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sábado, 1 de outubro de 2016

Presa, Pra Quê Te Quero!?




Desde o primeiro ano do blog, o mês de outubro sempre foi dedicado a filmes, séries de TV e contos voltados ao Halloween ou ao universo sobrenatural – com exceção do ano passado, quando, por questões pessoais, não pude postar aqui no blog. Mas este ano gostaria de fazer uma espécie de Halloween Animado.

Eu sou fã indiscutível de desenhos animados – bem, de desenhos anteriores aos anos 2000, porque desde então, tirando talvez Phineas & Ferb, assim como a música brasileira, os desenhos animados têm decaído vergonhosamente. Conste: estou falando de desenhos animados em série, e não de filmes de animação! Hannah-Barbera, Cartoon Network, Nickelodeon, Disney, Looney Toones, Animaníacs... Ah, só de lembrar dá uma nostalgia…

Pois bem, separei alguns episódios de Halloween dos meus desenhos animados favoritos para compartilhar com vocês ao longo deste mês de outubro, e também alguns episódios especiais de Chespirito.


E já vamos começar matando a saudade de um desenho que há muitos anos deixou de ser exibido no Brasil. No início dos anos 90, fazia parte do Programa TV Colosso, da Globo.

Produzido em 1991, e com apenas 13 episódios, Onde Está Wally? foi inspirado numa série de livros de atividades, criados pelo britânico Martin Handford, cujo objetivo era encontrar os personagens em cenas abarrotadas. O pessoal mais novinho  provavelmente não conhece esse desenho, mas já deve ter ouvido alguma vaga referência por aí. Afinal, volta e meia alguém de brincadeira ainda faz a icônica pergunta “Onde Está Wally?”.

Hoje nós vamos embarcar com ele numa aventura por uma terra assombrada, e descobrir que o que mais dói num vampiro em Minha Presa Esquerda!

 

Nossa aventura começa com o narrador nos apresentando a casa do Wally, aquela com bolhas de sabão saindo pela janela, e decide usar o zoom para ver o que ele está fazendo.

Mas...





Opa! Casa errada, pessoal! Mas a vizinha do Wally pode ficar sossegada, porque ninguém jamais exibirá suas imagens na banheira.

Bem, agora sim, focalizamos a casa do Wally, e descobrimos o que ele anda aprontando.

Wally está naquele momento revirando seu baú de tralhas, e de repente depara-se com uma curiosa lembrancinha de uma de suas viagens: um extraordinário óculos com sete lentes. Muito útil, caso você tenha uma aranha meio cegueta em casa.





Puxa, devia ser difícil manter a leitura em dia, não é mesmo?

Infelizmente não temos mais notícias do Rei Kuba. Nem mesmo somos informados sobre qual era o país que ele governava. Isso porque as recordações do Wally são interrompidas pela chegada de Barba Branca, um simpático mago que o visita com frequência, trazendo ótimos roteiros de aventuras com um desconto especial para usuários com cartão fidelidade e uma bengala mágica, como é o caso de Wally. Mas o pobre Barba Branca anda com alguns parafusos soltos ultimamente – talvez, começando a sentir o peso de seus zilhões de anos –, e como não se lembrava de que tinha acabado de chegar, ele se despede de Wally, e dá meia volta para ir embora.






Sim, o velho é meio maluquinho, meio pancadinha das ideias, mas é gente boa. Aliás, há um significado interessante nessa cena: percebam que Barba Branca confundiu o nome do Wally – desta vez não foi piada minha, não, foi uma transcrição fiel da dublagem do episódio. Acontece que nos Estados Unidos e no Canadá, o nome do protagonista foi trocado para Waldo. Por que? Eu não sei. Isso vocês vão ter que perguntar lá no Posto Ipiranga...

Enfim... Depois de se orientar um pouco, Barba Branca se lembra que trouxe informações muito interessantes para Wally. Ele enfia a mão por dentro da longa barba branca e puxa de lá um livro enorme.





O livro aberto fica flutuando diante de Barba Branca, enquanto ele balbucia qualquer coisa ininteligível, até o livro prender seu nariz e lembrá-lo de que nem Wally nem o público entende o “embromationlês” que ele está falando. Então Barba Branca aperta a tecla SAP, e finalmente nos dá o enredo do episódio de hoje.





Claro, com tudo mastigadinho assim, quem não se animaria a começar logo essa aventura? Afinal, nós gostamos das coisas assim, muito bem explicadinhas, nos seus míííííííííííííííííííííííííííííííííííííínimos detalhes...

E logo depois de informar ao Wally qual será seu destino de hoje, Barba Branca desaparece numa nuvem de fumaça, deixando Wally engasgado.





Então, Wally apanha sua bengala mágica, que passou o início do episódio flutuando diante da janela, prestes a ser surrupiada pelo atrapalhado vilão Mally, que só não teve êxito porque a janela estava mal apoiada na trava e caiu de repente, esmagando sua mão. E vocês verão várias cenas como essa ao longo do episódio, já que Mally é o responsável por quase todos os momentos pastelão do desenho.

Aliás, mais uma curiosidade a respeito da nomenclatura da série: note que Mally é somente Wally, com a inicial virada de ponta-cabeça – transformando o W em M. Nos Estados Unidos e no Canadá, o nome dele passou a ser Odlaw, que é Waldo escrito ao contrário.

Trivia... Mas por que não comentar? Hehe...

Mas, como ia dizendo, Wally pegou sua bengala mágica, usou-a para riscar um círculo no ar, e logo surgiu um portal para uma terra noturna.





Mally segue Wally pela floresta sombria, falando consigo mesmo que nada o impedirá de apanhar aquela bengala mágica... Exceto aquela árvore que se atravessou de repente em seu caminho para fazer um molde de sua fuça.





Não disse? Esse foi o primeiro pastelão. Daqui a pouquinho tem mais.

Mas agora Wally descobrirá que aquela floresta sombria está cheia de gente hospitaleira, e até deixaram uma carruagem parada perto da entrada do portal para que ele não precisasse explorar o lugar à pé. E Mally, que não é bobo nem nada, deu um jeitinho de pegar uma carona sem ter que pagar sua parte na corrida.





Wally, que gosta de uma boa aventura, fica todo feliz com o transporte pitoresco que conseguiram, e nos diz uma frase que mais tarde seria repetida por Jack Sparrow, em Navegando em Águas Misteriosas; nas palavras do pirata: “o destino não é tão importante quanto a jornada”. Mas, trocando em miúdos:





Porém, o narrador o corrige imediatamente.





E como não poderia deixar de ser numa história recheada de vampiros e fantasmas, a carruagem não demora a adentrar uma caverna escura, espantando uma horda de morcegos.





Aposto que não foi isso que o Batman pensou na primeira vez que se deparou com um morcego... Ao menos, não o Christian Bale.

De repente um morceguinho de cabeça pálida e topete vermelho é rebatido por um bastão de beisebol empunhado pelo homem invisível, e cai dentro da carruagem onde está Wally.





Para mim ele tem mais cara de irlandês... Mas, tudo bem; isso não é hora de discutir geografia. Até porque, o morcego logo se revela um vampirinho bastante assustado.






Nem tão raro assim, se considerarmos o Drácula e companhia limitada.

E como é um rapaz educado, Wally se prontifica a dar uma carona ao monstrinho até onde ele tiver a pretensão de ir, mas antes que ele possa dar seu endereço, uma roda, cujo parafuso se soltara ao passarem por uma pedra ainda a pouco, se desprende da carruagem, fazendo-a cair pelo precipício.






*ARRAM* Querido, só para te lembrar: você não é obrigado...





O morceguinho também se ergue dos destroços da carruagem, e conclui que vai acabar morrendo se continuar vivendo entre os mortos-vivos. Não que isso faça algum sentido. Afinal, os vampiros, tecnicamente, já não estão mortos?

Mas vê-lo abrir a boca acabou levando Wally a fazer uma feliz descoberta para o bom andamento do episódio.





Ou, como disse o narrador, poderia ser um morcego com um péssimo dentista.

Então Wally se recorda das boas maneiras e finalmente apresenta a si mesmo e seu cachorrinho Woof ao morceguinho, mas o dentuço, que se chama Fang (Presa, em inglês), garante que Wally não vai querer conhecê-lo, porque ele é um vampiro sugador de sangue horrível; e essas são suas qualidades...

Triste, não acham?

Mas então Wally conta ao morceguinho sobre o mago tê-lo enviado para ajudá-lo.





Mas com certeza este desenho tem a solução.

Nesse momento, uma vampira aparece do nada, saindo detrás de uma árvore, como se estivesse esperando por eles, para lhes dar algumas dicas bem úteis.






E após soltar uma gargalhada totalmente gratuita, a vampira desaparece numa nuvem de fumaça.

Enquanto isso, quem está sentado nos destroços miseráveis da carruagem? O grande Rei Vampiro!





Porque uma pessoa precavida vale por duas! Se for para uma terra mágica infestada de vampiros malvados, não se esqueça de levar uma boa marmita com muito molho de alho e deixe os vampiros sentirem o “cheirinho”.





Não sei porque, mas isso me fez lembrar o garoto gorducho de Monster Squad, que sempre carregava uma pizza de alho no bolso para essas emergências...





O Rei Vampiro faz uma retirada estratégica, e Fang aproveita a deixa para dizer o quanto tem medo de crescer e acabar virando um vampiro cheio de frescura como ele, que não pode nem sentir o cheiro de um alhozinho à toa... E Wally tenta acalmá-lo, lembrando que agora eles têm uma pista – embora ele aparentemente não tenha entendido muito bem...

Enquanto isso, Mally, o vilão de nossa história faz planos para roubar todo o ouro do banco central americano quando conseguir se apropriar da bengala de Wally, já que ela, aparentemente, pode abrir um portal para onde quer que a pessoa queira ir.





E nesse momento ele chega a um lugarzinho bem simpático, e é recebido por uma senhorinha também simpática que, apenas por acaso, é uma bruxa.





E como está mesmo precisando de um meio de transporte, porque naquele lugar não passa taxi nem para remédio, Mally decide aceitar a proposta da bruxa e comprar uma vassoura usada – já que é o que tem pra hoje...

O problema é que hoje ele saiu de casa meio desprevenido – sabe como é, né, fim de mês, os negócios não vão lá muito bem para os ladrões de bengalas mágicas, com essa crise e tudo mais...





Enquanto o vilão está voando pelo reino mágico, engasgando e saltitando em sua nova vassoura velha, nossos amigos já estão chegando ao castelo do Conde Drácula com o monstrinho.





Está bem! Não precisa ficar irritado...

Agora imaginem a dificuldade que vai ser encontrar um pergaminho nesse castelo enorme, lotado de fantasmas, vampiros, bruxas e outros monstros curtindo a night!





Mas eis que surge uma múmia com mais uma boa dica para os nossos amigos.





Enquanto isso, Mally está pagando os pecados montado naquela vassoura velha. Ou melhor, não está mais...





Pois é... Vida de vilão não é nada fácil.

Enquanto isso, nossos heróis estão dando uma busca no castelo, e Wally avisa que é melhor ter cuidado com as passagens secretas.





Mas ele mesmo não não ouviu o próprio conselho. E acabou numa masmorra, sendo recepcionado por um simpático fantasma mascarado com quatro braços.





Não sei se perceberam, mas naquele mundo mágico há um clube de SAÚDE frequentado por FANTASMAS. Não sei porque, mas desconfio que os associados não vão lá muito bem de saúde... Considerando que estão todos mortos...

Enfim, Fang aproveita o sumiço de Wally para tentar sair de fininho e fugir do castelo dos horrores, porém, Woof, que é um fiel companheiro, e coloca o medo em segundo plano quando se trata de ajudar o seu dono quando ele pode estar em apuros – como todos esses amiguinhos de quatro patas que conquistamos –, não dá ouvidos ao vampirinho e fareja Wally até o Clube de Saúde.

E finalmente chegou o momento mais aguardado do desenho. É hora do nosso “Onde Está Wally?”. A cena congela, e temos que procurar nosso intrépido herói antes que seja tarde demais. Embora não haja nenhum perigo real ameaçando-o no momento...

Exceto que ele está acorrentado atrás da escada, ao lado de outro prisioneiro. E o vilão aproveita que a bengala está soltinha perto dele dando sopa para tentar afaná-la. No entanto, sua tentativa é frustrada pelo simpático Clyde.





E que sala VIP! Conseguem se imaginar dormindo numa cama dessas? Não, é melhor nem imaginar...





E ela ainda vem equipada com aparelhos de tortura de última geração. A diária nesse lugar deve estar pela hora da morte!

Nesse momento, Fang faz uma pergunta extremamente original e criativa.





Essa é a palavra mágica! E como ele acertou, acende-se um holofote sobre o Wally, e ele magicamente se liberta das correntes.





Não precisa me agradecer agora. Vamos voltar ao nosso show!

Mally, que está bastante achatado agora, depois da sessão de massagem no caixão do defunto, prepara-se para sair em busca da sala com o caixão que está atrás da porta. Da sala com o outro caixão que está atrás de alguma porta naquele castelo assombrado, quero dizer...





Enquanto ele é conduzido a mais uma sessão de espancamento no Spa dos Mortos-Vivos, Wally e seus amigos encontram um corredor onde há três portas de aparência bem bizarra – para os padrões infantis, naturalmente.





Sim! Ele adivinhou o óbvio! Só espero que esse não seja um cosplay da Porta dos Desesperados...

Quem tem menos de vinte anos e não entendeu essa referência, dá uma procurada no Google pelo Programa do Serginho Mallandro no SBT. Mas fique tranquilo, aqui no nosso desenho, as coisas não são assim, tão bizarras...





Mas as cenas a seguir lembram realmente um programa de auditório, pois Wally terá que escolher uma daquelas portas.







E é isso que vai ganhar: nada! Mas finalmente chegaram ao destino da charada: eis a sala com o caixão!





No caso, o caixão. Mas há um probleminha: o Rei Vampiro costuma dormir naquele caixão, por isso eles têm que pegar o pergaminho e se mandar bem rapidinho. Só que...





Nunca entendi essa regra do Wally. Será que os sapatos dele costumam estar furados no final do dia?





Bem, não importa...






E assim Wally mandou todos os morcegos com convites para todos os fantasmas e monstrinhos da cidade.





Afinal, não havia motivo para alguém ficar excluído da festança no castelo do Rei Vampiro! Só tinha um detalhezinho: o anfitrião, aparentemente, não foi informado sobre a festa...





E olha só... Tem uma claraboia bem em cima do caixão onde dorme o Rei Vampiro...





Assim o caminho fica livre para os nossos amigos apanharem o pergaminho no caixão do Drácula.





Parece que o vampirão gosta de ler um pouco antes de dormir. E mais uma vez somos trollados por um desenho animado! Porque se as coisas se resolvessem muito facilmente, não teria a menor graça, não é mesmo?

Mas como o desenho não pode durar mais do que meia hora, Wally logo descobre um compartimento secreto no caixão do vampirão. E o que está lá dentro?





Só que ele contém mais uma charada: “para mudar quem você é, precisa ter espírito esportivo. Vá para a luz do luar e procure uma verruga bem ativa”.





Nada pessoal, Wally... Mas acho que o dentucinho aí não ficaria muito bem usando listras horizontais.

E olha o Rei Vampiro aí de novo, pronto para estragar o tão sonhado final feliz dos nossos heróis.





E ele não é o único: Mally também está se fingindo de pagodeiro na banda dos horrores, esperando Wally passar para surrupiar sua bengala mágica.


Mas, no fim, como diria minha tia, nem perua, nem galinha! O bandido desperdiça a oportunidade de pegar a bengala quando Wally passa, distraído ali, tocando o último sucesso do Molejo com a rapaziada, e o Rei Vampiro acaba confundindo o vilão com Wally, e levando-o embora. Claro que eles não vão muito longe, porque o Rei Vampiro abasteceu seu tanque com sangue não aditivado, então, acaba o combustível, e eles despencam entre os instrumentos musicais.
Quanto ao Wally e seus amigos, ele pisa sem querer num dispositivo que abre um alçapão secreto, por onde eles despencam num túnel, e Wally usa a mola instalada em sua bengala mil e uma utilidades para aparar sua queda.
E olha só onde foram parar: no bazar de vassouras da bruxa trambiqueira que sacaneou Mally lá no começo da nossa aventura.


Que oferta tentadora, não acham?
Pois é... Acho que já perceberam que o Wally é mestre em dizer coisas sem sentido como essas no meio das conversas.



Enfim... A bruxa começa a avaliá-los, para ver qual deles ficaria melhor com uma pele verde e escamosa.
Oh, tadinho...



Mas, como já  estava no destino, no caminho vinha uma linda princesa, e ela fica toda derretida ao deparar-se com aquele animalzinho charmoso.
Nada contra! Como diz o ditado: cada louco com sua mania...
O ex-vampirinho fica todo contente por ter finalmente se transformado num ser-humano. Particularmente, não sei se ele fez um bom negócio...
Essa questão é o título do desenho, Fang! E é melhor alguém encontrá-lo logo para podermos encerrar o nosso episódio. Afinal, eu tenho outras reviews para escrever...


Bem, este foi o episódio especial de Halloween de hoje. Nossa próxima aventura será em Salem, a cidade das bruxas, na companhia de cinco crianças intrometidas.



Então, até lá! *-*

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