrid, a irmã mais velha, tinha poderes que ela não conseguia compreender, muito menos controlar; assim como Elsa, ela podia congelar tudo ao seu redor. As irmãs protegeram o segredo de Ingrid, até o dia em que ela, acidentalmente, matara a irmã mais nova, Helga, congelada. Então, Gerda, assustada, prendeu Ingrid na urna, e fez o acordo com os trolls de pedra, para que todas as pessoas do reino esquecessem de suas irmãs.



Mas ter ocultado a tragédia de sua família não impediu que Gerda tivesse uma filha com os mesmos poderes de sua irmã mais velha. Por muito tempo, eles mantiveram os poderes de Elsa escondidos debaixo das luvas que Rumplestiltskin tinha dado para serem usadas por Ingrid, mas à medida que ela crescia, seu poder aumentava, deixando os pais preocupados em que alguém descobrisse e a visse como um monstro, assim como Gerda fizera com a irmã.

Foi por isso que eles partiram em busca de algo que pudesse livrá-la de seu poder.

Então Anna retorna, determinada a alertar a irmã a respeito das possíveis más intenções da tia, já que ela escondeu toda a história sobre a terceira irmã, Helga, e sobre como a matou (ainda que por acidente), mas no caminho, ela e sua companheira de viagem (Belle, a atual Sra. Gold, que naquela época fora à Arendelle para se encontrar com os trolls de pedra e pedir que lhe devolvessem as memórias do dia da morte de sua mãe – a pergunta é: para quê ela queria se lembrar disso? Em certos casos, esquecer pode ser uma bênção!) são apanhadas por uma tempestade quando estão caminhando num penhasco, e Anna acaba despencando dele, porque Belle preferiu salvar a pedra que o Grand Pabbie lhe dera para reaver suas memórias, a salvar a princesa. E novamente, aqui cabe mais uma pergunta: por que não usou a pedra para recuperar sua memória imediatamente? Por que guardar para mais tarde? Aqui vai um esclarecimento, Belle: memórias não são uma boa quentinha para viagem!



Claro que Anna não morreu na queda – até porque, o penhasco não era assim tão alto, ou teríamos passado o episódio todo aguentando os intermináveis lamentos da Sra. Stiltskin, arrependida por ter sido responsável pela morte dela. Anna somente desmaiou, e sua tia Ingrid aproveitou para prendê-la numa cela na masmorra do castelo de Arendelle.

Em seguida, a Rainha da Neve lançou uma intriga entre as duas sobrinhas, acusando Anna de ter trazido uma arma para tirar os poderes de Elsa, como seus pais pretendiam fazer se não tivessem morrido na viagem, e Elsa finge que acredita, apenas para poder armar com a irmã um plano para aprisionar a tia de volta na urna, já que também andava desconfiada das intenções dessa fulana.

Acontece que o tiro sai novamente pela culatra, porque, assim que Elsa vira as costas, Ingrid acorrenta Anna na cela, pega a urna de volta, e lança na princesa a maldição da visão partida.



Para quem não está familiarizado com o conto de Hans Christian Andersen A Rainha da Neve, que inspirou a história de Frozen, explico: é um conto em sete partes, e a primeira delas nos trás o conto de um espelho partido, cujos cacos, quando entravam nos olhos das pessoas, distorciam a realidade, e faziam-nas detestar tudo o que viam, e só enxergar o lado ruim ou mais feio das coisas.

Ingrid, que representa a rainha do conto original – que nem de longe era tão pura como a Elsa –, usa o espelho partido para distorcer a visão da Anna, e fazê-la ver apenas o lado ruim da irmã – ou aquilo que dizem ser o lado ruim de Elsa, ou seja, os perigos que sua magia descontrolada representa.

A princípio, o plano da malvada funciona, porque Anna acaba despejando alguma raiva reprimida sobre a irmã, e dando a entender que também tem um pouco de medo dela – a única parte de Anna que destoou do filme, pelo menos por um tempo. Elsa, não querendo machucar a irmã, decide não reagir, mesmo quando Anna a prende na urna.



Só que a visão partida da Anna não dura muito tempo, e ao se ver livre dos cacos amaldiçoados do espelho, ela se volta contra sua tia, e tenta libertar a irmã, no que é ajudada por Kristoff; mas a Rainha da Neve, sem a menor paciência para crises familiares, e doida para criar sua própria família bem longe de Arendelle – num lugar em que o Aprendiz lhe garantiu que ela encontraria seu final feliz, se bem que as profecias dele são bastante subjetivas –, simplesmente congela todo mundo no reino, vira as costas e vai embora.



Trinta anos se passam. E então, de repente, o gelo que envolvia Arendelle derrete, e Anna e Kristoff partem em sua busca pela urna onde Elsa está presa. Anna se lembra de ter lido algo sobre uma estrela dos desejos, que seus pais procuraram como alternativa para retirar os poderes de Elsa – mas, aparentemente, a estrela não interpretou esse pedido como sendo “puro de coração”, e por isso não atendeu –, e leva Kristoff para procurá-la. Eles sabem que a estrela está com Barba Negra, e Anna oferece o ouro do reino na barganha, em troca da estrela. O que ela não sabia, era que Barba Negra estava mancomunado com o Príncipe Hans, e que este tinha outros planos.



Assim, Anna e Kristoff acabam amarrados, presos num baú, e jogados no fundo do mar.

E enquanto o baú vai enchendo de água, Kristoff luta para se desamarrar e se libertar com ela do baú, mas Anna acaba perdendo a esperança. Ela lamenta não ter podido fazer nada por Elsa, e decide aproveitar o pouco tempo que lhes resta para expressar seu amor por Kristoff, improvisando uma breve cerimônia de casamento com ele, e fazendo votos de amor eterno. Um momento muito comovente.



Naquele mesmo instante, em Storybrooke, nossos heróis corriam contra o tempo para impedir que a Rainha da Neve conseguisse lançar a maldição do espelho partido, usando o espelho mágico que roubara de Regina; ou, pelo menos, criar um antídoto que pudessem distribuir a todos os cidadãos antes que o espelho fosse partido. A Fada Azul garantiu que poderia fazer esse antídoto, mas para isso, precisaria de uma pessoa que já tivesse sido vítima dessa maldição – ou seja, o que ela vai fazer é, basicamente, uma vacina: usando o próprio vírus para combater o vírus. O problema é que a única pessoa que eles sabem que já foi vítima dessa maldição é Anna, e ela continua desaparecida.



Então, Elsa vai até a loja de Rumples pedir ajuda, e Belle – o peso na consciência ainda falando mais alto – lhe dá um feitiço localizador, que ela pode usar no colar que era da Anna, para que a leve até a irmã.

E por que ninguém pensou nisso antes? Tsk, tsk...



O colar leva Elsa e Emma até a mina dos anões, e começa a brilhar mais forte diante de uma parede sem saída; e Emma, que já estudou bastante a planta da cidade, tem certeza que ela vai dar em lugar nenhum.

Então, elas voltam, desanimadas, e Regina tenta convencê-las de que é melhor entregar o colar para as fadas, e deixar que o destruam para fazer o antídoto, já que ele pertencera à Anna. As fadas não garantem cem por cento que isso dará certo, mas estão dispostas a tentar, só que isso levará mais tempo do que se tivessem a própria Anna por perto. Elsa, porém, está relutante em permitir a destruição de sua única lembrança da irmã.

Ela aproveita uma distração dos Charmings, Emma e Regina, para sair de fininho e voltar à mina para verificar o que há realmente atrás daquela parede de pedra. Ao perceber sua fuga, Emma vai atrás dela, e chega a tempo de vê-la destruir a tal parede e descobrir que ela vai dar na praia.



Parece que alguém errou feio na geografia de Storybrooke, mas de nada adianta, pois assim que Elsa se coloca diante do mar, o colar para de brilhar, indicando que chegaram ao fim de sua busca.

Nesse momento, Elsa se desespera e começa a chorar, compreendendo que perdeu a irmã para sempre, e aperta o colar junto ao peito, desejando poder encontrá-la.



E então: mágica! Elsa não sabia – e obviamente, Anna também não –, mas o colar que estava carregando era, nada mais, nada menos que a estrela dos desejos. E como seu desejo sincero de reencontrar a irmã era puro de coração, foi imediatamente concedido: o baú emergiu das profundezas e aportou na praia de Storybrooke – junto com uma garrafa com uma mensagem misteriosa de que falaremos daqui a pouco.

Emma e Elsa se apressam em abrir o baú e libertar os náufragos, para um abraço comovente entre as irmãs separadas há tanto tempo.

Mas esse reencontro emocionante, infelizmente, teve que ser abreviado, sem que as irmãs tivessem a chance de colocar trinta anos de papo em dia, pois eles tinham uma maldição para impedir.

Então, o grupo corre de volta para a cidade, para levar Anna até as fadas, porém, não encontram nenhuma delas.


Rumplestiltskin, que ainda estava empenhado em seu plano de se libertar do controle da adaga antes de sair da cidade com Belle e Henry quando a maldição chegasse, roubou o coração de Hook para obrigá-lo a fazer o serviço  sujo, coletando o poder que ele precisava com o chapéu, e já planejando sacrificar o coração do pirata no ritual – já que o último ingrediente necessário para desconectá-lo da adaga, além da enxurrada de poder, era o coração de alguém que o conhecera antes de se tornar o Senhor das Trevas. Só que isso aconteceu há mais de duzentos anos, e com a morte de Bealfire, Hook passou a ser o único personagem na série que atendia a esse requisito, pois levara sua esposa, Milah embora quando Rumple ainda era um mero produtor e comerciante de lã.

E como o poder que tinha no chapéu ainda não era suficiente para expiar seus mais de duzentos anos de maldades, Rumplestiltskin mandou Hook até a lanchonete da vovó, onde as fadas estavam aquarteladas, para sugar todas elas para dentro do chapéu.



Aí, no popular, danou-se! Porque, sem fadas, não tem antídoto; e sem antídoto quanto tempo demorará até que a Evil Queen decida arrancar a língua de sua ex enteada para ela deixar de ser fofoqueira? Ou para que o David faça espetinho de Hook para ele aprender a manter a mão e o gancho bem longe de sua filha? Ou, quem sabe, para um Robin Hood dominado por um lado obscuro que talvez ele nem saiba que possui, fazer raspadinha de Marian para ela parar de atrapalhar seu romance com Regina?

Enfim, numa cidade onde até Belle-extremamente-melosa-Gold foi capaz de deixar uma garota despencar de um penhasco para salvar as memórias doentias de sua mãe sendo despedaçada por um ogro, acho que todo mundo é capaz de qualquer coisa!

Emma, então, leva Elsa, Anna e Kristoff para a delegacia, onde seus pais estão refugiados, para avisá-los de que seu plano falhou, e que logo será instaurada a terceira guerra mundial bem ali, nas ruas de Storybrooke.

Há um momento de despedidas e precauções para evitar um caos maior quando a maldição chegar: Branca de Neve e o Príncipe Encantado se trancam em celas separadas, pois se lembram de que aquela princesa, noutros tempos, traficava pó de fada das trevas e mantinha negócios obscuros com a gangue dos trolls, e Encantado tinha um irmão gêmeo malvado que pode decidir reencarnar nele a qualquer momento.



Regina prende Henry em sua casa com um feitiço, para que ninguém o machuque, manda Robin Hood ficar o mais longe possível de sua versão malvada, e se tranca em seu mausoléu para não machucar ninguém quando a Rainha Má emergir das sombras.



Hook também se despede de Emma e promete manter seu gancho bem longe de gargantas alheias; e como estavam ligadas à Rainha da Neve pelas fitinhas amarelas de suas irmãs originais, e não podiam ser afetadas pela maldição, Emma e Elsa ficam responsáveis por cuidar do bebê Neal e encontrar uma maneira de reverter o feitiço o mais rápido possível.



Anna também não será afetada, porque já passou por isso antes, mas Kristoff não. Então, por segurança, ela o deixa algemado à mesa do xerife na delegacia.



E como estava canalizando o poder de Elsa e Emma através das fitinhas amarelas, a Rainha da Neve conseguiu poder suficiente para completar a maldição da visão partida em larga escala, utilizando o espelho mágico de Regina, que se parte em milhões de cacos e se espalham por toda a cidade.



Então, começa o caos: Branca de Neve e Encantado começam uma pequena briguinha doméstica, separados pela cela; Regina decide vestir a Evil Queen (literalmente!); e todo mundo na cidade começa a se estranhar e trocar farpas.



E enquanto assistem aos efeitos horríveis da maldição, Anna se lembra de que, no conto original, ela só foi quebrada com a morte do rei que a lançou. Então, elas concluem que a solução é matar Ingrid. Emma deixa Anna de babá do bebê Neal, e vai com Elsa até o covil da bruxa para dar o teco na fera. O problema é que as fitinhas que ela colocou em suas irmãs adotivas impedem que machuquem a Rainha da Neve, assim como uma à outra, pois as mantém unidas por seu “amor inigualável”. Logo, Emma chega à conclusão de que o “ódio inigualável” pode libertá-las das fitas.

Então, lá vai a Emma mexer com quem está quieto: Regina tinha tomado todas as precauções, se trancando em seu mausoléu, sabendo que a raiva que sentira no passado a faria esquartejar metade da cidade antes do jantar, e flambar a outra metade para a sobremesa. Mas a Emma, que apenas jogou veneno no romance dela com Robin Hood, não viu problema nenhum em remover o feitiço que mantinha todos os habitantes de Storybrooke protegidos de sua fúria, e ir lá cutucar onça com vara curta.

Aliás, foi exatamente essa sua última travessura que a Salvadora utilizou para incitar o ódio em sua antiga inimiga, para que ela lançasse uma bola de fogo quente o suficiente para destruir as fitinhas geladas da Rainha da Neve. E depois, sem nem um “muito obrigada”, a Salvadora retornou ao plano de matar a vilã gelada, sem se importar em deixar a Rainha Má espumando de raiva à solta na cidade, com seus pais – maiores alvos do ódio de Regina, além dela mesma – desprotegidos na delegacia.



E é justamente para lá que a Rainha se dirige, para travar uma luta de espadas contra sua ex-enteada, porque, como ela disse, usar sua mágica seria fácil demais, e ela queria que Branca de Neve sofresse. E sua primeira providência ao chegar na delegacia é soltar uma nuvem de fumaça roxa sobre Anna e Kristoff, para tirá-los de seu caminho e mandá-los catar estrelas do mar na praia de Storybrooke.



O que, aliás, foi um grande golpe de sorte, porque, depois de passarem uns dois minutos brigando porque alguém esqueceu de dar cenoura pro Sven antes de sair de Arendelle – eu sei que o motivo não foi esse, mas vamos fazer de conta –, e de Anna ter golpeado Kristoff para ele parar de insultá-la, ela encontra a garrafa que chegou junto com o baú deles, e que continha uma mensagem de sua mãe que pode fazer toda a diferença para o desfecho dessa história.



E depois de tentar comemorar com o Kristoff desmaiado, Anna corre ao covil de Ingrid, pouco depois de ela devolver as memórias perdidas de Elsa e Emma – sim, de Emma também, porque num passado distante, quando Emma era adolescente, Ingrid realmente foi sua mãe adotiva. Elas se gostavam, se davam bem, e Emma sentia que tinha uma família ao lado dela, até o dia em que Ingrid teve a brilhante ideia de arremessá-la na frente de um carro para testar se a magia de Emma se manifestaria. Daí a garota concluiu que sua mãe adotiva era louca, que tinha tentado matá-la, e fugiu.



Elas se reencontraram em Storybrooke, logo que Emma chegou à cidade trazida por Henry, e reconheceu sua mãe adotiva, mas a sorveteira, depois de dizer que tinha esperado por ela todos esses anos, porque sabia que ela viria para Storybrooke, apagou as memórias de Emma sobre seu passado juntas (isto, quando Storybrooke ainda era uma terra sem magia, veja bem...). E agora, com essas memórias restauradas, Emma fica com um pé atrás em matá-la, já que um dia a amou como mãe.



E é nesse momento que a chegada de Anna se torna providencial para que a maldição tenha o seu fim, sem que nem Emma nem Elsa precisem sujar as mãos com sua, digamos, parente em comum.

Anna interrompe o momento nostalgia e grandes revelações desse Casos de Família – Fairy Tale, para ler a mensagem que sua mãe, Gerda deixara para as filhas naquela garrafa, e que tem muito a ver com a Rainha da Neve. Na carta, Gerda revela às filhas a existência de suas irmãs, seu arrependimento por ter prendido Ingrid na urna e apagado as memórias de sua existência, e seu desejo de poder libertá-la e fazê-la saber que não a considera um monstro.



Então, Ingrid, comovida por ter o amor das irmãs de volta, percebe o terrível erro que cometeu ao lançar o caos sobre Storybrooke, e decide pôr um fim em tudo. Agora que ela sabe que foi amada, ela se sente em paz consigo mesma, o vazio deixado pelas irmãs em sua vida finalmente foi preenchido, e ela decide se sacrificar para desfazer a maldição que lançara sobre a cidade, reencontrando-se, enfim, com suas irmãs.



Bem, a profecia dizia que ela encontraria seu final feliz no mundo real; ninguém falou nada sobre qual era esse final feliz. Particularmente, acho que a Rainha da Neve descansou em paz.

Mas a cidade ainda não! Embora Regina, Branca de Neve e David tenham desfrutado um belo momento risadas quando a maldição acabou, e Regina se deu conta do lindo carro alegórico que estava vestindo. Não é uma alfinetada, não, #EvilQueenSempreDeslumbranteMontadaNoLuxo, mas convenhamos, é engraçado descobrir que esse é o seu figurino “dia de matar a enteada”.



Não que esse fato seja relevante, mas precisava comentar.

Como ia dizendo, a cidade ainda não estava completamente livre de ameaças, porque Rumplestiltskin aproveitou o caos, e o fato de que todo mundo estava ocupado demais socando a cara de alguém para notar a ausência do Henry até eles estarem para lá do Walt Disney World tirando selfie com o Pateta, para concluir seu plano de libertar-se da adaga para finalmente poder ir embora com sua esposa e o neto.

Ele só não contava que certa ponta solta que ele deixou no passado fosse dar com a língua nos dentes sobre seu infeliz encontro...

Porque agora que todo o problema com a Rainha da Neve está resolvido, o pessoal de Frozen está pronto para voltar para Arendelle, onde Elsa espera recuperar o reino, botar o Príncipe Hans no freezer, e Anna espera finalmente poder se casar com Kristoff com toda pompa e circunstância.

O problema é: como voltarão para casa?

Acho que Rumplestiltskin até previu que a presença da moça poderia ferrá-lo a qualquer momento, mas como tinha que manter certa discrição, afinal, ele estava trabalhando num plano diabólico que não queria divulgar até que estivesse concluído, chamaria muita atenção se ela aparecesse jogada atrás de alguma lixeira na vizinhança. Então, Rumples decidiu que o melhor modo de se livrar dela, era mandá-la de volta à Arendelle o mais rápido possível, antes que ela tivesse oportunidade de reconhecê-lo.


Ele envia Hook à lanchonete da vovó para dizer aos nossos heróis que Mr. Gold encontrara um portal na casa onde passou sua lua-de-mel com Belle – a mesma onde ele encontrara o chapéu do Aprendiz –, que poderia mandá-los de volta e em segurança para casa.

E como Gold gozava de alguma confiança no momento, dadas as suas últimas ações conhecidas – o resgate de Henry na Terra do Nunca e a destruição de Peter Pan –, ninguém desconfiou que poderia ser alguma armadilha.

Então, a família Charming se despede dos nossos queridos turistas da neve, e, devo dizer que foi particularmente emocionante assistir à despedida de Emma e Elsa: duas mulheres unidas pelo mesmo destino, que aprenderam juntas a aceitar a si mesmas e a se amarem como irmãs. Foi realmente bonito.



Mas depois de deixar Elsa e Kristoff irem na frente, Anna decide saciar sua curiosidade em saber que alma caridosa o Sr. Gold representava na Floresta Encantada, e fica surpresa por descobrir que ele era Rumplestiltskin, dando a entender que o conhecera, e que não guardava boas recordações desse encontro. O que deixa Emma desconfiada por ele não ter contado que conhecera Anna.



Enfim... Anna atravessa o portal, e nós nos despedimos desses queridos personagens com uma cena linda das duas irmãs no castelo de Arendelle; Elsa com o vestido que usara na coroação, e Anna com o vestido de noiva, claramente a caminho do altar. Não se sabe exatamente o que aconteceu depois do retorno delas, mas sabe-se com certeza que Elsa reassumiu o controle do reino, e que o Príncipe Hans precisará colocar muito gelo naquele olho roxo; da mãozinha da Anna, pode deixar que a irmã dela cuida.

Mas o momento fofura mesmo foi a representação da cena das duas irmãs farejando o ar alegremente, sentindo o cheirinho de chocolate!

Quer maneira melhor de se despedir de Frozen? Sentirei saudades dessa turminha animada!

Aliás, preciso fazer um comentário aqui a respeito dos atores escolhidos para esses papéis: Georgina Haig nasceu para interpretar Elsa! Ela não apenas ficou muito parecida com a animação, como soube equilibrar perfeitamente as nuances de medo, descontrole e bondade da Rainha de Arendelle. Alguém consegue imaginar um ator que fique mais parecido com o Kristoff do que o Scott Michael Foster? Eu não consigo! E, sim, eu guardei o melhor para o final, porque Anna não é uma personagem fácil de interpretar, com toda a sua animação, e trejeitos únicos, que, mal interpretados, poderiam ficar irritantes. Mas a estreante Elizabeth Lail simplesmente tirou a Anna das telas e a transformou em humana! É uma pena que a participação deles na série tenha durado tão pouco.

Eu só senti falta do Olaf. Agora eu quero um abraço quentinho...
De volta à Storybrooke, agora que a Rainha da Neve foi destruída, Regina acredita que o feitiço que ela lançara em Marian também fora quebrado, e devolve o coração da rival – certa, é claro, de que ele não interessa mais em nada para Robin Hood.


E, a princípio, tudo parece caminhar para um desfecho feliz para a nossa Rainha, já que Marian reconhece que se passou tempo demais desde que ela fora afastada de sua família, e aceita que Robin tenha refeito sua vida, e que esteja apaixonado por Regina, e promete não ficar em seu caminho.



No entanto, logo depois de dar essa mostra de boa vontade para com o final feliz de Outlaw Queen (adoro esses nomes de shipper), Marian torna a desmaiar e ficar congelada, provando que o feitiço era mais poderoso do que pensavam.

Então, Regina conclui que a única solução para evitar a morte da mãe de Roland, é ela ir embora de Storybrooke, pois se é um feitiço o que a está matando, numa terra sem magia, ele não terá efeito algum.

E este foi um dos momentos mais tristes da temporada, porque Regina sabe que Marian conhece pouco sobre o nosso mundo, e terá problemas em viver numa cidade estranha sozinha. Também não podem mais separar Roland de sua mãe; nem pedir que Robin Hood não veja o filho nunca mais. Então, Regina dá a prova definitiva de sua redenção, sacrificando seu amor e sua felicidade com Robin, e pedindo que ele vá viver com Marian fora de Storybrooke.


E é nesse momento que descobrimos que o feitiço de proteção que Belle tinha lançado na cidade lá no começo da terceira temporada permanece intacto, mesmo depois de a cidade ter sido destruída e depois reconstruída pela segunda maldição: quem atravessar a fronteira, não conseguirá encontrar o caminho de volta!

Foi de cortar o coração ver a nossa Rainha abrir mão do grande amor de sua vida. Mas aquela página do livro, com a gravura do casal feliz que fora encontrada na biblioteca, permanece sendo uma esperança de que ainda haverá um futuro para o romance da ex-Rainha Má com o homem que rouba dos ricos para dar aos pobres.

O mesmo, no entanto, não se pode dizer do casamento de Belle e Rumplestiltskin.

Porque, enquanto algumas  dessas ações aconteciam, o Senhor das Trevas levou Hook ao alto da torre do relógio – porque, onde mais ele poderia fazer o feitiço na santa paz, senão na torre do relógio ou no poço onde se casou com Belle? –, e fez o chapéu do Aprendiz projetar um céu de estrelas sobre eles, com toda a magia coletada ao longo de, sei lá, mil anos. E quando ele está prestes a cometer a maior de todas as blasfêmias, e sacrificar o personagem mais amado do público feminino da série, eis que uma nova heroína entra em cena para salvar nosso amado pirata na hora H.

E, na verdade, foi até um pouco surpreendente quando Belle apareceu, de posse da adaga verdadeira, depois de Emma e Branca de Neve terem criado uma pequena distração, para que a Sra. Stiltskin a roubasse de volta. Digo que foi surpreendente, porque, para falar a verdade, nunca imaginei que um dia veria Belle enfrentando Rumples daquele jeito, usando a adaga para controlá-lo e puni-lo, em vez de simplesmente fazer mais um daqueles seus discursos açucarados que  todos nós já estamos calejados de escutar dela e da Branca de Neve – o que só comprova que as duas aprenderam o B-A-BÁ na mesma cartilha.

Falando nisso, alguém viu o Charming por aí? Esta é a primeira vez – fora aquela quase meia temporada que Emma e sua mãe passaram em Tão, Tão Distante – que o Príncipe não se envolveu numa ação com a esposa e a filha. Será que ele ficou cuidando do bebê? Pois é, minha gente, ter filho pequeno não é mole, não...


Enfim... Belle já andava com uma pulga atrás da orelha, desde o dia que entrara no covil da Rainha da Neve e ficara diante do espelho amaldiçoado, que semeou inúmeras dúvidas a respeito do comportamento do marido dela e de sua decisão de lhe confiar a adaga.

E como desta vez ela o pegou com a boca na botija, provando que o espelho dissera a verdade, Belle ordena que Rumplestiltskin devolva o coração de Hook, desparalize Emma e Branca de Neve – foi assim que ele se distraiu –, e leve os dois – Belle e Rumple, quero dizer – para a fronteira da cidade, onde poderão conversar a sós.


Ali, ela deixa claro para o marido que ele tinha tudo: uma esposa e uma família que o amavam e que confiavam nele, mas jogou tudo fora por sua insaciável sede de poder, e que ela está cansada de sempre lhe dar uma segunda chance. Agora acabou! Depois de ter sido enganada com aquela suposta prova de confiança, fazendo-a acreditar que ele tinha se emendado, e que confiava nela para cuidar da adaga que podia controlá-lo e matá-lo, quando, na verdade, a adaga que ela tinha era falsa, e ele estava por aí praticando suas maldades por debaixo dos panos, ela decidiu não perdoá-lo. Tudo o que ela queria, era que ele provasse que tinha mudado, mas ficou claro que ele não aprendera nada com tudo o que viveram; por isso, Belle ordena que Rumplestiltskin cruze a fronteira da cidade e vá embora de Storybrooke para sempre.



Foi triste, na verdade, ver Rumples perdendo tudo e indo embora. Mas é claro que isso não é um adeus. Afinal, o que seria de Once Upon a Time sem a presença de Rumples e Regina?

Obviamente, o Senhor das Trevas retornará em breve. E não virá sozinho! Porque as Rainhas da Escuridão já se preparam para invadir Storybrooke, e acabar com o breve sossego dos cidadãos locais. Então, se preparem, porque a reunião das bruxas está prestes a começar!







2 comentários:

  1. Suas resenhas são as melhores!!! Eu amo o seu blog. Tá assistindo a 5ª Temporada de OUAT?

    ResponderExcluir
  2. Muitíssimo obrigada Gisele! Eu escrevo com todo o amor, e me sinto muito honrada em saber que vocês gostam! *-*
    Eu ainda não comecei a assistir a quinta temporada, porque andei meio enrolada, mas acho que logo, logo vou pegar vários episódios de uma vez, para não ficar muito ansiosa.

    ResponderExcluir

Obrigada pela visita!
E já que chegou até aqui, deixe um comentário ♥
Se tiver um blog, deixe o link para que eu possa retribuir a visita.