Conheçam Meus Livros

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Gostamos de Abraços – Natalinos – Quentinhos!



Acabo de notar que estou prestes a realizar algo inédito na história do Admirável Mundo Inventado, que é fazer a review de um desenho lançado há menos de trinta dias – ao menos, no Brasil.
Claro que eu não podia encerrar esse dezembro de 2017 sem falar sobre o lindo especial de Natal de Frozen.
A Disney é mestra em produzir ótimos especiais de Natal e de Halloween – e ótimos desenhos e animações, de modo geral –, e desta vez não foi diferente. Nos moldes de O Natal Encantado de A Bela e a Fera, Olaf em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen traz uma singela mensagem de amor, amizade e união, numa produção de encher os olhos.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Papai Noel, Vê Se Você Tem, Aquele Desenho Para Disney Passar ♪♪



Hoje quero falar sobre um dos maiores clássicos da Disney. Sim, clássico! Não importa que seja um curta-metragem com menos de meia hora, e que não seja exibido na televisão desde mil novecentos e Dercy Gonçalves... Não importa que você só tenha acesso a esse desenho através de uma compilação em DVD – O Natal Mágico do Mickey: Nevou Na Casa do Mickey, a quem interessar possa –, ou através de um vídeo com resolução mega zoada no Youtube – vai por mim, você encontra o vídeo em melhor estado na internet, se procurar bem... Enfim, nada disso importa. O desenho é um clássico desde o momento em que foi realizado, e é uma pena que tanto o Disney Channel, quanto a Globo e o SBT nunca se lembrem de transmiti-lo como presente de Natal às novas gerações alienadas com o excesso de séries teen mal produzidas da Nickelodeon e novelas argentinas que hoje em dia entopem a grade dos canais “infantis” da TV a cabo. E me perdoem o desabafo!
Até o SBT aparentemente parou com a mania de passar os mesmos filmes repetidos todo feriado. Não importava se era Dia das Crianças, Dia de Finados ou Dia dos Inconfidentes, podíamos sempre esperar por uma tarde regada a Harry Potter, Dennis, o Pimentinha, O Filho Máskara e Happy Feet – O Pinguim. Nem para incluir um desenho aí, hein!? Ou um filme menos batido...
Enfim, mas eu estava falando do clássico da Disney. E o motivo de eu ter decidido falar sobre ele é precisamente sua injusta ausência na programação de qualquer canal nesta época do ano. Gente, é Natal! E nenhuma emissora vai transmitir esse clássico da Disney baseado em outro grande clássico da literatura, de Charles Dickens!? Como diria a Pópis:


Muito bem...
O clássico Disney de hoje é nada mais, nada menos que O Conto de Natal do Mickey.
Não estou falando da animação de 2009 Os Fantasmas de Scrooge – que é muito boa também –, mas da versão anterior que a Disney produziu do conto em 1983, tendo no elenco principal as maiores estrelas da casa. Só para se ter uma ideia:

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Ritmo... É Ritmo de Guerra!

Pois é... As coisas não começam bem para Percy Jackson e seus amigos em O Último Olimpiano. O livro que encerra a saga principal finalmente mostra o cumprimento da Grande Profecia, prevista pelo Oráculo muitas décadas atrás, e que tem tirado o sono de deuses, centauros, sátiros, e de todas as entidades da Mitologia Grega.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Vamos Dar Tempo Ao Tempo

E aqui chegamos ao que realmente interessa: o capítulo da história de Alice Kingsleigh que me inspirou a resenhar a reinvenção de sua história inteira.
Ao contrário do que se poderia imaginar, Alice Através do Espelho não é a adaptação do livro de mesmo nome. Tim Burton – que produziu o filme, mas passou a cadeira do diretor para James Bobin, de Os Muppets – e a roteirista Linda Woolverton, de A Bela e a Fera e Malévola, criaram toda a história do filme, desde o início, e ela nada tem a ver com qualquer dos livros de Lewis Carroll, a não ser pelo espelho e algumas vagas referências aqui e ali – a maioria retirada do primeiro livro, e não do segundo. Sinal de que o espelho realmente inverteu as coisas nesse roteiro.
Aliás, é curioso: o primeiro filme teve muito mais elementos do segundo livro que do primeiro, ao passo que o segundo filme teve mais do primeiro livro. Pelo visto, Tim Burton atravessou o espelho antes de filmar Alice No País das Maravilhas e inverteu as bolas geral, desde o começo! E se no primeiro filme ele utilizou como pano de fundo um simples poema de 28 versos, em Alice Através do Espelho ele pega meia dúzia de referências aleatórias para criar uma aventura inédita para sua protagonista. E é por isso que é tão mais interessante falar dele.
O roteiro é 100% original? Não. Vai mudar a vida de alguém? Não. Mas gosto de partir do princípio de que a primeira função de um filme é entreter, divertir, distrair a cabeça da rotina. E essa função Alice Através do Espelho cumpre maravilhosamente.
Pegaram o trocadilho?
Maravilhosamente...
Lá no País das Maravilhas!
Não?
Enfim...
Alice Através do Espelho, na minha opinião, é um desses casos raríssimos em que a continuação supera o filme inicial. Não me entendam mal; amei Alice No País das Maravilhas. Porém, sua continuação, é de tirar – ou talvez de colocar – o chapéu.
O filme conserva aquela aparência psicodélica tradicional dos filmes de Tim Burton e do universo de Alice No País das Maravilhas de modo geral, mas, enquanto na primeira empreitada Burton optou por tornar o Mundo Subterrâneo sombrio, com um forte aspecto de pesadelo – já que estavam enfrentando um período de guerra civil –, desta vez ele optou por cores fortes e vibrantes para iluminar os sonhos de Alice.
É de encher os olhos, como já era de se esperar de uma produção assinada por Tim Burton. O visual do filme é impecável – e também supera o original nesse quesito.
Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Ou eu deveria dizer Alice Contra o Tempo?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A Difícil Jornada dos Semideuses Que Ainda Não Descobriram As Facilidades do GPS

Chegamos então ao quarto capítulo da “desconhecida” saga de Percy Jackson & Os Olimpianos. Desconhecida porque, como já foi mencionado à exaustão, a adaptação cinematográfica da saga foi para o vinagre, encerrada prematura e equivocadamente no segundo filme. Não vamos nos estender no assunto para não ficar repetitivo.
Mencionei aqui na resenha passada que o terceiro livro “A Maldição do Titã” é o meu favorito da saga. Ao passo que A Batalha do Labirinto está para mim no mesmo patamar de O Mar de Monstros, os dois volumes de que menos gostei na história. Não estou dizendo que o livro é ruim, pelo contrário; apenas estou dizendo que os outros três volumes foram muito mais interessantes.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Vingança Mortal

Hoje venho apresentar a vocês uma obra nacional que todos precisam conhecer.

Vingança Mortal
Autora: Raquel Machado
Ano: 2014
Editora: Clube dos Autores / Amazon
ISBN: 1495987795
Páginas: 117
Formato: Impresso e Digital
Gênero: Suspense/Policial
Sinopse:Ao receber uma ligação sobre a morte de sua melhor amiga, Brenda volta a sua cidade natal, Lageado Grande. Lá ela vai ao velório de Nicole, onde encontra seu rosto marcado por facas. Uma dúvida surge: será que realmente foi um acidente como todos falam?Ao voltar para casa algumas pistas aparecem, e Brenda fica obstinada a investigar a morte de Nicole. Ela decide então voltar as suas raízes. Porém, o tempo parece ter mudado muitas coisas, inclusive as pessoas que ela imaginava conhecer.Envolvida em uma rede de intrigas, dinheiro, drogas e traição, ela se vê prestes a montar um quebra-cabeça, onde cada peça parece se encaixar com extrema exatidão. E a solução para esse mistério, pode revelar um segredo escondido há muito tempo.




sábado, 9 de dezembro de 2017

O Ronald McDonald Tinha Um Dragão... YA-YA-OH ♪!♪!♪

Embora o título seja Alice No País das Maravilhas, o filme contém mais elementos do segundo livro, Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá, do que do primeiro. Muito provavelmente Tim Burton chegou à conclusão de que seria inútil adaptar em versão live-action uma história que todos conhecemos de cor e salteado através do desenho da Disney de 1951. Seria recontar uma história que já foi contada inúmeras vezes: tem a versão em desenho da Burbank de 1988, tem o filme de 1999 que teve Whoopi Goldberg no papel do Gato Que Ri, e não sei quantas outras versões contando essencialmente a mesma história. Para quê investir alguns milhões de dólares e colocar uma peruca vermelha e quilos de maquiagem no Johnny Depp para repetir o mesmo conto de fadas?
Pensando assim, Tim Burton decidiu incorporar elementos dos dois livros, avançar alguns anos no tempo e contar um capítulo, digamos, mais maduro das aventuras de Alice no Mundo Subterrâneo. E, por assim dizer, criou um filme inteiro baseado num poema de 28 versos que aparece no segundo livro. Só isso.
Vejam bem, o desenho da Disney de 1951 também não foi completamente fiel ao livro. Se colocar realmente na balança, a única adaptação fiel foi a da Burbank, pois o Sr. Disney tomou diversas liberdades com a obra de Lewis Carroll. Para começar, Tweedledee e Tweedledum são personagens do segundo livro, e não aparecem no primeiro. O campo de flores cantantes também pertence ao segundo livro – só que ali as flores não cantam, apenas falam pelos cotovelos. E Disney achou por bem excluir de seu desenho a Duquesa, o Bebê chorão que se transforma num porco e sai voando, e a Cozinheira ranzinza que adora pimenta e atirar pratos nas pessoas. Talvez tenha pensado que já havia maluquice demais no sonho da Alice.
Seja lá como for, para não fazer um trabalho semelhante, Tim Burton reescreveu a história, utilizando elementos e personagens do Mundo Através do Espelho e um dos muitos poemas recitados no segundo livro, e deu asas à sua imaginação nada convencional para criar todo o resto que faltava.
Por exemplo: a palavra Capturandam foi apenas mencionada no mundo através do espelho, mas jamais explicaram do que se tratava. As Rainhas Branca e Vermelha também só aparecem no segundo livro, quando Alice se viu num mundo que se assemelhava demais a um tabuleiro de xadrez gigantesco; embora a Rainha Vemelha de Tim Burton tenha incorporado alguns elementos da Rainha de Copas do primeiro livro, como o Valete, o amor por tortas, a maneira peculiar de jogar croqué, e a mania de mandar cortar as cabeças de todos. Quanto ao Jaguadarte, na versão do livro traduzida para o português por Augusto de Campos – a mais conhecida no Brasil –, um monstro chamado “Pargarávio” foi mencionado no mesmo poema que citava o Capturadam. Não foi descrito em detalhes – apenas dentes e garras foram mencionadas –, mas a ilustração mostrava um dragão muito bizarro mostrando os dentes para a menina vestida com uma armadura, que empunhava a Espada Vorpeira, com a qual, de acordo com o poema, o monstro foi morto no Gloriandei. O poema foi jogado sem texto nem contexto na história, e tal monstro jamais foi visto por Alice em nenhum dos livros. Tim Burton pegou essa deixa, criou a profecia sobre o Jaguadarte que seria morto pela Espada Vorpal empunhada por Alice no Gloriandei, e usou como contexto para o filme. Só mesmo um gênio como ele para fazer tanto com tão pouco.

Mas em se tratando de Tim Burton, trívia.
Ou eu deveria chamar: Alice e a Lenda do Pargarávio Jaguadarte?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Melhor Parte da História Não Vai Virar Cinema, Nem Vai Passar Em Hollywood...

Uma coisa que não encaixou com aquele final precipitado da saga de Percy Jackson no cinema foi o retorno de Thalia. Sim, ele era necessário para concluir a aventura da busca pelo Velocino de Ouro no Mar de Monstros; no entanto, deixou em aberto uma parte importante da saga: afinal, a profecia sobre o herói que poderia salvar ou destruir o Olimpo era mesmo sobre Percy? Qual partido Thalia, filha de Zeus tomará na guerra entre deuses e titãs? E mais: com a derrota prematura de Cronos, fatiado novamente pela “lâmina maldita” de Percy, e a compreensão de Luke do grande erro que cometeu ao ajudar um ser que achava sua carne apetitosa (literalmente!), toda a perspectiva de uma guerra entre deuses e titãs foi automaticamente para o vinagre, de modo que não teria mesmo como levar a saga adiante – não com base nos livros, pelo menos, a não ser que alterassem todo o contexto; muito mais do que já vinham fazendo nos dois primeiros filmes.
Seja lá como for, esse roteiro acabou dando um tiro no próprio pé. O filme ficou bom? Sem dúvida! É divertido? Vale a pena ver mais de uma vez? Com certeza! Mas contextualmente, assassinou a saga sem dar a ela um final, de fato.

Rick Riordan, autor da saga, não ficou satisfeito, motivo pelo qual as adaptações terminaram aí. Qualquer continuação teria que alterar os rumos da história que ele escreveu, e aparentemente isso não agradou o autor. Corre um boato de que a Netflix está disposta a produzir uma série baseada na saga dos Olimpianos, desta vez, preservando a história dos livros. Riordan, pelo que consta, trabalhará no roteiro. Se sairá do papel, só Zeus sabe. Enquanto isso, resta-nos conhecer a história como seu criador planejou através das páginas dos livros.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Existem Mais Monstros Esquisitos No Triângulo das Bermudas do Que o Cinema Se Dispôs a Mostrar...


Seguindo em frente com a saga dos novos heróis do Olimpo, preciso admitir que O Mar de Monstros foi mais animado no filme, mas já comentei aqui que os livros e os filmes do Percy Jackson nos trazem histórias completamente diferentes. Até porque, se já foi difícil colocar um centauro em cena, imagina uma dúzia? E conseguir convencer Pierce Brosnan (a.k.a. James – elegância – Bond) a encarar mais um filme como personagem secundário, coberto de pelos indesejáveis e ostentando uma bunda de cavalo, haja dracma!
E, só para constar, não foi nem nessa parte nem nessa forma que Cronos se ergueu do caixão. Mas, enfim...

sábado, 25 de novembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo Bônus – A Lenda de Robert Griplen e as Bruxas de Salem

Capítulo Bônus de As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:
A segunda parte do livro "Expiação" começa revelando a conexão entre a maldição da Família Griplen e o episódio de perseguição às bruxas em Salem, quando uma escrava decidiu contar a algumas meninas da cidade a trágica história de amor daquele rapaz e o destino de suas noivas...


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Mas Que Raio de História É Essa?

Eu reconheço que sou apaixonada por sagas, e que não tenho muita paciência para ficar esperando meses pelo lançamento do próximo volume – Carina Rissi é a única autora que eu permito me deixar nessa ansiedade. E J. K. Rowling, é claro. Em geral, gosto de pegar as sagas depois de concluídas, e ler inteira num embalo só. Quase sempre eu leio as sagas depois já ter visto os filmes inspirados nelas. Se bem que, muitas tiveram seus primeiros volumes filmados, e os estúdios aparentemente desistiram de filmar o restante, por... qualquer razão. Por exemplo: Coração de Tinta, Academia de Vampiros, a saga de Darren Shan que gerou o filme Circo dos Horrores – O Aprendiz de Vampiro, As Crônicas Vampirescas de Anne Rice, que só levou para as telas Entrevista Com o Vampiro (divinamente) e A Rainha dos Condenados (mal e porcamente, devido ao fato de ter condensado três livros enormes em um filme de duas horas, tão ruim que chega a ser divertido), e por aí vai... De modo que, mesmo depois de ver o filme, sempre resta algo inédito para ler.
Mas quando peguei a saga do Percy Jackson, não imaginava que teria tanta coisa inédita para ler... nos dois primeiros livros!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 14 – A Última Noite: Robert Griplen Levará Mais Uma Noiva Para as Profundezas?



Último capítulo da primeira parte do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:


Chega, enfim, a noite do aniversário da tragédia; a noite em que Robert Griplen levará sua noiva para as núpcias em sua mansão submersa. Susan agora precisa reunir forças numa última tentativa de impedir que Anne mergulhe para sempre no mar de Salem.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

sábado, 4 de novembro de 2017

As Noivas de Robert Griplen – Capítulo 12 – As Máscaras Começam a Cair



O décimo segundo capítulo do meu romance sobrenatural As Noivas de Robert Griplen já está no Wattpad:
Depois de descobrir a verdade por trás da maldição, Susan se depara com mais uma inesperada surpresa. As máscaras começam a cair; existem mais coisas entre o céu e a cidade de Salem do que Susan poderia imaginar...

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Defuntos Até Na Imaginação



Nosso mês especial de Halloween está chegando ao fim, mas eu guardei o melhor para o final.
Já mencionei aqui que meu esquete favorito de Bolaños durou pouco no Programa Chespirito. Dom Caveira, com seu humor negro e seus personagens encantadores teve apenas sete episódios, mas foi o suficiente para conquistar uma enorme fatia desse meu coração apaixonado pela comédia de Chespirito.
O episódio de hoje foi o primeiro que eu vi do esquete, e também o meu favorito. Carlos Vieira – carinhosamente conhecido como Dom Caveira – teve um dia bem tumultuado na Funerária Pompas Fúnebres, com um defunto morto perseguindo-o por todo lado...
O DVD chamou o episódio de “Esse Morto Não é Brincadeira, Dom Caveira”, mas aqui seguimos o título original.
Vamos nos divertir com a comédia


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – Sete... A Um



Por Talita Vasconcelos
ÚLTIMO ATO
Interior. Ainda No Castelo do Drácula, Transilvânia. Mesma Noite.

Primeiro: Frankenstein não devia entrar nessa cena. Mas ele entrou. E entrou debaixo de cacete.
Segundo: não deveria haver um bêbado em cena. Mas houve. E era o Ricardo, o ator desaparecido, que entrava mamado, cobrindo o Frankenstein de porrada. Só para fazer o nariz do Pedrão voltar a sangrar.
Terceiro: Vick deveria ter tido pelo menos trinta segundos a mais lá fora para prender direito a peruca da Noiva de Frankenstein, antes de entrar no palco tentando apartar a briga.
Quarto: O Fantasma da Ópera ser nocauteado no último ato tentando apartar a treta do Frankenstein com um bêbado, não estava no roteiro.
Quinto: A Cruella atirar um sapato na cara do bêbado para fazê-lo parar de bater no Pedrão, também não estava no roteiro.
Sexto: Se o Ricardo estava enchendo a cara em algum lugar nos bastidores, quem é a Múmia que passou a peça inteira resmungando na cadeira de rodas?
E Sétimo: A sorte não alivia, mesmo! Já posso avaliar o que vai sair na coluna da Silvia Rosenthal, que, por sinal, está na primeira fila, assistindo ao nosso fiasco com um sorriso sádico no rosto.

sábado, 28 de outubro de 2017

Os Sombrios Sons de Notre Dame




Para quê falar de um clássico que todo mundo conhece? Para quê ler um clássico incansavelmente refilmado? Bastaria assistir a um dos filmes, a uma das inúmeras adaptações, e voilà! Você já conhece a história, não é? Geralmente, não é bem assim.
A maior parte das histórias recebe tantas modificações ao serem adaptadas para o cinema ou para a televisão, que quando nos deparamos com a obra original descobrimos que não a conhecemos tão bem quanto pensávamos. Sobretudo porque tanto o cinema quanto a TV têm a necessidade constante de agradar o público, o que implica muitas vezes em mudar o destino, e principalmente o final dos personagens com quem o público criará empatia.
Como é o caso desta obra maravilhosa que todos estamos carecas de ver representada por aí, mas de uma maneira completamente diferente da história original.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – O Sexto Não Tem Sentido



Por Talita Vasconcelos
A Mina dos Monstros – Transcrição da peça
ATO I
Interior. Castelo do Drácula, Transilvânia. Noite.

NARRADOR (VOICE-OVER): Numa noite de lua cheia...

Drácula está descendo as escadas com uma mulher vestida de noiva desacordada em seus braços.

NARRADOR (VOICE-OVER): O vampiro traz a linda donzela, raptada a caminho do altar, para dentro de seu castelo. Mas se esta for sua noite de núpcias, erraram o caminho da alcova...

O vampiro a deita num divã no meio da sala empoeirada, e acaricia seu rosto pálido, parecendo muito feliz com o sucesso de sua empreitada.

DRÁCULA: Mina... Doce Mina... Finalmente será minha, Mina...

ALTO-FALANTES:
♪ Minha mina, minha amiga, minha namorada! Minha gata, minha sina do meu condomínio... ♪

NARRADOR (VOICE-OVER): Desculpa aí, pessoal, música errada. Hehe.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Quando o Fantasma é Pirata, Pode Ser Um Fantasma Falsificado



O que nunca pode faltar no Admirável Mundo Inventado? O mais admirável dos mundos inventados na televisão: Chespirito!
A ideia era que o Halloween Animado deste ano tivesse dez postagens, como no ano passado, mas infelizmente, não será possível. Esse especial terá só a metade das postagens planejadas. Em compensação, esse está sendo um mês de outubro bastante movimentado por aqui, com postagens quase todos os dias.
Mas para os meus episódios favoritos das criações do mestre Roberto Gomez Bolaños eu sempre arrumo um tempinho.
O escolhido da vez é um episódio pouco conhecido aqui no Brasil. Só foi exibido uma vez pelo SBT, na primeira vez em que a emissora de Silvio Santos decidiu colocar o Clube do Chaves no ar, entre 2001 e 2002. Fora isso, só foi exibido aqui pela TLN – aquele canal da Televisa que 101 em cada 100 pessoas nunca tiveram, porque só chegou a ser incorporado por pequenas operadoras de TV a cabo, que ainda não pegam em boa parte do Brasil, tipo a Oi TV, que só funciona direito – até onde fui informada – no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Bem, o episódio de hoje faz parte da temporada de 1990 do Programa Chespirito – aquela em que Bolaños já estava mais velhinho e começando a xingar a balança –, e é um remake de O Tesouro do Pirata Fantasma, de 1975. Embora muita gente critique negativamente essas últimas temporadas, eu gosto demais de vários episódios. Principalmente das séries que nunca tiveram muito destaque na programação do SBT, como Dom Caveira, Cidadão Gomez e Chaveco. Quanto ao Chapolin, sim, os episódios de 1973 a 1979 são maravilhosos – temporadas de 1975 e 1978, minhas eternas favoritas! –, mas muitos episódios inéditos e alguns remakes do Chapolin gravados entre 1990 e 1992 – última temporada do personagem – figuram entre os meus favoritos.
Como é o caso do episódio escolhido para esta review. Em muitos aspectos eu o considero melhor que o original de 1975. Ok, não temos Carlos Villagran bancando o tonto, nem o saudosíssimo Ramón Valdés vestindo a pele do Pirata Alma Negra, mas esta versão teve um elenco maior, personagens diferentes da primeira versão, Edgar Vivar mais maluco do que nunca, o episódio é mais longo, o cenário bacana, várias piadas verbais e visuais diferentes da primeira versão, e um final bem diferente, também. Sem falar que, desta vez, Florinda Meza deixou a peruca de palhaço no camarim, e desfilou com suas madeixas naturais – a peruca foi tingida e dividida entre Edgar Vivar e Angelines Fernandez.
Sem mais delongas, vamos nos divertir agora com


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – Vai Pros Quintos!



Por Talita Vasconcelos
– De onde vocês dois vieram? – perguntou Vick, surpresa ao nos ver surgindo do nada.
– Não queira saber – respondi, rindo.
– A gente prestes a dar vida a um bando de monstros, e os dois malucos atravessam uma parede... – comentou Valentina. – Estou começando a acreditar que esse cara é mesmo um fantasma.
– Pode até ser, mas tem bom gosto – comentou Leandro, com um sorriso malicioso e um tom de voz sugestivo, tentando soar o menos fanhoso possível com o nariz completamente congestionado pela gripe. – O que vocês dois estavam fazendo nessa passagem escura?
– Tentando não ser envolvidos num barraco – respondi.

sábado, 21 de outubro de 2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? – O Quarto Escuro



Por Talita Vasconcelos
Fui direto para a cozinha do casarão misturar as coberturas de chocolate e morango. Você pode não acreditar, mas em muitas séries de vampiro é assim que se faz sangue falso. Claro que a maioria simplesmente mistura um corante vermelho na cobertura de chocolate, mas quando não se tem tempo para ficar procurando corante comestível pela cidade, é só misturar calda de chocolate com calda de morango, e voilà! Temos sangue falso. O que não podemos, nesse caso, é ter um vampiro diabético em cena...

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O Navio Que Só Os Futuros Presuntos Podem Ver



Já que o tema é Halloween, nada mais apropriado do que falar dos caras que (ganham?) a vida caçando monstros a torto e a direito. Aqueles dois simpáticos filhos de João e Maria – e não estou falando das criancinhas que assaram a bruxa má! Embora eles tenham encontrado ao menos um dos dois e a bruxa doceira lá pela décima temporada da série – que gostam de se envolver com o Sobrenatural.
Num dos meus episódios favoritos da terceira temporada, os irmãos Winchester tiveram um encontro com uma divertida ladra e um navio fantasma.



Numa cidadezinha portuária chamada Sea Pines, no estado de Massachusetts, uma mulher está prestes a sofrer uma invasão de privacidade estilo Big Brother, ao entrar despreocupadamente no chuveiro. Mas não se empolguem, meninos; Supernatural é uma série de família! Se bem que alguém nesse episódio não está muito preocupado que ela possa ser também uma mulher de família, que provavelmente chegou cansada do trabalho e deixou o jantar esquentando no micro-ondas, enquanto tomava um banho quente e relaxante para se livrar do estresse.
Enquanto ela enxagua tranquilamente os cabelos, alguém a observa. E esse alguém não está com boas intenções. Só que são más intenções do tipo Norman Bates com Mary Crane, mas em vez de uma faca, a criatura utiliza a água do chuveiro – ou os setenta por cento de água de que é constituído o corpo humano – para afogar sua vítima.


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - O Melhor de Três



Por Talita Vasconcelos
Aos bem vividos que acham que já viram de tudo, me digam se já viram isso: uma mocinha do final século dezenove caminhando pelas ruas do Grande ABC, com um vestido branco de gola alta, com um discreto babado de renda na gola, arrematado com aplicações de pérolas; imaginem o penteado de Winona Ryder em Drácula de Bram Stoker, arrematado com um chapéu branco, com um pequenino véu que, no momento certo, cobriria também o meu rosto.
Imaginou?
Agora imagine essa mesma mulher entrando no supermercado, batendo as botinas no piso antiderrapante, aproximando-se da prateleira das delícias – aquela preenchida com achocolatado em pó, garrafas de cobertura para sorvete, barras de chocolate e todas essas gordices maravilhosas –, fazendo aparecer um ponto de interrogação no rosto de um bebê na cadeirinha do carrinho, que provavelmente nunca se deparou com uma maluca fantasiada de Mina Murray, enquanto a mãe tenta decidir se leva o Neston de chocolate ou de morango.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa? - 2° Tempo



Por Talita Vasconcelos


Atenção para o Top de três frases mais proferidas no Teatro Máscaras em noite de estreia:
“Quebre a perna!”
“Meu cabelo está bom assim?”
“Cadê o Perry Ricardo?”
Seja falta de sorte, ironia do destino, ou a explicação que quiserem atribuir, certos azares acabaram se tornando rotina nas nossas noites de estreia. Parece brincadeira, mas alguém sempre fica rouco ou perde a voz por qualquer motivo; alguém traz ou é seguido por algum parente ou ficante mala sem alça, que parece não entender que tudo o que acontece no palco de um teatro é encenação – como a namorada sequelada que já mencionei, que invadiu o palco para bater no ator que estava abraçado com um travesti, e a avó biruta de uma atriz que ficou toda emocionada ao vê-la casando em cena –; e, não importa o personagem que tenha sido escalado para fazer, o Ricardo raramente estreia na mesma data que o resto do elenco.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Bicha Não Morre! Bicha Vira Um Fantasma Muito Alegre!



A diversão nunca para no Halloween do Admirável Mundo Inventado. Hoje vamos relembrar uma série produzida pelo SBT entre 1999 e 2000, protagonizada por uma típica caipira de Pau Grande (interior de Minas Gerais). A personagem, vivida por Gorete Milagres, muito nos divertiu com sua inocência nas duas temporadas do humorístico “Ô Coitado!”.
Esse episódio provavelmente foi produzido para divulgar o espetáculo “Acredite! Um Espírito Baixou Em Mim”, mas, sabe-se lá porque razão, quando foi reprisado pelo SBT em 2014, teve o título alterado para “O Fantasma Alegre”. Algum problema com os royalties, imagino.
Aqui vamos manter o título original da peça. Assim sendo...



Quer dizer, nele...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Se Contar, Ninguém Acredita - Quem Deu o Habeas Corpus Para a Bruxa?



Por Talita Vasconcelos
 Como foi que chegamos nessa situação?
Em circunstâncias normais, deveríamos questionar como alguém encaixaria um novo personagem numa peça na noite de estreia, com um número considerável de pequenas alterações para memorizar no último minuto, e com a crítica mais rabugenta da região confirmada na plateia; mas nos meus quase seis anos de Grupo Máscaras aprendi a não duvidar de nenhum plano maluco dessa galera. Porque, no fim, dando certo ou errado, de qualquer modo Dona Silvia Rosenthal vai falar mal da gente. E como sempre, a crítica dela será lida e depositada na pilha das opiniões ignoradas.
Assim sendo, estávamos prontos para entrar no palco.
Tínhamos um Drácula gripado, um Frankenstein com nariz machucado, uma Múmia paralítica, uma noiva para dois monstros e uma Cruella improvisada. Vamos na fé, porque na sorte está difícil.
Unimos as mãos.
– MERDA!
***
Agora vamos do princípio...

sábado, 7 de outubro de 2017

Foi Mexer Com Quem Estava Quieto...



Ano passado, mais ou menos por esta época, eu postei aqui a resenha de um livro nacional de terror que foi mostrado pela Sophia Abrahão na novela Amor à Vida – numa linda iniciativa do autor Walcyr Carrasco de incentivar a leitura, fazendo seus personagens apresentarem diversos títulos nacionais. O livro que Sophia Abrahão estava lendo na novela era Os Sete, do André Vianco, e, conforme comentei naquela resenha, ela só teve chance de dizer meia dúzia de palavrinhas do enredo, antes de ser interrompida pela Leila (personagem de Fernanda Machado), mas foi o suficiente para que eu me interessasse pelo livro e o procurasse – embora tenha deixado tempo demais na fila de leitura.
E como Os Sete era só o primeiro volume de uma saga, não demorei a ler o segundo, Sétimo, e preciso dizer que ele é tão bom quanto o primeiro.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Os Fantasmas Que Se Explodam!



Depois do sucesso do Halloween Animado no ano passado, decidi manter a tradição, e dedicar o mês de outubro a episódios de séries de TV que se encaixam com a data. Bem, ano passado comecei com os desenhos; desta vez vou começar com as séries de comédia.
Sem mais delongas, vamos iniciar com um clássico da TV mundial: um dos filmes curtas-metragens de Os Três Patetas. O trio mais biruta da tela nos divertirá hoje com a comédia:




quinta-feira, 28 de setembro de 2017