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sexta-feira, 4 de março de 2016

A História do Nosso Querido Amigo de Infância


Nostalgia é a palavra que define O Diário do Chaves. Saudade, não do personagem, é claro, que continua no ar firme e forte elevando os índices de audiência em todas as emissoras por onde passa – seja no SBT, no TBS, no Boomerang ou no Cartoon Network (embora não esteja mais no ar nos dois últimos) –, mas de seu criador, que nos deixou em 2014, e cuja astúcia infelizmente não poderemos mais contar.


O Diário do Chaves
Título Original: El Diario del Chavo del Ocho
Autor: Roberto Gómez Bolaños
Editora: Suma de Letras
Páginas: 156
Gênero: Humor
Sinopse:
'Escrito' pelo próprio Chaves, este livro traz uma coleção de pensamentos e situações envolvendo a turma do programa de TV: Seu Madruga, Kiko, Chiquinha e muitos outros estão presentes no livro.
Primeiro livro de ficção sobre Chaves a ser lançado no Brasil, o 'Diário do Chaves' desvenda histórias nunca reveladas pelo personagem na série de TV, que há quase 20 anos vem alcançando altos índices de audiência no país. A obra traz ainda ilustrações feitas pelo autor.


No início do livro, Bolaños nos conta como conheceu o personagem que se tornou “o menino” de seus olhos: durante um passeio pelo parque, Bolaños foi abordado por um garoto muito pobre, de roupas velhas e remendadas, calçando sapatos muito velhos e de segunda mão, que obviamente pertenceram a um adulto, com um gorro com tapa-orelhas que devia ser muito útil durante o inverno, carregando uma caixinha de engraxate, e perguntando-lhe se “queria graxa”. Os sapatos de Bolaños realmente não precisavam ser engraxados, mas ele quis poder conhecer melhor aquele garoto que, desde o princípio, lhe pareceu ser a perfeita encarnação da ternura.


Bolaños tentou puxar conversa com o garoto, enquanto ele engraxava seus sapatos, e ficou particularmente encantado com sua singular manifestação de alegria ao receber o pagamento pelo serviço e uma gorjeta com a qual ele poderia comer seu tão desejado sanduíche de presunto.


Então, depois que o garoto foi embora, e Bolaños já lamentava que talvez não voltasse a encontrar aquela tão fascinante criatura, ele percebeu que o menino esquecera, no banco do parque, um caderno, que ele logo descobriu que era o diário desse menino, cujo nome não fez questão de lhe dizer, pois era conhecido simplesmente como Chaves.


A partir daí, Bolaños transcreveu palavra por palavra (tomando a liberdade de fazer apenas algumas correções de sintaxe) o diário daquele garoto especial que ficaria para sempre em sua memória.


O Diário do Chaves é, basicamente, um resumo da série mais amada do planeta: ali ele apresenta cada um dos personagens tão queridos que moram na vila do Sr. Barriga, as constantes brigas da Dona Florinda com o Seu Madruga, a esperteza da Chiquinha, a burrice do Quico, o medo que sentem da bruxa do 71, as aulas do Professor Girafales, as frequentes fugas do Seu Madruga para não pagar o aluguel ao Seu Barriga, e o simpático Jaiminho, o carteiro que prefere evitar a fadiga. Aliás, a passagem mais triste do livro tem a ver justamente com o querido e velho carteiro nascido em Tangamandápio.


Ao longo do livro, o leitor reconhecerá inúmeros episódios da série, em piadas e cenas transcritas quase integralmente por Chaves. Os acontecimentos se misturam, e levam o leitor a rir novamente de cenas que está super acostumado a ver na televisão, e de outras mais, que provavelmente pertencem a episódios que permanecem inéditos no Brasil.


No final, ainda nos presenteia com um relato de Florinda Meza, a respeito do – acreditem se quiser – inesperado e imenso sucesso que os personagens tiveram mundo afora, com menções a várias viagens de turnê do elenco pela América Latina (incluindo o Brasil), fatos e surpresas interessantes que tiveram nessas viagens.


Sem falar nas incríveis gravuras, feitas pelo próprio Bolaños.



É um livro nostálgico, que está ali, pronto para se tornar o queridinho de qualquer fã da Turma da Boa Vizinhança. Não traz nenhuma grande novidade em relação à história do menino que se esconde no barril, mas mora na casa de número oito; mas nos faz sonhar por algum tempo com esse maravilhoso time de personagens que fizeram parte da nossa infância, e que permanecerão fazendo parte das nossas vidas, provavelmente, para sempre.


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