Conheçam Meus Livros

sábado, 31 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016 do Admirável Mundo Inventado



Todos os anos, desde que comecei a escrever esse blog, eu faço uma listinha (não tão inha assim, na verdade) dos assuntos que eu gostaria de postar naquele ano que se inicia. Frequentemente, porém, eu não consigo postar um terço do que eu gostaria. Os motivos são muitos: correria do dia a dia, contratempos que vão aparecendo ao longo do ano, e minhas postagens de filmes e séries principalmente despendem muito tempo para serem preparadas, e há uma lei de Murphy que tem a horrível mania de me perseguir, que diz que tudo sempre leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível. O resultado é que boa parte da minha lista de planos para um ano do blog acaba sobrando para o ano seguinte, e às vezes para o posterior também.

Por exemplo, esse ano, eu tinha planos de postar reviews de mais seis filmes, dos quais quatro já estão com as postagens escritas, mas ainda não consegui montar todas as fotos. Ficam para o ano que vem. Também tinha planejado quatro episódios natalinos de séries e desenhos animados, que também vão ficar para o próximo ano. Sem falar nas sequências de Once Upon a Time, nas reviews de The Vampire Diaries e The Originals que eu venho procrastinando há dois anos, sem terminar de montar as fotos, e outras séries que continuam nos planos; nas listas estilo TOP 10 de diversos assuntos; e várias outras coisinhas que não tive oportunidade de postar esse ano. Ou melhor, não tive tempo de postar esse ano.

Então, ao invés de preparar uma nova lista com tudo o que quero postar em 2017 – que herdará diversas sobras da lista de 2016 –, vou fazer uma retrospectiva de tudo o que rolou esse ano no Admirável Mundo Inventado. Porque, apesar de todos os contratempos, 2016 acabou sendo o ano mais movimentado desde que eu comecei a escrever o blog: teve o maior número de postagens, e também a maior interação com os leitores.

Preparados para relembrar o que rolou esse ano no blog? Então, vamos lá:

sábado, 24 de dezembro de 2016

Se Contar, Ninguém Acredita No Que Aconteceu Nesse Natal – Parte 3: A Festa de Natal dos Viciados em Banana

Por Talita Vasconcelos
*Leiam a parte 1 e a parte 2*
Saí do quarto assim que senti que estava pronta, e coloquei o presente do meu amigo secreto embaixo da árvore de natal, num canto da sala, ao lado dos presentes comprados pela Cristiana, pela Valentina, pelo Pedrão e pelo Ivan. Notei que tinha um presente a mais embaixo da árvore. Deduzi que mais alguém havia chegado enquanto eu me maquiava. Talvez estivesse no banheiro.
Valentina estava desenformando a rosca de nozes quando me voltei para a cozinha.
_Essa ficou perfeita – anunciou ela, tirando as luvas térmicas. Regou a guloseima com uma calda de coco que tinha preparado enquanto a primeira rosca estava assando, e que ficou o dia inteiro esfriando sobre a mesa, terminou de decorar com pedacinhos de morangos frescos, e colocou-a com todo cuidado na bancada, ao lado da sobremesa do Ivan, que agora eu percebia que era uma espécie de bolo ou pavê, provavelmente de chocolate, com glacê escuro e frutas vermelhas.
Enfim, não entendi bem o que era, mas aquilo animou meu estômago. Gosto de falar da draga da Cristiana, mas de vez em quando preciso policiar a minha.
Falando nela, também escolheu esse momento para surgir na sala, e também teve a atenção imediatamente furtada para a nossa bancada de sobremesas. A Cristiana, quero dizer, não a draga. Ou talvez, as duas.
_Hum... Ivan, essa coisa dá água na boca só de olhar – disse Cristiana, hesitando em chegar perto. O dia certamente não precisava de mais acidentes. – Garoto, peça-me quantas xícaras de açúcar quiser, que um dia vou te pedir em casamento.
_Deixa o Pedrão ouvir isso! – comentei, dando uma risadinha.
_Tenho certeza de que ele nunca vai ter ciúme dessas sobremesas – disse Cristiana, ainda concentrada nas delícias sobre a bancada.
_Tem mais alguém aqui? – perguntei, ainda pensando no presente a mais que vira ao pé da árvore de natal, muito mais modesta que a do Seu Nosferatu.
Ouvimos a campainha.
_Agora tem – disse Ivan, enquanto Valentina abria a porta.
_Oi, linda! – disse Leandro, parado na porta, com o presente do amigo secreto escondido atrás do batente da porta. – Você me quer embrulhado ou eu posso começar a me livrar de toda essa produção?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Se Contar, Ninguém Acredita No Que Aconteceu Nesse Natal – Parte 2: Lei de Murphy N°890 – Nunca Subestime a Capacidade do Azar

Por Talita Vasconcelos

A partir daí, nosso dia passou a ser governado pela lei de Murphy que diz que se alguma coisa puder dar errado, dará; e dará na pior hora, e da forma que cause o maior dano possível. A decoração do apartamento estava ok – aliás, estava pronta desde o início de dezembro. Todo o resto, no entanto...
Ficou combinado que cada um dos convidados traria um prato para a ceia, então, basicamente, só tínhamos que nos preocupar com a nossa parte, que consistia do purê de batatas e das batatas que eu pretendia assar para acompanhar o peru – este, comprado pelo Casanova; mas como ele não fazia ideia do que fazer para deixá-lo dourado e suculento, acabamos nos oferecendo para assá-lo, assim, pelo menos, era certeza de que não comeríamos o bicho cru. E também resolvia o problema de ter que atravessar um pedaço de São Paulo com um peru assado no banco de trás do carro em plena véspera de natal. Assim não se corre o risco de ter o carro depredado no sinal e acabar chegando aqui só com o rabicó do bicho. Não que isso já tenha acontecido com alguém que eu conheça, mas nunca se sabe...
E Cristiana ainda iria fazer a sopa especial de vegetais, receita da avó dela, que, por tradição de família, garantia a quem comesse um feliz natal. Diz a lenda que havia um ingrediente secreto na sopa que garantia essa tal felicidade, mas, seja lá o que for, não parece ter tido qualquer efeito em mim nos anos anteriores. A menos que tenha sido camuflado pelo vinho tinto, né... Vai saber.
Nós já tínhamos temperado o peru na noite anterior, e eu usara o mesmo tempero nas batatas, que teria que assar separado, porque não caberia tudo de uma vez no nosso forno. Mas antes que pudéssemos ter a chance de colocar qualquer coisa para assar, Valentina, uma das convidadas da noite, que mora no andar de cima, apareceu com o primeiro contratempo: ela tinha prometido trazer uma rosca de nozes – que deixou todo mundo com água na boca no natal do ano passado, salivando por mais um pedaço –, porém o forno dela escolheu justamente a véspera de natal para dar o último suspiro. Então ela trouxe os ingredientes, e pediu para assar a rosca no nosso apartamento.
Até aí, tudo bem; era só uma questão de organizarmos os horários, e tínhamos tempo de sobra para preparar tudo. Mas aí, enquanto eu colocava as batatas para assar – decidi assar primeiro as batatas, pois a forma era menor, e caberia a assadeira da Valentina ao mesmo tempo, o que nos deixaria com tempo de sobra para dar um bronze no peru até às oito da noite – o segundo infortúnio apareceu.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Se Contar, Ninguém Acredita No Que Aconteceu Nesse Natal – Parte 1: Parece Que Nem Todo Mundo É Filho de Papai Noel...

Por Talita Vasconcelos
Natal é uma das minhas datas favoritas no ano, porque é sempre aquela época em que você deixa tudo de lado e se permite aproveitar a vida, e cometer todos os excessos que não cometeria normalmente, ao seu bel prazer: tira folga do trabalho, ou férias coletivas – a menos que trabalhe no comércio –, dá uma trégua na dieta, tira o escorpião da carteira e finalmente cria coragem para comprar aquele sapato que você está namorando há meses, mas sabe que é caro demais para o seu orçamento... E se pá, ainda rola aquela viagenzinha com os amigos ou com a família para algum lugar bem bacana. Sem falar no panetone, no peru, na rabanada, e nas toneladas de chocolate sem culpa que você se permite comer, para só se arrepender lá pelo dia três de janeiro... Enfim, Natal é uma data em que quase tudo é permitido. E em que as melhores histórias acontecem. Inclusive as mais inacreditáveis...
_Pinheirinho que alegria! Trá lá lá lá lá, lá lá lá lá... Sinos tocam noite e dia...
_Nossa, quanta animação logo cedo! – comentou Cristiana, entrando na sala do apartamento, ao me ouvir cantando na cozinha enquanto virava as panquecas para o café-da-manhã de Natal. – Tem mais alguém aqui?
_Comigo, não. Com você...?
_O Pedrão só vem mais tarde. Mas, e aí? Qual é o motivo de tanta animação?
_Como assim? É Natal!
_É, mas para você amanhecer assim, cantando... A que horas o seu bofe vai chegar?
_Já te falei que não tem bofe nenhum!
Nesse momento, enquanto eu tirava as panquecas da frigideira, a campainha tocou. Cristiana foi atender, e depois de falar durante aproximadamente um minuto com alguém que começou perguntando por mim, ela fechou a porta, e trouxe uma cesta enrolada em celofane transparente, com um laço vermelho, até a bancada da cozinha. Dentro dele havia um ursinho de pelúcia branco.
_O Ninguém te mandou isso aqui – disse ela, com aquele sorriso “te peguei” no rosto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quem é o Cantor?!



Dezembro é um mês de retrospectivas, e esse retrospecto me fez lembrar uma lista que eu tinha preparado de possíveis assuntos para o blog, que, por alguma razão, continuam somente no projeto. Daí, verificando a lista, eu encontrei esse assunto que nos leva a mais uma retrospectiva interessante: a das canções que grudaram em nossas cabeças, e acabaram fazendo mais sucesso que seus intérpretes.
Sabe aquelas canções que a gente canta sempre que ouve, ou lembra por qualquer ou nenhum motivo, mas, não raramente, não sabemos ou não lembramos de quem é, ou, no mínimo, não fazemos ideia de que fim levou o artista? Então... É disso que vamos falar, dos famosos "one-hit wonders": os artistas de um único sucesso.
Dava para fazer uma lista bem longa, mas aqui relacionei apenas onze (que, na verdade são quatorze, como perceberão), que, na minha opinião, são os One-hit Wonders brasileiros mais marcantes, ou que têm uma história mais legal – ou que me remetem a uma história mais legal.

sábado, 5 de novembro de 2016

Cuidado Com Aquilo Que Perturbas...

Esse livro estava na minha lista de leitura desde 2013, e, acreditem se quiser quem me apresentou essa obra foi a Sophia Abrahão. Sim, a atriz. E não, não nos conhecemos. Vou explicar: estava eu, um belo dia assistindo Amor à Vida (a propósito, saudade do Félix), onde volta e meia o autor Walcyr Carrasco incluía uma boa dica de livro entre as cenas. Fazia pouco tempo que Sophia havia sido integrada ao elenco, no papel de Natasha, a irmã desconhecida de Nicole (Marina Ruy Barbosa), que havia acabado de morrer. Eis que numa cena, apareceu a Sophia Abrahão lendo Os Sete, de André Vianco. E não foi exatamente a capa que me chamou atenção para esse livro, mas o minúsculo resumo feito por ela: “Estou lendo Os Sete, do André Vianco. É sobre uma caravela portuguesa naufragada...”, e nesse momento ela foi interrompida pela Leila (personagem de Fernanda Machado), estraga prazeres, me deixando curiosa para saber o resto do enredo. Juro! Foi só isso que ela disse. Seis palavrinhas a respeito do enredo. Seis palavras mágicas que aguçaram minha curiosidade, e me incentivaram a pesquisar que livro era esse.

domingo, 30 de outubro de 2016

Em Casa de Malucos, Os Sonâmbulos Assustam Que É Uma Loucura...



E chegamos ao último episódio do nosso Halloween Animado. Esse mês foi uma deliciosa loucura! Produzir postagens com episódios na íntegra e fotos legendadas é uma verdadeira maratona, mas eu não vejo a hora de repetir a experiência no ano que vem.

Por hora, para encerrar esse ciclo maravilhoso que começou com desenhos animados – alguns retirados do fundo do baú –, e passou para os inesquecíveis e inigualáveis personagens de Chespirito, vamos nos divertir com uma aventura de Pancada Bonaparte, o protagonista do esquete Los Chifladitos: os dois malucos que enlouquecem toda a vizinhança com suas manias. No episódio de hoje eles vão descobrir que Toda Bela Tem Um Tio Que é Uma Fera!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Um Diabo Embaixo da Cama Incomoda Muita Gente...

Para a penúltima postagem do Halloween Animado, escolhi um episódio cujo vídeo já incorporei numa postagem aqui tempos atrás. É o meu episódio favorito do Chômpiras, protagonista do esquete Los Caquitos, que acabou se tornando a vedete do Programa Chespirito nas três últimas temporadas (1993-1995), quando Chaves e Chapolin deixaram de ser produzidos.

Talvez essa série não seja tão especial para vocês quanto é para mim – pois, assim como Chapolin e Chaves, os personagens mais famosos do Bolaños, Chômpiras também marcou a minha infância. Esse episódio, em particular, eu devo ter assistido algumas milhares de vezes, pois tinha gravado numa fita – sabe? VHS: aquele dinossauro que antecedeu os atuais DVDs e Blu-rays, e que hoje em dia são quase impossíveis de reproduzir, devido à extinção dos videocassetes. Uma pena, realmente.

No episódio de hoje vamos passar uma noite assustadoramente divertida no Hotel Mal-Assombrado!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Da Próxima Vez, Vá Contar Histórias de Terror Para Assustar a Sua Avó!

Falar do episódio de Chapolin “A Casa Dada Não Se Contam os Fantasmas” me dá saudade de uma fita antiga que eu tinha em que o episódio do Chaves “O Filme de Terror” vinha na sequência dele. De modo que é inevitável falar do outro depois de ter falado do um.

Sim, eu sei, todo mundo conhece esse episódio de cor e salteado... Mas não cortem meu barato. Os seguintes, eu prometo, serão desconhecidos do grande público.

Então, vamos prosseguir com nosso especial de Halloween, revisitando uma noite em que  Chaves estava se borrando de medo de um Filme de Terror!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Casas Vemos, Fantasmas Não Sabemos

O Halloween continua Animado! Só que hoje não vamos falar de nenhum desenho. Como prometi lá no início do mês, nesse outubro especial eu contaria episódios de desenhos animados e também alguns episódios especiais de Chespirito. Então, chegou a hora de passarmos à segunda parte.

Eu sei que Chespirito é um tema recorrente aqui no blog, mas não vejo porque não resenhar um dos meus episódios favoritos de Chapolin Colorado. Sobretudo porque ele tem tudo a ver com o Halloween.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

É a Grande Abóbora, Charlie Brown!




Chegamos ao sexto (!) episódio do nosso Halloween Animado! E para o especial de hoje, escolhi um desenho que provavelmente também marcou a infância de muita gente. Porque eu sinceramente não conheço nenhuma pessoa que não goste ou tenha gostado do clássico criado por Charles M. Schulz em algum momento da vida.

E, convenhamos, não existe Halloween Animado, sem mencionar o grande especial de Halloween do Charlie Brown. (Aposto que, pela dica que deixei na postagem anterior, muita gente pensou que seria O Estranho Mundo de Jack, não é? Foi mal, pessoal! Num futuro não muito distante, quem sabe...?)

Meio desnecessário apresentar a Turma do Minduim, né? Aquele garoto meio melancólico, que, apesar de ser retratado só com um cachinho mínimo de cabelo sobre a testa, não era careca de acordo com o autor, mas tinha os cabelos tão claros que não apareciam em contraste com a pele; dono de um cachorro esperto viciado em algum tipo de alucinógeno que o fazia acreditar que era um Ás da Primeira Guerra Mundial; e que era constantemente sacaneado por Lucy, irmã de seu melhor amigo Linus, principalmente quando ela o convidava para jogar futebol.

Bem, o restante da turma, conheceremos no decorrer da história. 
 
O episódio que vou contar hoje foi produzido em 1966, e apesar disso continua super atual.

sábado, 15 de outubro de 2016

Uma Babá Nada Perfeita



Chegamos para mais um episódio do nosso Halloween Animado. Porque falar de desenho sempre é algo que me anima!

Ok, é muita animação para um parágrafo só. Então, vamos apresentar logo o escolhido da vez antes que vocês desanimem com a minha enrolação.

Anos atrás eu comentei alguma coisa sobre esse desenho aqui no blog, mas vamos relembrar: Beetlejuice foi criado em 1989, inspirado no filme Os Fantasmas Se Divertem, de Tim Burton, do ano anterior – mas o desenho acabou sendo mais divertido que o filme, convenhamos –, e teve quatro temporadas exibidas no Brasil pelo Cartoon Network; no SBT, o desenho chegou a "piscar" no Bom Dia & Cia. Ao contrário do filme, no desenho Beetlejuice não era malvado, apenas um fantasma muito atrapalhado e trambiqueiro, e a maior parte dos problemas que arranja são resultado de seu temperamento inconsequente. E, para quem se lembra do fantasma bizarro tentando se casar com Lydia, a garota gótica deprimente que no filme foi interpretada por Wynona Rider, verá que o relacionamento deles melhorou bastante no desenho, onde eles são melhores amigos, e ele não tem intenção nenhuma de torná-la sua senhora no mundo dos mortos.

O episódio que vou lhes apresentar hoje não tem como temática o Halloween, especificamente, mas ele é especial para mim por vários motivos: é o primeiro episódio da série, e foi o episódio que fez com que eu me apaixonasse por esses personagens malucos – nos tempos áureos em que o Cartoon Network exibia desenhos legais. Hoje em dia, tudo é Ben 10 e Steven Universe. Nada contra, mas, sinto falta dos bons desenhos do passado. 

Enfim, vamos acompanhar esta aventura de Beetlejuice tentando se sair bem em seu primeiro emprego no mundo dos mortos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Obrigado Por Viajar Com a Nossa Empresa. Mas Cuidado Com os Vampiros No Vagão de Carga...



Bem-vindos a mais um episódio do nosso Halloween Animado! Hoje eu tenho o grande prazer de relembrar uma série que marcou a minha infância, e que, infelizmente, as novas gerações não fazem a menor ideia do que se trata.

Contos da Cripta foi produzida em dois formatos: tinha a série live-action (com atores) com histórias de terror bizarras – que, para falar a verdade, só conheço através da blogosfera e de trechos aleatórios do Youtube –, e tinha a série em desenho, que eu amava, e da qual vou falar hoje.

Durante algum tempo, lá no finalzinho dos anos 1990 e no comecinho dos anos 2000, Contos da Cripta em desenho animado (Tales From the Cryptkeeper, no original) foi transmitido pelo canal a cabo Fox Kids – alguém ainda se lembra da Fox Kids? Para quem não se lembra ou nunca ouviu falar, permita-me explicar: muitos anos atrás, uma parceria entre a Walt Disney Company e a 20th Century Fox deu à luz um bloco infantil, que, em 1990 se tornaria um canal totalmente voltado para o público de 7 a 14 anos: a Fox Kids. Não sei porque cargas d’água, um belo dia – meados de 2002 – eles decidiram retirar o canal do ar. No lugar dele, para suprir a baixa de um canal infantil na grade das operadoras de TV a cabo, a Disney lançou o Jetix – que se tornou o atual Disney XD, porque a Disney tem essa mania de ficar trocando o nome das coisas –, que chegou a exibir parte da programação da antiga Fox Kids – desenhos como Digimon, aquela cópia besta de Pokemon, e Beyblade, por exemplo –, mas jogou fora a maior parte do que o canal extinto tinha de bom.

O que é uma pena, porque a Fox Kids tinha muita coisa legal, como: Os Contos da Cripta; O Fantástico Mundo de Bobby; Carmen Sandiego – sim, a personagem dos jogos de computador –; uma série chamada Shirley Holmes, sobre uma sobrinha-neta de Sherlock Holmes, que também soluciona crimes; uma série remake de A Família Addams, de 1998; Zorro – a série da Disney, de 1957, com Guy Williams –; e a série Goosebumps, baseada nos livros de R. L. Stine; e, durante um tempo, o canal chegou, inclusive, a transmitir Os Três Patetas. Ah... Só de lembrar dá uma saudade...

Pois bem, depois desta longa explicação a respeito do canal, vamos falar um pouquinho do desenho.

Contos da Cripta foi produzido entre 1993 e 1999, e teve três temporadas com treze episódios cada – houve um hiato entre 1995 e 1998 em que o desenho deixou de ser produzido. Cada episódio trazia personagens diferentes – embora alguns tenham aparecido em mais de um episódio –, e uma história de terror diferente também, todas introduzidas e contadas pelo Guardião da Cripta (Cryptkeeper), um fantasma magrelo que vivia tentando proteger seu precioso livro de contos de terror de vilões como o Cavernoso (Vault Keeper) e a Bruxa Velha. 

O episódio que escolhi para resenhar hoje se passa no leste Europeu, numa região que ficou conhecida como berço dos vampiros. Preparem seus bilhetes, pois vocês estão prestes a embarcar no Expresso da Transylvania!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Calma, Não Precisa Perder a Cabeça...

Estamos de volta para mais um episódio do nosso Halloween Animado!

Para o episódio de hoje, escolhi um dos meus desenhos favoritos: Hey Arnold! As aventuras do nosso querido cabeça de bigorna.

A série todo mundo conhece, né? Sobre aquele garoto cuja cabeça parece uma bola de futebol americano, e o cabelo parece ter tomado um choque de 220 volts, que mora numa pensão com os avós malucos – um aposentado que gosta de contar lendas urbanas, e uma senhora fora da caixinha, que parece viver numa realidade paralela dentro da própria cabeça sem parafusos –, e com outros pensionistas tão malucos quanto: um sujeito folgado que é sustentado pela mulher, um refugiado vietnamita, um baixinho que trabalha com demolições, e um possível agente secreto que vive se escondendo pelos cantos da pensão. E que tem um monte de amigos muito divertidos lá na sua escola, a P.S. 118.

No episódio de hoje, nenhuma das meninas aparecerá, pois os meninos decidiram reunir só o Clube do Bolinha para uma festa do pijama na casa do Arnold. E, a princípio, estava indo tudo muito bem, até alguém contar uma história de terror apavorante demais, pouco antes de decidirem sair para dar uma voltinha no parque à noite...


E foi quando tiveram um horrível encontro com O Cocheiro Sem Cabeça!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A Bruxa Está Solta!


Estamos de volta com mais um episódio especial do Halloween Animado no meu, no seu e no nosso Admirável Mundo Inventado. E é difícil imaginar uma sequência de postagens com desenhos animados para o Halloween sem incluir um bom episódio daquela turma de crianças enxeridas que ganham a vida – bem, para dizer a verdade, não sei se eles ganham alguma coisa com isso, mas sem dúvida se divertem pra caramba, e nos divertem também – caçando monstros por aí. Sim, eu estou falando deles; daquele quinteto sensacional, criado em 1969 por Iwao Takamoto, Joe Ruby e Ken Spears, e produzido por William Hanna e Joseph Barbera; e que mesmo usando sempre o mesmo visual dos anos 1960, nunca ficam fora de moda; aquele pessoal engraçado, liderado por um rapaz simpático que custa a se entender com a ruiva que gosta de bancar a donzela em perigo, que dirige um furgão pelo país inteiro, na companhia de um cachorro covarde e esfomeado, de um amigo atrapalhado e de uma garota esperta que sempre resolve todos os mistérios no final.
Com inúmeras temporadas com títulos diferentes, o desenho já mudou de formato, de resolução, e, nos últimos tempos, mudaram até a cara dos personagens – e, não sei quanto a vocês, mas desenho animado pra mim é que nem Havaianas: prefiro as legítimas, recuso imitações.
O episódio de que vou falar foi produzido em 1978, e exibido na terceira temporada de O Show do Scooby-Doo, e, como anunciei na postagem anterior, nossa aventura se passa em Salem, a cidade das bruxas, na noite de Halloween.
Vamos junto com os nossos amigos na Máquina de Mistérios visitar uma das cidades mais assombradas do mundo, e aprender Como Expulsar Uma Bruxa!

sábado, 1 de outubro de 2016

Presa, Pra Quê Te Quero!?




Desde o primeiro ano do blog, o mês de outubro sempre foi dedicado a filmes, séries de TV e contos voltados ao Halloween ou ao universo sobrenatural – com exceção do ano passado, quando, por questões pessoais, não pude postar aqui no blog. Mas este ano gostaria de fazer uma espécie de Halloween Animado.

Eu sou fã indiscutível de desenhos animados – bem, de desenhos anteriores aos anos 2000, porque desde então, tirando talvez Phineas & Ferb, assim como a música brasileira, os desenhos animados têm decaído vergonhosamente. Conste: estou falando de desenhos animados em série, e não de filmes de animação! Hannah-Barbera, Cartoon Network, Nickelodeon, Disney, Looney Toones, Animaníacs... Ah, só de lembrar dá uma nostalgia…

Pois bem, separei alguns episódios de Halloween dos meus desenhos animados favoritos para compartilhar com vocês ao longo deste mês de outubro, e também alguns episódios especiais de Chespirito.


E já vamos começar matando a saudade de um desenho que há muitos anos deixou de ser exibido no Brasil. No início dos anos 90, fazia parte do Programa TV Colosso, da Globo.

Produzido em 1991, e com apenas 13 episódios, Onde Está Wally? foi inspirado numa série de livros de atividades, criados pelo britânico Martin Handford, cujo objetivo era encontrar os personagens em cenas abarrotadas. O pessoal mais novinho  provavelmente não conhece esse desenho, mas já deve ter ouvido alguma vaga referência por aí. Afinal, volta e meia alguém de brincadeira ainda faz a icônica pergunta “Onde Está Wally?”.

Hoje nós vamos embarcar com ele numa aventura por uma terra assombrada, e descobrir que o que mais dói num vampiro em Minha Presa Esquerda!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Desafio #22: Como Tudo Começou...





Ah, nada como uma boa aventura de capa e espada! Aliás, já comentei alguma coisa a respeito desse livro alguns anos atrás quando escrevi um resumo da novela Zorro – A Espada e a Rosa, mas por uma série de razões acabei não postando uma resenha sobre o livro. E como ando meio nostálgica nos últimos tempos, relendo vários dos meus livros favoritos por pura diversão (porque, de fato, não há motivo melhor!), decidi que já estava na hora de falar um pouco sobre este romance – já pegando o gancho no tema “Com mais de 300 páginas” do Desafio Literário.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ode à Primavera



A chegada da primavera remete tantos sentimentos bons, tanta beleza, tanta poesia... E em se tratando de poesia, ninguém jamais retratou a primavera com tanta delicadeza quanto ela: Cecília Meireles.

“Aprendi com a primavera a me deixar cortar e a voltar sempre inteira”.

Uma frase que me encantou ao primeiro contato, e que traz uma reflexão profunda sobre a maneira como devemos encarar os dissabores da vida.

Bem, o poema que trago a vocês hoje não é o que contém esta frase; mas é uma ode à primavera, que sempre me encanta.


Com vocês, Cecília Meireles:



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ela Perde o Sapato, Mas Não Perde o Carisma


E finalmente chegamos ao último episódio prometido da série alemã Sechs auf einen Streich (Os Melhores Contos de Grimm). Para encerrar com chave de ouro, eu reservei um conto bem conhecido de todos, mas aposto que muitos de vocês ficarão surpresos ao conhecer a versão original, contada diretamente pelo povo alemão.

A Gata Borralheira



Sim, é a história da Cinderela; mas sem Bibit Bobit Bum.

sábado, 10 de setembro de 2016

Por Fora, Estranha Viola; Por Dentro, Um Príncipe de Múltiplos Talentos...


Aqui estamos para mais um episódio da série alemã Sechs auf einen Streich (Os Melhores Contos de Grimm). Como prometi, apresentarei meus quatro episódios favoritos da série, e para esta terceira postagem, escolhi um conto que também não é muito conhecido no Brasil, cuja história vale muito a pena conhecer.

O Rei Bico-de-Tordo


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Como Enrolar Um Rei [Supostamente] Esperto, Sendo Mais Esperta Que Ele



Estamos de volta com mais um episódio da série alemã Sechs auf einen Streich (Os Melhores Contos de Grimm). Como prometi, apresentarei meus quatro episódios favoritos da série, e para esta segunda postagem, escolhi um conto que não é muito conhecido no Brasil, mas que é realmente encantador.

A Esperta Filha do Camponês

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Meu Reino Por Um Segredo


Contos de Fadas são, definitivamente, uma das fontes mais ricas em que os autores podem beber. E acho que está mais do que comprovado que essas histórias tão antigas e inocentes agradam tanto crianças quanto adultos. Prova disso é o sucesso de séries como Once Upon a Time e Grimm, que não são voltadas especificamente para o público infantil – a segunda nem um pouquinho.

E quem melhor para falar de contos de fadas do que os nativos do país de origem da maior parte dessas histórias?

Já faz algum tempo que o canal +Globosat está transmitindo a série alemã Sechs auf einen Streich (em tradução livre Seis de Uma Vez Só, mas recebeu como título no Brasil Os Melhores Contos de Grimm – embora houvesse também, entre as histórias adaptadas, contos de Hans Christian Andersen e Charles Perrault), que traz em cada episódio um conto diferente, com duração de uma hora. Alguns bem tradicionais e conhecidos – como Branca de Neve, Cinderela e A Bela Adormecida –, e outros menos conhecidos por nós ocidentais – como O Ladrão-Mestre, A Luz Azul e As Moedas-Estrelas (nunca ouviu falar nesses contos? Clique nos títulos para ler). Porém, mesmo as histórias mais conhecidas, foram recontadas de uma maneira um pouco diferente da que conhecemos – sobretudo porque a versão que conhecemos de algumas delas é bem diferente do conto original.

Além do canal +Globosat, onde, eventualmente, a série passa alguns meses fora do ar – para não ficar exaustivo, já que a emissora tem apenas vinte episódios –, a série também é transmitida aos sábados na Cultura, embora, neste caso, ela perca boa parte do encanto, pois, no canal a cabo, a série é exibida legendada, com o áudio original em alemão. Na versão dublada, as histórias meio que perdem a magia.

Seja lá como for, separei quatro contos que gostaria de compartilhar com vocês – os que, para mim, foram os melhores episódios. Três desses contos não são muito conhecidos por aqui; já o último é mais tradicional, mas a forma como foi apresentado na série é bem diferente da versão Disney. Então, vamos ao primeiro deles:

Os Sapatos Gastos de Tanto Dançar

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Isto Merece Um Prêmio! OBA!



Senhoras e Senhores! Ladies & Gentlemen! Meus amigos e minhas amigas dessa imensa blogosfera! É com muito orgulho e grandessíssima honra que venho anunciar que o Admirável Mundo Inventado foi indicado ao Prêmio Dardo Bloggers pelo Rafael Rodrigues do blog Na Companhia de Livros.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

[TAG] Olimíadas da Ficção



Pegando carona nos Jogos Olímpicos, que se iniciam esta semana, resolvi criar uma TAG inspirada nos jogos. Aqui vamos listar filmes, livros, séries, personagens, enfim... Representantes fictícios que facilmente chegariam ao pódio em dez modalidades olímpicas adaptadas para o que eu chamei de Olimpíadas da Ficção.
 
Para participar da TAG é bem simples:

* Faça uma postagem no seu Blog, Facebook, Instagram ou Google+, colando as definições de cada categoria.

* Responda a cada uma delas com os seus medalhistas de ouro, prata e bronze (se quiser, pode responder logo abaixo de cada definição).

* Convide seus amigos para participar.
Simples assim.

* Não se esqueça de colar o selo da TAG na sua postagem e colocar o link de quem te indicou.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Desafio #21: Entre o Livro e o Filme... Posso Escolher os Dois?


Seguindo em frente com o Desafio Literário, chegou a hora de Um Livro Que Virou Filme. E tal como aconteceu com Orgulho & Preconceito, o escolhido da vez foi um livro que eu já tinha lido outras vezes, e que eu amo de paixão.



Mas aqui sou obrigada a fazer uma confissão: embora eu goste demais do livro, tenho que admitir que algumas coisas me decepcionaram um pouco no final da história. Mais especificamente no que toca o final da bruxa Lilim – que no filme foi vivida por Michelle Pfeiffer. Diversas partes do livro foram alteradas no filme (cuja review já está escrita, e será postada em breve), e isso melhorou muito o andamento da história. O final, particularmente, ficou maravilhoso no filme. No livro... Bem, é um pouco diferente.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Eu Te Transformei Nessa Canção Pra Poder Te Gravar Em Mim ♪♪


Pegando emprestados os versos da música Equalize, da Pitty, hoje eu quero falar de gente que amou e que musicou esse amor.

Não é de hoje que o termo musa inspiradora mexe com o imaginário popular. As musas eram entidades gregas a quem se atribuía a capacidade de inspirar a criação artística ou científica. Mas já faz tempo que elas deixaram de existir apenas na mitologia grega, e passaram a assumir forma humana; e, dessa forma, inspirar lindas obras.

Não que esse talento – de inspirar os artistas – seja uma exclusividade feminina, como verão nesta lista.

Aqui eu separei apenas dez músicas, cujas musas e histórias que as inspiraram valem a pena conhecer.

domingo, 24 de julho de 2016

Vem Cá, Eu Te Conheço? Então, Vamos Nos Conhecer...



Genteeee, o ano está passando depressa demais! Tinha resolvido que esse ano eu iria postar mais regularmente aqui no blog, mas os dias passam voando, e quando eu vejo, já foi e eu não tive tempo para terminar tudo o que planejei fazer. É uma lei de Murphy: “tudo sempre leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível”.


Bem, então, enquanto eu termino uma série de postagens que estou preparando, vou responder a uma TAG bem legal, que a Camila Dias do blog Viagem Literária me indicou.


A TAG é:


CONHECENDO NOVOS BLOGS

 

sábado, 18 de junho de 2016

Destinados Estamos Nós a Nunca Deixar de Amar Essa História!



Ah, não tem como enjoar da Carina Rissi! A cada livro que leio dela, mais essa paixão aumenta!


Perdida foi paixão à primeira leitura; Encontrada foi uma continuação que aguçou aquele gostinho de quero mais, e me deixou mega ansiosa para devorar o terceiro volume, principalmente depois de saber que ele seria narrado do ponto de vista do príncipe encantado de todas nós, Ian Clarke. E essa espera, de novo, não apenas valeu a pena: valeu a galinha inteira!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Se Nada Der Errado, Eu Vos Declaro Marido e Mulher



Casar nem sempre é uma coisa fácil. Primeiro, você tem que encontrar a pessoa certa; depois, tem que preparar a cerimônia dos seus sonhos; escolher o vestido adequado; escolher cada item da festa; e depois torcer para que nenhum imprevisto aconteça. E quando se fala em imprevistos em casamentos, e esses casamentos acontecem no cinema ou na TV, desgraça pouca realmente pode ser bobagem, porque pode acontecer de um tudo: pode ser que um dos noivos seja preso a caminho da cerimônia; pode ser que um dos noivos tenha se esquecido de assinar o divórcio de seu casamento anterior; pode ser que precisem subornar o padre para fazer vista grossa a qualquer probleminha ocasional que poderia dificultar o bom andamento da cerimônia; ou ainda pode acontecer de, na última hora, você estar esperando uma pessoa no altar, e aparecer outra...

Pois é, minha gente... Casamento não é fácil nem na ficção. E já que maio é o mês das noivas, pensei em criar uma lista com os casamentos mais memoráveis, malucos e inusitados que já agitaram esse nosso admirável mundo da ficção.
Com vocês:

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Desafio #20: Um Quarteto Angelical Nada Fantástico




Ok... Eu sei que perdi completamente o foco e o fio da meada no que toca o Desafio Literário que me propus a seguir no ano passado. A verdade incompleta é que o ano passado foi uma tremenda loucura, e eu tive tempo e disposição para pouca coisa realmente. Li muita coisa, mas quase nada que se encaixasse nos temas do desafio, e, a certa altura, perdi um pouco a vontade de ficar procurando títulos que se encaixassem, e simplesmente decidi deixar rolar. O problema aí foi que não rolou. Não que eu tenha desistido do Desafio, exatamente; apenas decidi me liberar do prazo. Afinal, oficialmente, o Desafio Literário do Tigre foi encerrado no meio do ano em seu blog de origem, então, quem prosseguisse, o faria por conta própria. E, se antes eu já estava tão tentada a procrastinar, depois de ele ter sido cancelado, fiquei mais tentada ainda. Não que os temas não tenham me agradado, mas alguns estavam realmente muito fora da minha zona de conforto.

Todavia, como não gosto de deixar nada inacabado, agora que o furacão 2015 passou – sim, eu sei que já estamos quase na metade de 2016; por aí se tem uma ideia de como 2015 foi tumultuado para mim, com partes boas e partes más –, decidi prosseguir com os temas, porém, sem pressa. À medida que os temas forem se encaixando na minha lista de leitura, vou postando as resenhas. Pode ser que o complete este ano; pode ser que ainda o arraste para 2017. Veremos...  

Para o primeiro tema concluído este ano, trago um livro que facilmente se encaixaria em duas categorias: com a capa linda ou que cabe no bolso. Como tenho ainda outras capas que enchem os olhos na minha lista de leitura para este ano, optei por encaixá-lo na segunda categoria.