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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Casas Vemos, Fantasmas Não Sabemos

O Halloween continua Animado! Só que hoje não vamos falar de nenhum desenho. Como prometi lá no início do mês, nesse outubro especial eu contaria episódios de desenhos animados e também alguns episódios especiais de Chespirito. Então, chegou a hora de passarmos à segunda parte.

Eu sei que Chespirito é um tema recorrente aqui no blog, mas não vejo porque não resenhar um dos meus episódios favoritos de Chapolin Colorado. Sobretudo porque ele tem tudo a ver com o Halloween.


Esse episódio foi gravado em 1974, e, durante muito tempo ele esteve entre os episódios perdidos que o SBT engavetou sem dar qualquer satisfação ao público, preferindo exibir o remake de 1976. Em 2013, quando decidiu abrir o armário por uns vinte dias e exibir episódios inéditos e perdidos do Chapolin – na última vez que o programa foi ao ar na emissora – ressuscitaram o episódio. Mas como sede de fã de Chespirito é insaciável, vamos relembrá-lo hoje.

Tudo começa numa noite de tempestade, quando um casal chega de mala e cuia a uma antiga mansão, que o rapaz herdara de seu avô recém-falecido. O problema é que, como sua mulher observou, o lugar está desabando.
Isso, porque eles só viram a casa por fora! Ao entrarem, eles se deparam com um autêntico cenário de filmes de terror: uma casa sombria, cheia de passagens por todos os lados, iluminada por castiçais, com mobília antiga, empoeirada e cheia de teias de aranha.
E, como não poderia deixar de ser, para aumentar o clima de terror, ao passar pela porta, enquanto sua esposa fazia o reconhecimento da casa, o marido desapareceu, deixando a mulher aflita e assustada, sozinha na sala.


E as aparições não tardam a assombrá-la. Primeiro, vem a Bruxa do 71, saindo detrás de uma poltrona, para lhe perguntar se ela já tomou café, e alertá-la de que, naquela região, eles o adoçam com veneno.
Mas antes de ir embora, a Bruxa do 71 lhe faz uma proposta tentadora:
Mas é claro que ele é o tipo de marido que ela pode oferecer para outras mulheres sem medo, porque, embora o Carlos não seja grande coisa, dificilmente aquela mulher iria querer trocar.
Se a primeira impressão é a que fica, a impressão que ele lhe causou foi de arrepiar os cabelos, pois além da aparência fantasmagórica, o sujeito deu a entender que, assim como sua senhora, também não estava batendo muito bem das ideias.
Note que Florinda calculou trezentos anos contados a partir de 1984, embora o episódio tenha sido gravado dez anos antes. Isso aconteceu porque o episódio foi dublado e exibido pela primeira vez no SBT naquele ano.

Trívia...


Mas, como pobre não tem descanso nem depois de morto, o homem continua trabalhando na casa, e rapidamente se prontifica a preparar o aposento dos herdeiros. E é quando ela se lembra de que perdeu alguma coisa muito importante ao entrar na casa, e não foi a tarraxa do brinco.
Sem outra alternativa, e prestes a ter um ataque cardíaco de medo daquela casa, a pobre esposa do desaparecido pede auxílio a quem?
Então, ela conta que foi só colocar os pés naquela casa assombrada e seu marido desapareceu, como se tivesse sido tragado pela terra. Muito embora ela ainda não o tenha procurado nos outros cômodos...
Como dizem por aí: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Depois de dar apoio moral para que a mulher perdesse o medo, foi o Chapolin quem teve pavor de ficar sozinho na sala, enquanto ela procurava o marido nos outros cômodos.


Bem, nem tão sozinho, na verdade. Ele só não tinha percebido ainda que tinha uma companhia, sentada no canto do sofá.
E como susto pequeno é bobagem, é a Bruxa do 71 quem vem em seu socorro.
Seja lá como for, ela não estava ali para isso. Ela estava verificando que a casa precisava ser dedetizada, para acabar com os dinossauros.
Depois que ela vai embora, para não ficar parado esperando aparecer outra assombração, Chapolin vai indo devagar em direção à porta, mas como não olha por onde anda, acaba batendo a cabeça num candelabro. E enquanto se recupera da pancada, percebe que a tampa do baú ao seu lado está se abrindo, e como já viu fantasmas demais para um único episódio, ele decide se precaver e acertar a cabeça da assombração com sua marreta biônica.


O caso é que não era outra assombração; era o marido desaparecido da dona Florinda!
Como não tinha sido informado sobre a aparência do sujeito desaparecido, a esposa deixou passar sem dar bronca no Chapolin pela marretada. Até porque, o que aconteceu foi que a curiosidade matou o gato e deixou o burro trancado num baú.
Como o sujeito é camarada, e está a fim de garantir a permanência no emprego, ele decidiu fazer sala e oferecer um cafezinho aos novos donos da casa. E Florinda aparentemente não se lembrou do aviso da Bruxa do 71 sobre o veneno no café. Isso porque ela tinha uma fofoca mais interessante para compartilhar.
Felizmente, antes de provar se o café estava bom de veneno, Carlos vê a cadeira de balanço se mexendo sozinha, o que leva Chapolin a se lembrar de seu velho amigo esqueleto, que tinha ido ao banheiro, mas já voltou a ocupar seu lugar no canto do sofá, fazendo o coitado do Carlos desmaiar mais uma vez, derrubando a xícara com café, veneno e tudo.
Mas como era o turno de uma alma penada na portaria, nosso herói decide ficar mais um pouquinho e tirar uma sonequinha forçada. Depois que os homens despertam, Florinda compartilha sua suspeita de que as duas assombrações da casa estão tentando impedir que eles cumpram a cláusula que o avô de Carlos impôs no testamento para que recebam a herança: dormir uma noite naquela casa. Já que o local parece cenário de filme de terror, eles decidiram dar um susto nos herdeiros para ver se conseguiam espantá-los e ficar com a casa.
E, aparentemente, estavam no caminho certo, porque, como a esposa explicou – duas vezes, aliás –, Carlos é dessas pessoas que se impressionam com qualquer coisa.
Mas o caso é que seu avô morreu naquela casa, e, por acaso, eles acabam de ser informados de que terão que passar a noite na cama onde ele faleceu.
Como já percebeu que aí tem mutreta, Florinda se prontifica a revistar o aposento antes de seu marido subir, e o deixa sozinho com Chapolin na sala, bebendo o café envenenado... Com sonífero!


Mais tarde, quando desperta, Carlos é informado de que esteve dormindo na cama onde faleceu o seu avô, e foge correndo, trombando com Chapolin no caminho.
A mulher o deixa tomando conta do quarto, enquanto ela vai buscar o marido para que Chapolin explique e o convença de que fantasmas não existem. O problema é que, quando ela consegue convencê-lo a voltar para o quarto, ele encontra o lençol se mexendo e abanando o rabo, e foge correndo outra vez, achando que é o fantasma do cãozinho da Bruxa do 71.
Olha, Florinda, vergonha ele até tem, mas medo ele tem muito mais!

Mas como não dá o braço a torcer, ele inventa que estava procurando alguma coisa secreta na cama, e, como o marido pensou que era um fantasma, ela vai ter que ir buscá-lo outra vez para explicar que era só o Chapolin tendo um siricutico.


E enquanto eles discutiam perto da porta, o fantasma aproveitou para esticar um pouco as canelas na cama, de modo que o Chapolin, ao descobri-lo debaixo do lençol, acaba se assustando mais uma vez e fugindo pela janela.
Carlos retorna sozinho, logo depois, rindo de si mesmo por ter se assustado com o Chapolin, e descobre que desta vez há realmente um fantasma na cama de seu avô, e torna a desmaiar. Sua esposa, que perdeu essa parte do episódio, conclui que ele finalmente sossegou o facho e resolveu dormir um pouco, mas Chapolin, percebendo que há movimentação no quarto, torna a entrar pela janela para dar com a marreta na cabeça do fantasma, sem perceber – de novo! – que quem está na cama é o marido da mulher.
Aliás, há algum erro nessa cena, pois, algumas cenas atrás, quando o mordomo conduziu Florinda até o quarto para fazer a inspeção, eles subiram as escadas para o primeiro andar; mas agora, quando Chapolin pula de volta pela janela do quarto, dá a impressão de que ele fica no térreo da casa.

Apenas uma pequena curiosidade para o grande almanaque de falhas da TV.

De volta ao episódio, agora que Carlos está dormindo, Chapolin conclui que não tem mais nada para fazer ali, e decide ir embora, mas Florinda briga com ele, dizendo que ele não pode sair, assim, no meio da noite.

E enquanto ela vai atrás do herói fujão, o fantasma volta a ocupar seu lugar na cama, no exato momento em que Carlos recobra a consciência, assustando-o outra vez, levando-o a fugir também pela janela.


E Florinda acaba trazendo Chapolin de volta à força, e deixando-o no quarto para passar a noite com seu marido.
Então, Chapolin faz um discurso, recriminando o sujeito por ter tanto medo de fantasmas, mas quando se dá conta de que não é Carlos quem está deitado na cama, e diante da aparição da Bruxa do 71, ele acaba fugindo outra vez pela janela. Para euforia do casal de almas penadas, que comemora precipitadamente a conquista da herança, pois, como os legítimos herdeiros não cumpriram a condição de dormir lá uma noite, a casa passa a ser propriedade deles.


Mas alegria de pobre dura pouco...
E agora é a vez do Chapolin dar o troco, aparecendo no quarto coberto com um lençol para assustar os falsos fantasmas, fazendo o Seu Madruga largar a arma, que é interceptada por Carlos, que os expulsa da casa.


No entanto, Florinda acabou tendo uma crise de consciência e se compadecendo dos pobres velhinhos.
Até porque, pelo sim, pelo não... Vai que o lugar seja realmente assombrado...

Bem, esse foi o nosso episódio de hoje. Na próxima postagem, vamos assustar todo mundo lá na vila do Chaves.


Então, sigam-me os bons! *-*


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