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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Desafio #15: Um Thriller Nacional


Nem sei explicar ao certo por qual caminho este livro chegou às minhas mãos. Estava dando uma espiada numa livraria virtual, apenas “apreciando o buquê”, quando vi uma capa sombria, com a foto de uma mulher aparentemente elegante, empunhando uma faca escondida às suas costas. Parei; decidi olhar com atenção. O título Arma de Vingança me deixou curiosa. Cliquei para ler a sinopse. O enredo enunciava a história de uma mulher machucada, sofrida, que decidiu levantar-se como uma deusa cruel e vingativa contra aqueles que tentaram destruí-la.

E para dizer a verdade, não foi o enredo, exatamente, o que despertou meu interesse, mas o nome da protagonista. Aquele nome, unido ao enredo de vingança e morte, me fizeram lembrar um conto que tinha lido tempos atrás na internet, e por um momento pensei se tratar da mesma história. Claro que bastou uma pequena pesquisa para rememorar o conto, para que eu percebesse que sequer haviam sido escritos pelo mesmo autor. A personagem do conto que me deixara fascinada há algum tempo também era uma espécie de arma letal: a morte, como às vezes se apresenta aos homens, sob a forma de uma bela e irresistível mulher. Em comum com a personagem do livro, as duas tinham apenas o nome.

Mas esta percepção não mudou em nada minha vontade de conhecer mais a fundo a história dessa “deusa vingativa”, concebida pelo autor paulista Danilo Barbosa.



Arma de Vingança
Autor: Danilo Barbosa
Editora: Kindle Direct Publishing
Páginas: 205
Gênero: Suspense
Sinopse:
Como uma deusa cruel e vingativa, destruirei todos que estiverem em meu caminho...
O que você seria capaz de fazer por vingança? Suportaria uma vida cercada de mentiras, traições, dores, crime e morte? Ana sobreviveu. Pagou o seu preço com marcas que o tempo nunca será capaz de apagar. Deixou para trás toda a inocência de criança para dar lugar a uma mulher fria e calculista, disposta a ser a perfeita arma de execução contra aqueles que tentaram destruí-la. Para conseguir os seus objetivos, não terá limites: irá mentir, enganar, seduzir e trair... Sem remorsos ou pena daquele que um dia julgou amar. Prepare-se para ouvir a história de Ana. Caminhe na tênue linha entre a paixão e a obsessão e veja como até os príncipes encantados tem o seu lado sombrio. Afinal, esta não é uma história de amor.



A vingança tem nome; e o nome dela é Ana. Uma mulher que teve a inocência destruída por dois homens cruéis e devassos, e que sobreviveu para tramar impiedosamente sua vingança. Já que a justiça dos homens lhe negou sua mão, ela decidiu transformar a si mesma numa arma, e usar a única coisa que tinha para vingar-se dos que tentaram destruí-la: sua beleza.

Com extrema frieza e fúria, Ana aprendeu a usar a sedução como uma fonte de poder, capaz de transformar homens fortes nos seres mais vulneráveis. Sem limites, pudores ou remorsos. Afinal, como o livro promete desde o prólogo, esta não é uma história de amor.

Arma de Vingança é um livro com cara de filme de suspense. A protagonista é uma mulher atingida pelas piores desgraças, e que parece sempre fadada a atrair a pior espécie de homens. Depois de ter sofrido horrores nas mãos de um ex-namorado bandido, ela acaba se envolvendo com um psicopata; esses dois traumas amorosos são responsáveis por transformá-la na mulher fria e vingativa que a sinopse promete.

Ana realmente não mede as consequências para ter sua vingança. E, na verdade, ninguém pode culpá-la. Danilo Barbosa escolheu não poupar sua mocinha de nada. Ao contrário da protagonista típica, constantemente ameaçada pelos mais terríveis perigos, mas que sempre escapa ou acaba sendo salva em cima da hora, Ana é implacavelmente vítima desses horrores, sem escapatória. E diferente da maioria também, seu senso de justiça abandona todos os preceitos morais. Ana quer que seus agressores sejam punidos: no mesmo peso, e na mesma medida. Ela não é a mocinha essencialmente boa, incapaz de causar mal, ou de ferir seus opressores. Ana é lançada pelas circunstâncias no limite onde o bem e o mal se encontram, e escolhe demonstrar que fragilidade e inocência podem se converter em força e perigo; pois as rosas, por mais delicadas que pareçam, estão cercadas de espinhos que as protegem; e os anjos são perfeitamente capazes de vencer os demônios.

Não é um livro bonito, sobre o qual eu possa fazer boas recomendações. Eu diria que é uma história desconcertante, que vai te fazer odiar a maioria dos personagens, e com bons motivos para isso, e talvez até desejar tanto quanto a Ana ver o sangue escorrendo pelos dedos.

Se você gosta de tramas pulsantes, com intrigas e traições, com vilões tão maus que você tenha vontade de matá-los com suas próprias mãos, e sangue escorrendo pelas páginas, então não pode deixar de ler esse livro.

Agora, se você tem o estômago fraco, ou não gosta de tramas recheadas de crimes, dor, medo, mentiras e morte, sugiro que não o leia. Pois, como já foi dito antes, essa não é, nem de longe, uma história de amor.


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