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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Da Próxima Vez, Vá Contar Histórias de Terror Para Assustar a Sua Avó!

Falar do episódio de Chapolin “A Casa Dada Não Se Contam os Fantasmas” me dá saudade de uma fita antiga que eu tinha em que o episódio do Chaves “O Filme de Terror” vinha na sequência dele. De modo que é inevitável falar do outro depois de ter falado do um.

Sim, eu sei, todo mundo conhece esse episódio de cor e salteado... Mas não cortem meu barato. Os seguintes, eu prometo, serão desconhecidos do grande público.

Então, vamos prosseguir com nosso especial de Halloween, revisitando uma noite em que  Chaves estava se borrando de medo de um Filme de Terror!

Tudo começa num dia em que o Seu Madruga aparentemente foi tragado pela terra – ou, mais provavelmente, foi dar uma voltinha na Disneylândia com o Polegar Vermelho –, e deixou a Chiquinha sozinha em casa, de castigo, proibida de ver televisão. Mas como o pai não estava em casa para fiscalizar, e o SBT anunciou um filme de terror imperdível – acho que era “Uma Múmia Muito Louca” –, a danada ignorou completamente sua ordem, e convidou o Chaves para uma sessãozinha do Cinema em Casa.


O problema é que o Chaves não é lá muito fã de filmes de terror. Mas a Chiquinha não está nem aí...
Como naquela vila todo mundo cuida da vida de todo mundo, a Bruxa do 71... Digo, digo... A Dona Clotilde resolveu aparecer para verificar se a Chiquinha estava respeitando o castigo, e botar ordem no galinheiro, mandando sua pretendida enteada ir brincar no pátio com o Chaves. Porque todo mundo sabe que é um perigo deixar criança sozinha dentro de casa! O melhor é mandar – tecnicamente – para a rua, sem supervisão, para procurar com quê incomodar a vizinhança...
Pior que foi, né...

E, só para dar uma alfinetada: faltou uma pipoquinha aí, hein, Dona Chiquinha! Que anfitriã meia-boca você é...


Então, a contragosto, depois de dar uma borrifada de água na cara do Chaves para desfazer o piripaque, as crianças vão para o pátio, Chiquinha ainda lamentando não poder ter visto o final do filme – isso é desumano, Dona Bruxa! –, e Chaves aliviado pelo mesmo motivo. E como faltava o terceiro mosqueteiro da turma, eis que aparece o Kiko, e Chiquinha aproveita para pedir para ver o final do filme na casa dele. O detalhe é que ele não tinha sido convidado para a sessão de cinema na casa dela. Ainda bem que o Kiko não é um menino rancoroso... Só meio burrinho...
Com toda a paciência do mundo, Chiquinha explica que estava falando da múmia do filme que estavam vendo em sua casa, até que chegou a Bruxa do 71 para cortar o seu barato e puxar sua televisão da tomada. O problema é que o Kiko também estava de castigo, proibido de ver televisão.


Agora, porque essa criançada estava de castigo dessa vez? Sabe-se lá! Apesar de esse pessoal estar sempre envolvido em alguma traquinagem, ninguém explicou qual foi a arte da vez. Para todos os efeitos, havia uma epidemia de castigos correndo solta pela vila...
Como diria minha avozinha: ah, é, Bebé?! Mamar na vaca você não quer, né...

Aliás, é bom que fique registrado que é melhor não dar ideia para maluco. Porque, se com as crianças na escola, o Brasil já está no pé em que está, imagine se largarem mão... O coitado do Silvio Santos não vai achar mais ninguém que entenda que não existe plural no slogan da Jequiti...


Felizmente, a Chiquinha é uma garota esperta – até demais, quando lhe convém –, e conhece a língua portuguesa e as leis do país o suficiente para saber que se as coisas não forem explicadinhas nos seus mínimos detalhes sempre é possível encontrar uma brecha.
Fica a dica aí para os futuros papais: com a criançada de hoje é importante especificar! Impor o castigo por escrito, em três vias, assinado, registrado em cartório e com três testemunhas idôneas! Só por via das dúvidas...


Assim, aproveitando-se da ingenuidade dos meninos, que estão crentes de que está tudo dentro dos conformes, e que eles podem ficar com a consciência tranquila, porque esse é um acordo perfeitamente aceitável, Chiquinha os induz a voltarem para a casa do Kiko, ligarem a televisão, e prosseguirem com a sessão de cinema. O problema é que, já que é para desobedecer à mãe do Kiko, Chaves prefere fazer isso sem ter outro piripaque, sugerindo que eles assistam desenhos. Porém, Chiquinha bate o pé, e Kiko acaba tendo que pôr ordem no galinheiro, propondo uma votação. Afinal de contas, estamos numa democracia.
Kikinho... Tesouro... Essa opção não estava na cédula! E é claro que esse voto complica ainda mais o impasse! Daí eles se acotovelam, se empurram e disputam os botões da televisão – não era terrível aquela época em que ainda não existiam controles remotos? –, até que o Kiko novamente acaba com a discussão, lembrando-os de que estão em sua casa; portanto, vão ver o programa que ele quiser e o canal que lhe der na telha. Mas Chiquinha lembra a ele que são amigos, e que o mais justo seria que tirassem na sorte. Só que ela nunca explicou para eles que esse sorteio aconteceria no mesmo sistema utilizado pela deputaiada em Brasília...
Porque sorte, no dicionário da Chiquinha, é sinônimo de picaretagem!


Mas deu certo: religaram a TV, e voltaram a assistir ao filme. Pelo menos até a Dona Florinda chegar em casa e acabar com a festa. Kiko até tenta argumentar que, como a mãe não especificou a data, ele pretende pagar o castigo dali a vinte anos, mas Dona Florinda, que não é boba nem nada, percebe que alguém andou manipulando seu tolinho tesouro.
Mas a Chiquinha também não presta, e trata logo de jogar a culpa no Chaves. Afinal, tudo sempre sobra pra ele, mesmo...


O garoto até tenta se defender, mas Dona Florinda não quer nem saber, e vai logo expulsando os dois de sua casa, para afastar seu filho das más companhias.
Aqui entre nós, Kiko: para mim isso parece mais com um capacete de Fórmula 1, mas tudo bem...


Dona Florinda, com toda a paciência que ela só gasta com o filho, tenta explicar que para ir à lua é necessário ter um foguete abastecido com gasolina aditivada do posto Ipiranga, mas Kiko a interrompe, agora convicto do que quer fazer.
Enquanto isso, lá fora, Chiquinha lamenta não ter conseguido ver o final do filme de terror, e de repente percebe que Chaves está conversando com ela numa posição muito estranha.
Nunca entendi porque cargas d’água para mudar de canal ou mexer no volume da televisão, a Dona Florinda precisava empinar o popozão para “tirar fotografias” da porta... E ainda reclama quando o Chaves abre a porta de uma vez, e a faz beijar o tapete...
A coisa mais simples do mundo! Pegar o caixote, atravessar a porta, e escafeder-se das vistas da velha coroca.

Bem, seria uma coisa simples, se ele não fosse o Chaves... Esse menino sempre dá um jeito de fazer confusão com as tarefas mais elementares...

Primeiro, ele pega o banquinho da Dona Florinda, em vez do caixote, fazendo-a sentar a bunda no chão mais uma vez. Depois, quando pega o caixote certo, tem dificuldade em passar com ele pela porta, sem deixar um dos dois para trás – ele ou o caixote...


Depois de várias tentativas, quando finalmente consegue sair da casa da Dona Florinda com o caixote, Chiquinha decide recompensá-lo contando sobre o filme que viu domingo na televisão, e que por acaso, é do gênero favorito do garoto.
Chaves tenta se esquivar, dizendo que ela já lhe contou, mas ela sabe que é mentira, e que ele está é com medo. Então ela começa a contar que no filme, aparecia um monstro horrível, com uma cabeçona grandona, que cada vez ia ficando mais grande... E bem nesse momento, apareceu o Kiko, com suas bochechonas escondidas dentro do suposto capacete de astronauta, convidando-os para brincar.
E como não gosta de ter piripaques em vão, Chaves se enfurece ao ser informado de que o cabeção que lhe assustou era do Kiko, e desce a mão no moleque.
As horas avançam lentamente, e quando a noite cai, Chiquinha ainda está empenhada em contar detalhadamente o filme de terror ao Chaves – entre um piripaque e outro – lá no pátio da vila.
Agora você vê... O cidadão fica escondido detrás da porta, escutando a conversa dos outros – no caso a história de terror dos outros –, não aguenta o tranco, e ainda se acha no direito de aparecer do nada, gritando pela mãe, e assustar um coitado que não tem nada a ver com o fato de ele ser um curioso e um bundão...

Ok... Não temos como saber se o Kiko estava mesmo ouvindo a história atrás da porta, ou se ele é só um medroso bochechudo com medo de assombração; mas o moleque estava sozinho em casa, proibido de ver televisão, e já tinha guardado o capacete de astronauta da Fórmula 1 – talvez porque não tenha conseguido fazê-lo voar até a lua –, o que mais esse fedelho poderia estar fazendo?


Enfim... Como aparentemente ela é a única babá disponível na vizinhança, a Bruxa do 71 aparece para verificar o que essas crianças estão aprontando, enquanto a Chiquinha taca mais água na cara do Chaves para desparalisá-lo. Então Kiko conta que já faz tempo que sua mãe saiu e ainda não voltou, e que ele está com medo de ficar sozinho.
E Chaves aproveita a deixa para tentar sair de fininho, mas Chiquinha – garota mau-caráter – o detém, com a ideia diabólica de dar sustos no Kiko. E como pimenta nos olhos dos outros é refresco, Chaves fica todo animado com a ideia. Pega um lençol no varal, e vai se preparando, enquanto Chiquinha vai até sua casa buscar outro lençol.


Mas como o medo não escolhe vítima, Dona Florinda escolhe bem esse momento para voltar para casa; dá de cara com o fantasma de araque no pátio fazendo “Boo”, e demonstra que só é a valentona do 14 lá com o Seu Madruga, porque quando o assunto é assombração, o buraco é mais embaixo... E o chão, também!
Mas a Bruxa do 71, que é macaca velha, e sabe como essas crianças são travessas, resolve dar uma espiadinha na movimentação do pátio, e descobre o “fantasma do lençol lavado” tropicando em tudo quanto é coisa, e recolhe sua fantasia quando ele passa diante da janela. E como o Chaves estava com os olhos fechados, e é tão tapado quanto o Kiko, não percebe que foi descoberto; entra de mansinho na casa da Dona Florinda e tenta dar um susto na criatura que está parada diante dele, só que o feitiço vira imediatamente por cima do feiticeiro...
Desculpem a piadinha, mas um fantasma de lençol cor-de-rosa... Só pode ser a Penélope Charmosa, a Barbie, a Sula Miranda ou um torcedor do São Paulo...


Na verdade ela assusta dois bobões com um fantasma só, porque o Kiko chega em seguida, trazendo água para acalmar sua mãe ainda desmaiada, e, ao ver a criatura parada feito bocó no meio da sala coberta com o lençol cor-de-rosa, se apavora, e foge correndo da casa. Então é claro que a Dona Clotilde vai atrás dele para explicar que o fantasma era uma bruxa, porque senão a Dona Florinda não vai pagá-la por tomar conta de seu filho... Espere aí... Dona Florinda não a contratou; ela foi cuidar do Kiko de intrometida, porque o moleque é um borra-cuecas que fica ouvindo história de fantasma atrás das portas e não tem nervos suficientes para aguentar o tranco. E, aparentemente, sua babá também não. Pelo menos, não aguenta ver a versão The Walking Dead da Chiquinha...
Só eu achei aquela máscara de bruxa-zumbi muito parecida com a Chiquinha de verdade? Ok... Mais velha, mais enrugada, mais desfigurada... Talvez a modelo tenha sido a Dona Neves...


Bem, aparentemente nenhum vizinho quis dar abrigo ao Kiko no outro pátio, porque ele voltou em seguida, e ficou surpreso ao encontrar a Bruxa desmaiada.
Enquanto isso, Dona Florinda tenta se levantar de seu desmaio, mas ao ver o lençol que a Bruxa do 71 jogou sobre o Chaves paralisado ao seu lado, confunde-o com um fantasma, e desmaia de novo.
E olhe lá...


Em seguida, Chiquinha também invade a casa da Dona Florinda – já que o destrambelhado do Kiko largou a porta escancarada para qualquer um entrar –, e se frustra ao tentar assustar o Chaves paralisado. Mas ele também não se impressiona ao acordar do piripaque.
É nisso que dá usar uma máscara de monstro tão parecida com a própria pessoa...

Quanto ao comentário a respeito do conselho do Professor Girafales sobre não ter medo de fantasmas, Chaves: olha para o seu rabinho, macaquinho! Tava se pelando, paralisado de medo até um minuto atrás...


Chiquinha fica furiosa por ter sua feiura comparada à da máscara, e alfineta Chaves, porque desta vez ela não conseguiu assustá-lo, mas algumas cenas atrás, quando estava contando sobre o filme dos mortos que saíam de suas tumbas, ela bem que sentiu um cheirinho de cueca queimada no ar...
Bem, Dona Florinda não estava morta, nem saindo de uma tumba, mas ao agarrar o pé do Chaves, quase provocou um pré-piripaque no garoto. Mas agora que já sabem a receita para se livrar dela, Chiquinha mostra seu rosto novamente coberto com a máscara da sua biscavó, e a velha coroca desmaia outra vez.

Deviam ter pensado nisso mais cedo, quando queriam assistir o filme na televisão da casa dela...


Enfim... No dia seguinte as crianças se reúnem na escada do pátio para rir dos sustos que pregaram naquela noite.
O Kiko bem que fica bravo por eles estarem sugerindo que sua mãe é mais assustadora que a máscara da avó da Chiquinha, mas até ele desmaia ao dar de cara com a assombração pela segunda vez. Daí o Chaves tem a brilhante ideia de conferir o que há de tão assustador naquela fotografia, e acaba tendo outro piripaque. E como a Chiquinha foi a primeira a desmaiar... e agora? Quem poderá acordá-los com uma borrifada de água?


Bem, esse foi o nosso Chaves de hoje. E se quiser descobrir quantos fantasmas são precisos para afugentar os hóspedes de um hotel, não deixe de ver o próximo episódio nesse mesmo blog e nesse mesmo canal! *-*

4 comentários:

  1. Assistir Chaves não importa quantas vezes já foi reprisado é sempre hilário, não tem jeito você acaba rindo das mesmas piadas é simplesmente irresistível! adorei essa viajem no tempo.

    www.sramaia.blogspot.com

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    1. Verdade! É um tipo de comédia que nunca perde a graça e nunca deixa de ser atual.

      Obrigada, Beatriz! *-*

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  2. Chaves é atemporal, parece que sempre rimos e nos envolvemos não importa quando assistimos.

    Abraços

    naciadelivros.blogspot.com.br

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    1. Concordo 100%, Rafael! Não é à toa que o programa está há tanto tempo no ar sem perder audiência.

      Abração *-*

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