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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Desafio #20: Um Quarteto Angelical Nada Fantástico




Ok... Eu sei que perdi completamente o foco e o fio da meada no que toca o Desafio Literário que me propus a seguir no ano passado. A verdade incompleta é que o ano passado foi uma tremenda loucura, e eu tive tempo e disposição para pouca coisa realmente. Li muita coisa, mas quase nada que se encaixasse nos temas do desafio, e, a certa altura, perdi um pouco a vontade de ficar procurando títulos que se encaixassem, e simplesmente decidi deixar rolar. O problema aí foi que não rolou. Não que eu tenha desistido do Desafio, exatamente; apenas decidi me liberar do prazo. Afinal, oficialmente, o Desafio Literário do Tigre foi encerrado no meio do ano em seu blog de origem, então, quem prosseguisse, o faria por conta própria. E, se antes eu já estava tão tentada a procrastinar, depois de ele ter sido cancelado, fiquei mais tentada ainda. Não que os temas não tenham me agradado, mas alguns estavam realmente muito fora da minha zona de conforto.

Todavia, como não gosto de deixar nada inacabado, agora que o furacão 2015 passou – sim, eu sei que já estamos quase na metade de 2016; por aí se tem uma ideia de como 2015 foi tumultuado para mim, com partes boas e partes más –, decidi prosseguir com os temas, porém, sem pressa. À medida que os temas forem se encaixando na minha lista de leitura, vou postando as resenhas. Pode ser que o complete este ano; pode ser que ainda o arraste para 2017. Veremos...  

Para o primeiro tema concluído este ano, trago um livro que facilmente se encaixaria em duas categorias: com a capa linda ou que cabe no bolso. Como tenho ainda outras capas que enchem os olhos na minha lista de leitura para este ano, optei por encaixá-lo na segunda categoria.





Anjos à Mesa
Título Original: Angels at the Table
Autora: Debbie Macomber
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Gênero: Romance
Sinopse:

Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal... Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.

Esse livro tem a maior cara de comédia romântica natalina. Anjos à Mesa, da Debbie Macomber é uma leitura extremamente rápida e divertida. Apesar de a autora ser famosa por escrever romances de banca – aqueles livros que você literalmente compra em qualquer banca de jornal, que custam pouco, geralmente menos de dez reais, e que invariavelmente nos trazem uma história clichê, de romance tórrido, conturbado, onde o casal protagonista embaça bastante, quase sempre porque a mocinha fica fazendo doce, mas sempre acabam juntos no final; mais ou menos como em todos os enredos de novelas mexicanas –, eu não classificaria esse livro exatamente nesse gênero, apesar de ser, também, uma história, digamos, clichê.

O tema não é exatamente original – nem a história, tampouco –, mas é um livro muito gostoso de ler.

Anjos à Mesa conta a história de Lucie Ferrara, uma chef de cozinha dedicada, que acaba de abrir um restaurante chamado Encantos Divinos, e como é extremamente talentosa, mesmo em pouco tempo, seu novo empreendimento está se saindo melhor do que ela imaginava. Todavia, sua vida começa a virar de cabeça para baixo ao ter seu caminho cruzado por três anjas Embaixadoras da Oração – que, como o próprio nome diz, são responsáveis por atender às orações dos humanos – e por um anjo em treinamento, todos com um talento gigantesco para atrair confusão.

Graças a eles, Lucie conhece sua alma gêmea cedo demais, e por conta de circunstâncias alheias ao seu controle, perde o contato com ele por quase um ano, até reencontrá-lo na pior circunstância possível: Aren Fairchild não somente não sabia que ela era a chef do Encantos Divinos, como escrevera uma resenha horrorosa criticando duramente um dos pratos que ela tem absoluta certeza de saber preparar com perfeição (e que fora acidentalmente sabotado pelos quatro anjos traquinas – muito embora eles estivessem cheios daquelas boas intenções das quais o inferno está lotado ao interferirem na cozinha do restaurante), e a publicara na Gazeta de Nova York.

Claro que Lucie não sabe que Aren e o cretino do Eaton Well (pseudônimo com o qual ele assina as resenhas no jornal) são a mesma pessoa, e como também não conseguiu esquecer a cozinheira desde seu primeiro encontro na Times Square há um ano, Aren faz de tudo para adiar a revelação de sua identidade pelo maior tempo possível. E os anjos travessos que os colocaram nessa situação também.

Recheado de situações que fazem parecer realmente um desses filmes clichês de comédia natalina, Anjos à Mesa é um desses livros que você coloca na bolsa para ler na sala de espera de algum lugar, e, a menos que seja atendido muito rápido, conseguirá ler inteiro de uma vez só, e se divertirá com as trapalhadas desses quatro anjos aloprados tentando arrumar a bagunça que fizeram – e bagunçando ainda mais a vida do casal, porque, como mencionei lá em cima, este é precisamente o maior talento desses quatro Embaixadores da Oração. Tem alguns momentos bastante absurdos no decorrer da história, como as peripécias dos anjinhos durante um musical da Broadway, e uma cena particularmente bizarra dentro de um taxi, envolvendo um jornal e um guarda de trânsito extremamente compreensivo – compreensivo demais para ser verdade, de fato –, mas que em nada a prejudicam, apenas tornam a história um pouco mais inusitada.

Enfim, seja para guardar na memória, na estante ou simplesmente para passar o tempo, Anjos à Mesa é uma ótima pedida.

De minha parte, só um P.S. para o anjo Gabriel: se esse quarteto angelical, por acaso, bagunçar minha vida também – possivelmente, de novo – vou reclamar no procon! Ou seja lá onde se registra esse tipo de queixa...



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