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sábado, 15 de outubro de 2016

Uma Babá Nada Perfeita



Chegamos para mais um episódio do nosso Halloween Animado. Porque falar de desenho sempre é algo que me anima!

Ok, é muita animação para um parágrafo só. Então, vamos apresentar logo o escolhido da vez antes que vocês desanimem com a minha enrolação.

Anos atrás eu comentei alguma coisa sobre esse desenho aqui no blog, mas vamos relembrar: Beetlejuice foi criado em 1989, inspirado no filme Os Fantasmas Se Divertem, de Tim Burton, do ano anterior – mas o desenho acabou sendo mais divertido que o filme, convenhamos –, e teve quatro temporadas exibidas no Brasil pelo Cartoon Network; no SBT, o desenho chegou a "piscar" no Bom Dia & Cia. Ao contrário do filme, no desenho Beetlejuice não era malvado, apenas um fantasma muito atrapalhado e trambiqueiro, e a maior parte dos problemas que arranja são resultado de seu temperamento inconsequente. E, para quem se lembra do fantasma bizarro tentando se casar com Lydia, a garota gótica deprimente que no filme foi interpretada por Wynona Rider, verá que o relacionamento deles melhorou bastante no desenho, onde eles são melhores amigos, e ele não tem intenção nenhuma de torná-la sua senhora no mundo dos mortos.

O episódio que vou lhes apresentar hoje não tem como temática o Halloween, especificamente, mas ele é especial para mim por vários motivos: é o primeiro episódio da série, e foi o episódio que fez com que eu me apaixonasse por esses personagens malucos – nos tempos áureos em que o Cartoon Network exibia desenhos legais. Hoje em dia, tudo é Ben 10 e Steven Universe. Nada contra, mas, sinto falta dos bons desenhos do passado. 

Enfim, vamos acompanhar esta aventura de Beetlejuice tentando se sair bem em seu primeiro emprego no mundo dos mortos.



Nossa aventura começa em Neitherworld (Nenhuma Terra em português, ou Lugar Nenhum, segundo outras dublagens), com Beetlejuice nos explicando que amanhã é o aniversário de um ano de sua amizade com Lydia, e que ele precisa comprar um presente para ela, porém,como também há uma crise violenta lá no mundo dos mortos, ele não tem grana para isso.



Enquanto isso, Lydia chega em casa, louca para contar ao seu amigo fantasma sobre o novo trabalho que conseguiu. Mas ao entrar em seu quarto, depara-se com uma horrível surpresa: sua mãe andou redecorando o lugar enquanto ela estava na escola, pendurando cortinas com babados e lacinhos amarelos em sua janela e no dossel de sua cama. E como podem imaginar, Lydia fica horrorizada. Claro, porque Lydia é uma garota gótica e não gosta dessas frescurinhas. Se bem que, as tais cortinas amarelas com lacinhos e babados eram bizarras demais até para quem gosta de decorar o quarto que nem o quarto da Barbie...
Aliás, uma curiosidade: eu disse que foi a mãe da Lydia quem redecorou o quarto. Na verdade, no filme, Délia Deetz era madrasta de Lydia, e, já faz um tempo desde a última vez que assisti o filme, por isso não me lembro se chegaram a explicar exatamente como morreu a mãe biológica da garota, ou há quanto tempo. Mas no desenho nunca foi esclarecido se Délia era sua mãe ou madrasta; Lydia a chamava de mamãe, e, se isso não era verdade, fica a cargo da consideração.

Prosseguindo: como não queria magoar os sentimentos da mãe – ou da madrasta –, mas também não suportaria ficar olhando para aquelas cortinas horrorosas o ano inteiro, Lydia esperou Délia sair do quarto e fechar a porta, para arrancar aqueles frufrus e ter sua antiga decoração de Halloween de volta.



E como já estava nos planos, Lydia realiza o ritual que costuma invocar ou levá-la à presença de Beetlejuice.
Daí começa uma grande mudança na cena, e o quarto de Lydia é invadido por uma tempestade com ventos sobrenaturais que a transportam para dentro da casa assombrada de Beetlejuice.
E ele está preparando uma festa para comemorar o grande dia.
Adianta não, amiga... Desconfio que ele perdeu esse parafuso quando ainda era vivo. Agora já era... Já deve ter sido atarraxado na cabeça do Frankenstein.

Aliás, já viram um morto consultando um médico? Isso deve ser hilário! Mas se a moda pega, com certeza vai aumentar a fila do SUS...



E embora Beetlejuice alegue que não tem problema algum, Lydia não tem tempo para ouvir seu relatório de saúde, nem para ajudar com a decoração para a festa, pois tem que trabalhar. Só foi até lá para contar a novidade e pegar emprestado um boneco Frankenstein que está guardado há séculos no baú de brinquedos de Beetlejuice.
Crianças, não sigam o exemplo de Beetlejuice!



Mas Lydia também não tem tempo de contar os detalhes, pois ouve sua mãe chamá-la – sim, porque, aparentemente, a casa assombrada de Beetlejuice fica em algum universo paralelo dentro do quarto de Lydia.
Então Beetlejuice fica matutando com seus botões encardidos, porque duzentos por hora não é nada mal só para ficar olhando os filhos dos outros, e percebe que ele também pode fazer isso. Assim, terá dinheiro para comprar um presente para Lydia...



Algo bastante simples, realmente. Exceto que ele mora em Nenhuma Terra, e que os cidadãos dali são bastante esquisitos. Agora imaginem seus filhos...
Antes que alguém pergunte: sim, os mortos de Nenhuma Terra se reproduzem. Não vamos procurar coerência num desenho animado...



Enquanto isso, Lydia está se saindo muito bem em seu novo emprego: dá papinha para o bebê humano normal de quem está tomando conta, e depois o fotografa destruindo uma cidade de blocos de montar.
Como podem ver, Beetlejuice não está se saindo tão bem quanto a amiga em seu novo emprego... E como ela é a única pessoa que ele conhece que sabe realmente como cuidar de crianças, ele decide aparecer no espelho de seu quarto, enquanto ela distrai o bebê com um teatro de fantoches, para pedir alguns conselhos.
Opa! Beetlejuice esqueceu de dar o alerta de spoiler. Foi mal aí, galera que ainda não assistiu o filme do Van Helsing...



Prossguindo... Lydia não demora muito a perceber porque Beetlejuice está tendo dificuldades. Afinal, para começo de conversa, ele esqueceu que monstrinhos que usam fraldas também precisam comer!
Detalhe: essa meleca que os bebês monstruosos atiraram em Beetlejuice, se não é comida de bebê, provavelmente é merda! Por aí vocês imaginam como esse fantasma maluco precisava de ajuda...

Então Lydia leva o pequeno Arnlow, o bebê humano de quem está cuidando, para dar um passeio no mundo dos mortos – um programa super divertido e apropriado para crianças...

Logo ao chegar lá, ela percebe a grande cilada em que se meteu, pois, como já passou muito da hora de comer, o bebê gigante está destruindo a casa de Beetlejuice – e até conseguiu abrir uma fenda no chão, por onde o fantasma pôde ter uma visão apavorante das terríveis minhocas gigantes comedoras de mortos-vivos, que são a coisa que ele mais teme no mundo. Felizmente, a fenda se fecha logo em seguida.



Então, Lydia aconselha Beetlejuice a arranjar alguma coisa para aqueles bebês monstruosos comerem, e rápido. E Beetlejuice se lembra que já encomendou a papinha deles. Como se só estivesse esperando que ele fizesse o merchandising da loja, um caminhão aparece para fazer a entrega do enorme tambor de papinha verde, e Beetlejuice o abre imediatamente com um pé de cabra.
Nada como um bom papá para acalmar criaturinhas terríveis: o Bebê Gigante, provavelmente o mais esfomeado dos três – afinal, tem muito mais a preencher do que os outros –, apanha logo uma talagada e enfia na boca; o Gosmento mergulha na lata; e Pokemon arremessa um pouco de papinha em Beetlejuice. Sabe como é...? Crianças...



E como meleca pouca é bobagem, o Bebê Gigante vira o resto da lata sobre seu babá.
Só faltava essa... Beetlejuice tem a habilidade de se transformar em qualquer coisa em que consiga pensar, mas nem sempre tem controle sobre essas metamorfoses. Às vezes, isso acontece involuntariamente, por escolher as palavras erradas. Como agora...
Só uma pequena observação, Lydia: Beetlejuice nunca foi normal! Não dá pra fazer milagre a essa altura do campeonato...

Outra pequena observação: amiga, com essa crise, recebendo duzentos por hora, eu cuidava até de um filho do Máskara com o Chucky!

As coisas se complicam quando o bebê Beetlejuice começa a fazer birra, porque ele quer um presente de aniversário de amizade, e agora todos os outros bebês querem presente também. E como Lydia não pretende fazer nada a respeito, eles sequestram Arnlow, invadem a loja de brinquedos da cidade, e deixam um grande rastro de destruição por todo lado: acidentes de trânsito, ruas danificadas (preciso esclarecer que isso é coisa do Bebê Gigante?), fantasmas e monstros fugindo apavorados...



Lydia vai atrás deles, para tentar conter a balbúrdia, e escapa por pouco de ser atropelada por Beetlejuice, que está andando em uma motoca na loja de brinquedos em alta velocidade.
Pois é, Lydia... Está arriscado ela não querer te pagar.



Enquanto isso, os repórteres da TV local já estão do lado de fora acompanhando tudo.
E adivinha quem está por trás dessa nova encrenca, Sr. Veterano...?

Pois é...

Mas desta vez, Lydia está lá para, ao menos, tentar impedir que eles causem grandes estragos. Ela consegue evitar que Arnlow desça as escadas-rolantes montado no triciclo – já que ele é o único bebê no local que não é um morto-vivo –, e captura Beetlejuice quando ele está procurando outra coisa com que fazer arte. E depois de reunir todos os bebês monstruosos, ela tenta sair de fininho com eles, antes que o gerente apareça para contabilizar dos prejuízos.



E como suas birras já estão irritando, Lydia resolve pegar no pé de Beetlejuice – literalmente!
Só que bem nessa hora, aparece a polícia para acabar com a festa.
Beetlejuice até tenta se esquivar, fingir que nunca viu aqueles bebês na vida, mas o pai do Bebê Meleca aparece bem nesse momento para apanhar seu rebento e caguetar o fantasma babá irresponsável.
No tribunal, Beetlejuice tenta convencer os guardas a soltá-lo, mas é informado de que o Promotor que foi designado para acusá-lo jamais perdeu um caso, de modo que sua situação está realmente muito complicada. Principalmente porque o Juiz nem sequer espera para ouvir as acusações antes de ditar a sentença: culpado!



Mas, como a audiência precisa seguir algum tipo de protocolo, o Promotor toma a palavra, já animado pela boa vontade de Sua Excelência em condenar o réu, e apresenta os antecedentes de Beetlejuice, que não são nada animadores. Aparentemente ele já está aprontando em Nenhuma Terra há muito tempo.
Só para que fique registrado: quando mencionou a Beetlemania, o Promotor não estava se referindo aos Garotos de Liverpool...



Agora, sobre a condenação de Beetlejuice... Como assim, gente? Sem ouvir nenhuma testemunha? Onde é que está o advogado de defesa dessa criatura? Ah sim, aí vem ela...
Aparentemente, ninguém naquele tribunal esperava que alguém fosse aparecer para defender o fantasma arruaceiro, nem mesmo imaginariam que alguém fosse capaz de andar com Beetlejuice de propósito, mas Lydia garante que ele é muito divertido, e pede que lhe deem uma chance de se explicar.
Então, Beetlejuice e Lydia fazem um número musical para explicar que o fantasma tinha a melhor das intenções quando decidiu cuidar dos bebês, mas sua performance, aparentemente, não agradou àquele tribunal, pois o Juiz manteve a sentença: culpado!



Então, sem alternativa, Beetlejuice confessa que só se meteu a cuidar dos bebês porque precisava de dinheiro para comprar um presente para a amiga.
Ao ver o amigo no desespero, Lydia invoca o imenso bebê gigante, que arranca o teto do tribunal, puxando a gaiola onde Beetlejuice está se segurando para cima, e assim ele consegue escapar das minhocas gigantes; para felicidade dos outros bebês monstros, que também não queriam ver sua babá preferida virar ração de verme. No entanto, para desespero de Lydia, uma minhoca se projeta pelo buraco do tribunal, fazendo o piso entortar, e a mesa sobre a qual o bebê Arnlow tinha sido colocado começa a deslizar na direção do verme.

Lydia tenta alcançá-lo, mas ele cai na terra das minhocas, e, com a inocência que só existe nesses bem pequeninos, começa a brincar com o rabo dela.



Então Lydia suplica que Beetlejuice o salve. Só tem um probleminha: Beetlejuice se mela de medo desses vermes gigantes! Daí Lydia tem que apelar para o bom e velho ego.
Ok... Lydia não chamou Beetlejuice de fantasma de araque. Apenas o incentivou a provar que era o mais corajoso, o mais esperto, invencível, e toda essa puxação de saco... Nada como uma injeção de ânimo para elevar a autoestima de um fantasma derrotista!

E dá certo! Beetlejuice começa a voar descontrolado como uma mosca varejeira para confundir a minhoca, que tenta abocanhá-lo, e de repente ele mergulha para pegar o bebê, fazendo a minhoca estabacar o cocuruto na areia. Em seguida, voa através do buraco, levando o bebezinho de volta até o tribunal e o entrega à sua babá.

No entanto, a minhoca ainda não está completamente vencida, e se projeta novamente pelo buraco do piso, mas bate a cabeça na base da tribuna que o Bebê Gigante segura elevada no teto, e vai à nocaute.



Então, Lydia aproveita o furdunço para clamar novamente o absolvição do Juiz para Beetlejuice. Afinal, ele não usou seus poderes para se salvar, mas o fez para salvar o bebê. E, naturalmente, um feito tão honroso merece outra chance.
Só que o Promotor ainda está a fim de confusão.
Mas o Bebê Meleca e o Pokemon têm a resposta para ele: agitam-se nos braços de seus guardiões, escapam e batem a carteira do Promotor.
E já que tudo deu certo no final, Beetlejuice e Lydia finalmente podem comemorar seu aniversário de amizade, com direito a bolo com o formato da cabeça do Frankenstein, língua de sogra, chapeuzinho de festa, presentes e tudo mais...
Agora Lydia poderá trocar aquele broche horroroso de besouro – ou seria uma barata? – que ela estava usando com seu uniforme escolar no início do episódio...
Por fim, Beetlejuice roda a velha cabeça para comemorar – do mesmo jeito que fez a menina do exorcista, só quem sem o vômito verde –, arrancando boas risadas de sua amiga.
Bem, é claro que todo amigo acaba dizendo isso em algum momento, mas Lydia provavelmente deve ter se arrependido desse pedido no decorrer da série. Afinal, se há uma coisa em que Beetlejuice é especialista, é arrumar confusão. E invariavelmente, sobra para ela ou um de seus outros amigos arrumarem sua bagunça.


Mas, enfim... Esse foi o nosso episódio especial de Halloween de hoje.

Na próxima postagem, vamos passar a noite esperando aquela criatura fantástica e maravilhosa passar entregando presentes à todas as crianças boazinhas. Claro que todos sabem de quem eu estou falando...?

A Grande Abóbora do Halloween!



Até lá! *-*

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