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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Um Diabo Embaixo da Cama Incomoda Muita Gente...

Para a penúltima postagem do Halloween Animado, escolhi um episódio cujo vídeo já incorporei numa postagem aqui tempos atrás. É o meu episódio favorito do Chômpiras, protagonista do esquete Los Caquitos, que acabou se tornando a vedete do Programa Chespirito nas três últimas temporadas (1993-1995), quando Chaves e Chapolin deixaram de ser produzidos.

Talvez essa série não seja tão especial para vocês quanto é para mim – pois, assim como Chapolin e Chaves, os personagens mais famosos do Bolaños, Chômpiras também marcou a minha infância. Esse episódio, em particular, eu devo ter assistido algumas milhares de vezes, pois tinha gravado numa fita – sabe? VHS: aquele dinossauro que antecedeu os atuais DVDs e Blu-rays, e que hoje em dia são quase impossíveis de reproduzir, devido à extinção dos videocassetes. Uma pena, realmente.

No episódio de hoje vamos passar uma noite assustadoramente divertida no Hotel Mal-Assombrado!



Nossa aventura começa numa noite qualquer, quando o Sargento Refúgio chega de mala e cuia no hotel onde trabalha a nossa turma, procurando um quarto para passar a noite.
Mas então, o que o levaria a procurar abrigo no hotel?

Bem, acontece que o Sargento Refúgio mora sozinho com sua mãe, mas a velha teve que viajar para visitar um parente que está doente, e ele tem medo de ficar sozinho.
Acontece que o apartamento onde mora o Sargento Refúgio fica num edifício muito velho, e nessas construções antigas nunca faltam dois ou três fantasmas para assombrá-los à noite. Tudo bem que ele nunca viu nenhum, mas já sentiu a presença. Quando sua mãe está lá não tem problema, porque ela sabe como afugentá-los: com água benta, com defumações, ou com orações que só ela conhece. Mas como ela não está em casa, ele achou melhor não se arriscar.


Mas como o Seu Cecílio é macaco-velho, já tem uma boa estrada gerenciando hotéis, ele logo suspeita que tem gato nessa tuba.
E como é sempre legal tirar sarro desses amigos bundões – ainda mais em se tratando de um sujeito grandalhão que não tem mais idade para essas bobagens –, Seu Cecílio aproveita para jogar uma preocupação na cabeça do Sargento.
Relaxa, Sargento... Ele só está tirando uma com a sua cara. Mas, por via das dúvidas, melhor não trancar a porta do quarto esta noite...


Enquanto isso, num dos andares de cima, Chimoltrúfia arruma a cama para Maruja. E, como se tivesse assistido à primeira cena do episódio, a perua interroga a camareira a respeito de um boato que ouviu por aí.
Faz isso não, Chimoltrúfia... Essa mulher não vai conseguir dormir essa noite...
Mesmo assim, Maruja decide se certificar sobre tudo o que já falaram a respeito das assombrações do hotel.
Muito reconfortante, Chimoltrúfia...

Não se espantem com o linguajar da camareira. Ao longo do episódio vocês conhecerão mais algumas palavrinhas que só existem no vocabulário dela.


Mas como Maruja é uma mulher racional, e sabe que tudo isso não passa de crendice popular, deduz que Chimoltrúfia está contando essas coisas para assustá-la – apesar de ter sido ela quem puxou o assunto... E como a cama já está arrumada, e Maruja já está pronta para nanar, ela dispensa os serviços da camareira.
Lá embaixo, no lobby, Chômpiras e Botijão conversam tranquilamente, sentados no sofá, já que foram escalados para trabalhar no turno da noite. Quer dizer, Chômpiras, provavelmente, vai trabalhar; Botijão já se prepara para tirar um cochilo no sofá.
Simples assim. Afinal, para quê ele te paga, Chômpiras?

Espera um minutinho... O Botijão não paga nada para ninguém. Pelo contrário...


Melhor, então, fazer alguma coisa para não deixa-lo dormir. Como lembrá-lo do boato sobre o fantasma no hotel...
Olha o bullying!


Pelo visto, o Botijão não é tão facilmente impressionável como o resto dos personagens da série. Então, Chômpiras decide se mandar; mas antes disso, ele pega um gatinho que estava circulando pelo lobby e coloca sobre a pança do amigo, para tentar assustá-lo.
Aliás, guardem bem a fuça dessa figurinha, porque ele causará uma grande confusão nesse episódio.


A madrugada avança lentamente. E como a noite é uma criança, e, pelo visto, ninguém consegue dormir direito nesse hotel – nem os funcionários, nem os hóspedes –, lá pelas tantas da madrugada, o Sargento Refúgio chama Chimoltrúfia ao seu quarto para reclamar de sua insônia. E já de cara ela avisa que é uma mulher decente. Porque a Chimoltrúfia é precisamente o tipo de camareira que mexe com a fantasia dos homens... Como se tivesse um frigobar abastecido com muita água que o passarinho não bebe no quarto do Sargento, e ele o tivesse esvaziado inteiro...
Claro que o que o Sargento Refúgio quis dizer é que não estava conseguindo dormir. E o problema não era vontade de ver a camareira. Desta vez, a culpa é do gato – e não tem nada a ver com o Kiko.
Tem certeza de que estão se entendendo? Pois não parece...
Agora que finalmente chegaram a um acordo a respeito do gato, dos ratos, dos miados e de onde eles vêm, o Sargento pede que Chimoltrúfia dê um jeito de trancar o gato em algum lugar que não seja tão perto dos quartos dos hóspedes.
É... Pois é... Enquanto Chimoltrúfia estava no quarto anotando as queixas do Sargento, o gato ficou quietinho, fazendo boca de siri para tentar não ser trancado. No entanto, como qualquer criatura irritante, esperou apenas que ela se retirasse, e que o Sargento se ajeitasse novamente para dormir, para recomeçar a cantoria.


Sim, eu sei que gatos não cantam – ainda que agora eu esteja pensando no grupo de jazz dos Aristogatas –, mas vocês entenderam o contexto...
E como é a eficiência em pessoa, Chimoltrúfia foi imediatamente atrás de Chômpiras, para pedir que trancasse o gato, para que parasse de incomodar os hóspedes, e lhe emprestou a chave mestra para que ele pudesse executar o serviço.


Agora vejam só o que esse maluco vai aprontar: estão lembrados de que Chimoltrúfia contou a lenda do diabo que chacoalha as camas do hotel para a Maruja? Adivinhem onde o gato achou de se esconder...? E onde o Chômpiras se enfiou para capturar o bicho...?
Claro que o Sargento não acredita em nada do que ela conta. Afinal, a mulher tá de camisola, fazendo escândalo no meio da noite... É mais fácil crer que ela teve um pesadelo, não?
Enquanto ele tenta impedir que Maruja faça um escândalo ainda maior, o gato escapa do quarto da moça e vai se esconder no quarto ao lado – que, por acaso, era o do Sargento. Atenção, Seu Cecílio! Abre o olho com isso aí!

Só que Chômpiras continua em seu encalço; de modo que, quando o Sargento volta, depara-se com uma cena muito estranha.
Enquanto isso, na recepção, Maruja tenta encerrar rapidamente sua conta para ir embora do hotel, mas está tendo problemas para explicar porque está com tanta pressa.
Essa Chimoltrúfia é impagável! Claro que o que o Seu Cecílio queria dizer, era que a essa altura dos acontecimentos, era ridículo demais que Marujita ainda acreditasse em fantasmas. Mas vai tentar explicar isso para alguém que acordou com a cama sendo chacoalhada pelo fantasma do gato endiabrado...

Então é claro que Marujita não estava nem um pouco interessada em continuar a conversa, e exigiu que o gerente mandasse buscar sua bagagem.


E enquanto essa discussão acontecia na recepção, o Sargento Refúgio acordava Botijão aos berros, assustado com a cena grotesca que acabara de presenciar em seu quarto.
Claro que não tinha cama nenhuma possuída pelo demônio. Até porque, todos nós sabemos que essas entidades preferem usar seres humanos normais para assustar os irmãos Winchester. A criatura chacoalhando as camas do hotel Boa Vista era somente o Chômpiras numa luta corporal com um simples gatinho. E o pior, é que mesmo num espaço tão reduzido, ele não conseguiu segurar o bicho. Mas, ao menos, ele conseguiu formular um plano B: desgrudou um pedaço de fita crepe de uma caixa de papelão, fez uma bolinha, jogou no chão para distrair o gatinho, e assim, conseguir jogar a caixa por cima dele. O gato até tentou correr, arrastando a caixa, mas assim ficou mais fácil para o Chômpiras conseguir segurá-lo.
Enquanto isso, o Seu Cecílio está ficando impaciente, tocando repetidamente a sineta para chamar o carregador – que, por acaso, é o Chômpiras – sem ser atendido.
Porque pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é, Chimoltrúfia?


Para acabar com a discussão, Seu Cecílio manda a camareira procurar o carregador, e, ao passar pelo lobby, ela se depara com uma conversa interessante entre Botijão e o Sargento Refúgio, em que o policial garante ao ascensorista que a cama dançava e balançava – e não havia ninguém em cima dela –, e vai tirando suas próprias conclusões a respeito dessa estranha coincidência.
Nas últimas temporadas da série, Bolaños tomou a liberdade de introduzir sutilmente algumas piadas ambíguas no programa, mas nada comparado ao humor escrachado de hoje, de qualquer modo.


E como o relacionamento da perua com o Sargento não é de sua conta, Chimoltrúfia vai procurar Chômpiras no andar de cima, e o encontra no corredor dos quartos, vigiando uma caixa de papelão, e avisa que Seu Cecílio está procurando por ele.
Agora vejam só o que o medo é capaz de fazer com a pessoa: Seu Cecílio manda o Chômpiras ir buscar a bagagem de Maruja no quarto dela, e a moça não está preocupada sequer em trocar de roupa para sair do hotel, mesmo sabendo que se sair na rua tal como está, será alvo de gozações.
Então Chômpiras vai buscar a mala da moça, e aproveita que Botijão está acordado no lobby, se divertindo à custa do medo do Sargento Refúgio para contar a fofoca.
Mas sabe como é maluco, né, galera...? Melhor não contrariar...
Que é exatamente o que a Chimoltrúfia está fazendo lá no corredor do andar de cima.
Não conhece esses santos? Consulte, então, o livro de geografia mais próximo de você!


E bem nesse momento, chega o Chômpiras, e toca o ombro dela por trás, só para deixá-la ainda mais assustada. Então ela começa a gesticular na direção da caixa, e Chômpiras, que pegou o bonde andando, e não sabe que a amiga está imaginando diabo onde não tem, confirma seus temores.
Ah, se ele soubesse o que essa maluca pensava que tinha dentro da caixa...

Só para que fique registrado: foi a própria Chimoltrúfia quem encarregou o Chômpiras de procurar e prender o gatinho. Agora, depois de ter se ocupado com a rádio-patroa lá na recepção, e de tomar conhecimento do bundalelê dos infernos que andou rolando debaixo das camas naquela madrugada, ela esqueceu completamente o problema do gato que mia, e deduziu de cara que a caixa só podia estar possuída pelo demônio... É duro trabalhar com sono, né, dona Chimoltrúfia...?


E ela foi direto passar o relatório para o Botijão e o Sargento Refúgio.
Olha o Bullying, dona Chimoltrúfia! Afinal, seu marido só está um pouquinho acima do peso...

E como ele não acredita em uma só palavra do que ela diz, Chimoltrúfia o desafia a ir verificar com seus próprios olhos; o que ele decide fazer. E o que deixa o Chômpiras mais chocado ao descer com as malas, é ter visto o Botijão subindo pelas escadas. A menor das assombrações naquela noite tumultuada, convenhamos...
Mas, pensando bem, esse fato é realmente curioso... Afinal, Botijão é pago nessa bodega para manejar o elevador. Ele não gosta de fazer isso para os hóspedes, mas acho que seu contrato não o proibia de fazer isso para si mesmo...


Seja lá como for, ao chegar ao andar de cima e tentar tocar na caixa, ela começa a se mexer, evitando seu toque.
Enquanto isso, Chômpiras leva as malas de Maruja para a recepção, e Seu Cecílio manda-o acompanhá-la até pegar um taxi.
De fato, não é bom deixar uma mulher sozinha andando nas ruas com uma camisola como essa... Podem confundi-la com uma vedete de programa de auditório, e aí, a casa cai...

Enquanto isso, Chimoltrúfia tenta convencer o Sargento Refúgio a prender o diabo. Afinal de contas, ele é uma autoridade policial, e portanto, tem autonomia para prender qualquer pessoa ou entidade que encontra-se praticando um crime. Se bem que, não tenho certeza se chacoalhar a cama alheia é crime... Sobretudo estando embaixo da citada cama.


Mas bem nesse momento, quando o Sargento está tentando protestar contra a ideia estapafúrdia da Chimoltrúfia, Botijão desce as escadas correndo e gritando apavorado, porque a caixa amaldiçoada está em seu encalço. E lá vai a turma inteira tumultuar a recepção, e enlouquecer o único adulto não supersticioso do lugar.
Mas nem deu tempo de o Seu Cecílio se impressionar, pois o Chômpiras despachou Marujita de camisola e pantufas num taxi qualquer, e voltou para retirar o gatinho de dentro da caixa com toda a tranquilidade.
Claro... Porque o coitado do gato é tão parecido com um diabinho... Se fosse um bode, pelo menos...

É por isso que eu digo: nem toda caixa que se mexe é uma assombração; pode ser só um bichinho inocente dando uma voltinha no meio da noite... E botando todo mundo pra correr!


Enfim... Esse foi o nosso episódio especial de hoje. E na próxima, que será a última postagem dessa série de Halloween, teremos um encontro assombroso com o mítico fantasma da Chorona.


Até lá! *-*

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