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terça-feira, 31 de maio de 2016

Se Nada Der Errado, Eu Vos Declaro Marido e Mulher



Casar nem sempre é uma coisa fácil. Primeiro, você tem que encontrar a pessoa certa; depois, tem que preparar a cerimônia dos seus sonhos; escolher o vestido adequado; escolher cada item da festa; e depois torcer para que nenhum imprevisto aconteça. E quando se fala em imprevistos em casamentos, e esses casamentos acontecem no cinema ou na TV, desgraça pouca realmente pode ser bobagem, porque pode acontecer de um tudo: pode ser que um dos noivos seja preso a caminho da cerimônia; pode ser que um dos noivos tenha se esquecido de assinar o divórcio de seu casamento anterior; pode ser que precisem subornar o padre para fazer vista grossa a qualquer probleminha ocasional que poderia dificultar o bom andamento da cerimônia; ou ainda pode acontecer de, na última hora, você estar esperando uma pessoa no altar, e aparecer outra...

Pois é, minha gente... Casamento não é fácil nem na ficção. E já que maio é o mês das noivas, pensei em criar uma lista com os casamentos mais memoráveis, malucos e inusitados que já agitaram esse nosso admirável mundo da ficção.
Com vocês:



Uma das cerimônias de casamento mais inusitadas aconteceu a bordo do Pérola Negra em Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, oficiada pelo Capitão Barbossa.

Elizabeth Swann e Will Turner tinham planejado tudo direitinho: depois que ela deu oficialmente um pé na bunda do Comodoro Norrington, e de terem resgatado um ao outro de piratas amaldiçoados, e livrado Jack Sparrow (Capitão, se faz favor!) da forca, os mocinhos prepararam o que poderia ter sido uma linda cerimônia, se não tivesse sido estragada, primeiro pela chuva, em seguida por um penetra que decidiu escolher o grande dia do casal para cobrar sua travessura que deu fuga ao pirata, levá-los à prisão, e recrutar Will para roubar a bússola quebrada de Jack, em troca de cartas de corso que livrariam pelo menos um deles da forca.

A partir daí, Elizabeth protagonizou o maior atraso da história das noivas em casamentos: dois filmes se passaram, ela precisou fugir da prisão, roubar a carta de corso do gabinete do Lord Beckett, se fantasiar de marujo, navegar para o desconhecido, enfeitar a testa do Will para deixar o Jack ser comido pelo Kraken, fazer um acordo com Tia Dalma (a bruxa esquisita que nunca conheceu os produtos Jequiti), ressuscitar o Barbossa, ir ao baú de Davy Jones, resgatar Jack da morte, invadir a fortaleza de Sao Feng em Singapura (já falamos a respeito dessa grafia errada da cidade, que não é a mesma província asiática que consta nos nossos mapas), rogar uma praga para ele morrer, para que ela pudesse herdar o comando de seu navio, consequentemente se tornar um dos nove Lordes Piratas, posteriormente Rei da Corte da Irmandade, assumir o comando da guerra contra Beckett, a Companhia das Índias Orientais e o Holandês Voador, para enfim, poder se casar com seu amado.

Ufa! Que odisseia, hein, Elizabeth!

Mas Will também não ficou quietinho esperando a mocinha no altar. Como eu disse, ele foi chantageado por Beckett para ir atrás de Jack, roubar sua bússola; mas no caminho, como sabia que Beckett era um safado, que não teria misericórdia, e os enforcaria assim que ele retornasse, Will mudou de planos, e decidiu aproveitar que conhecera o Holandês Voador e sua sinistra tripulação, para tentar resgatar o pai do castigo eterno. Daí em diante ele também acabou se enrolando, ajudando Elizabeth a atrasar a cerimônia: porque ele teve que roubar a chave do baú que continha o coração de Davy Jones, decidido a dar o teco na fera; teve que brigar com Norrington, com Jack, com uma tribo de canibais caribenhos, com a tripulação de Jones, com a Companhia das Índias Orientais, e o diabo a quatro; até que Elizabeth encomendou seu primeiro chifre, deixou Jack e o Pérola Negra servirem de ração para o Kraken, e, para não ficarem com a consciência pesada, decidiram embarcar numa missão de resgate para trazê-lo de volta do Baú de Davy Jones. A partir daí, Will mudou de lado algumas vezes, fez tratos com praticamente todos os personagens da saga, prometeu mundos e fundos para todo mundo (que nem político em época de eleição), cumpriu só o que lhe convinha (como disse no parêntese anterior), e escolheu o momento mais inconveniente possível para apressar Elizabeth a se casar com ele.

E que momento foi esse?

Durante uma batalha contra o Holandês Voador e a frota da Companhia das Índias Orientais, lideradas pelo Lord Beckett, em meio a uma tempestade grotesca invocada pela recém-libertada deusa Calipso para se vingar de seus captores – particularmente de Davy Jones. Enquanto cruzavam espadas com os inimigos, Will pegou Elizabeth gentilmente por um braço e pediu à mocinha que se casasse com ele. E qual foi a reação dela?
 
Óbvio que não era a melhor hora. Óbvio que Barbossa tinha coisas mais importantes para fazer do que bancar o clérigo – uma das funções permitidas por lei ao capitão de um navio é realizar casamentos a bordo, mas não sei se a regra se aplicava a capitães piratas –, mas como Will e Elizabeth provavelmente não sobreviveriam para ter uma lua-de-mel decente, Barbossa acabou cedendo, e, enquanto matava alguns membros da tripulação de Davy Jones, ele realizou a cerimônia com toda pompa e circunstância.


Que coisa linda! Tirando toda a bizarrice, foi emocionante.

Tudo bem que Elizabeth ficou viúva minutos depois, e que Will só voltou à vida porque esfaqueou o coração de Davy Jones com a ajuda de Jack, e acabou herdando seu posto como Capitão do Holandês Voador, e por isso, os pombinhos só podem se ver por um dia a cada dez anos – a menos que Elizabeth arrume mais algum pretexto para navegar com os piratas de vez em quando...


Outra cerimônia fora do comum foi a que uniu os queridíssimos Kristoff e a Princesa Anna de Arendelle na reta final de sua participação em Once Upon a Time.

Os mocinhos ficaram trinta anos congelados dentro do castelo, depois de Anna ter sido enfeitiçada por sua tia Ingrid, a Rainha da Neve (personagem de Hans Christian Andersen que inspirou a história de Frozen) para aprisionar Elsa numa urna, e quando o gelo finalmente derreteu, eles foram em busca da Estrela dos Desejos, que acreditavam estar com Barba Negra, para encontrar a urna, que fora levada por sua tia trinta anos atrás, e poder libertar Elsa. O que eles não sabiam, era que Barba Negra se aliara ao Príncipe Hans, que ainda pretendia roubar o trono de Arendelle, então, em vez de aceitar a barganha proposta pela princesa – seu peso em ouro em troca da Estrela dos Desejos –, o pirata os entregou a Hans, que mandou prendê-los num baú e jogá-los no fundo do mar.

E foi nesse momento, enquanto afundavam no oceano, e o baú enchia de água, que a sempre espirituosa e otimista Anna perdeu a esperança, e decidiu fazer a única coisa que podia em seus últimos instantes de vida: improvisar uma cerimônia de casamento para se unir ao seu amado Kristoff.
 Claro que nossos queridíssimos, fofíssimos, amadíssimos personagens não se afogaram naquele baú. No exato momento em que a caixa terminava de encher de água, Elsa, que passara as últimas semanas desde que fora acidentalmente libertada da urna em Storybrooke procurando pela irmã, finalmente descobrira que a Estrela dos Desejos era o colar que Anna costumava usar, e que ela encontrara no antiquário do Sr. Gold (Rumplestiltskin), e desejou que ela aparecesse. Então, no mesmo instante, o oceano regurgitou o baú com os pombinhos na praia, e eles puderam reunir a família novamente, salvar a cidade de sua tia malvada, voltar para Arendelle, recuperar o trono e planejar a cerimônia oficial de casamento com mais calma.

Afinal, quem esperou trinta anos congelado, pode esperar mais alguns dias tomando chocolate quentinho no castelo.


Imaginem agora um noivo extremamente nervoso para pronunciar seus votos, que decide praticar um pouco antes da cerimônia para ter certeza de que não vai gaguejar na hora H, e acaba acidentalmente desposando uma noiva bizarra... digo, uma Noiva Cadáver!

Isso aconteceu com o pobre Victor Van Dort, protagonista da animação de Tim Burton, inspirada num conto russo-judaico, A Noiva Cadáver.

Victor estava de casamento marcado com Victoria Everglot, uma mocinha bastante comum e normal. Mas Victor era extremamente tímido, e tinha dificuldade para memorizar os votos que o Pastor Galswells escrevera para ele. Então decidiu praticar um pouquinho, para não correr o risco de passar vergonha na cerimônia. Para isso, ele precisava estar num lugar tranquilo, silencioso, onde ninguém pudesse vê-lo ensaiando seus votos. E que lugar poderia ser mais tranquilo que um cemitério?

A princípio, estava dando tudo certo, até o rapaz ter a brilhante ideia de enfiar a aliança que deveria dar à Victoria no que ele julgou ser um galho ou uma raiz saindo da terra.


Agora, se já é difícil se livrar do compromisso com uma mulher viva, imagine com uma morta! Sem falar que, como o acordo habitual só vale até que a morte os separe, e Emily já está morta, o único jeito de tornar o casamento válido, é matando o noivo também. E já que a cerimônia envolve compartilhar o vinho num cálice, nada que um veneninho não possa resolver.

Claro que Victor acaba se safando; afinal, apesar de Tim Burton ser meio maluco, esse é um filme para crianças. Então, é claro que tanto Victor, quanto sua noiva viva e sua noiva cadáver acabam conquistando seus finais felizes – sem que mais ninguém legal precise morrer.


Está encalhado? Já passou da idade de casar? Não sabe como arranjar uma noiva? Quer ter todas as mulheres do mundo aos seus pés? Simples: você só precisa ter um avô extremamente rico, que sabe que você não vale nada, e que decida deixar toda a fortuna para você, com a condição de que você se case!

Não que a história seja exatamente original – dá até para fazer uma lista de filmes e livros que já usaram esse enredo –, mas a cena do casamento de Jimmie Shannon (Chris O’Donnell), protagonista do filme Procura-se Uma Noiva, foi no mínimo muito fora do comum.

Jimmie já namorava Anne Arden (Renée Zellweger) há bastante tempo, e ela até já achava que ele estava demorando demais para lhe pedir em casamento – o que, na verdade, ele não estava muito a fim de fazer, apesar de amá-la de verdade. Mas, ao saber da cláusula que seu avô estabelecera no testamento, e como o prazo para reclamar a herança estava terminando, ele finalmente desceu do muro, convidou Anne para jantar no restaurante mais romântico da cidade... E estragou tudo, dizendo:
Romântico assim.

Então, é claro que Anne ficou furiosa, deu um pé na bunda do sujeito, e deixou-o desesperado para encontrar uma mulher para casar da noite para o dia, antes que toda a sua herança virasse abóbora.

A princípio, ele fez tudo na maior discrição: fez uma lista de todas as suas ex-namoradas que ainda poderiam aceitá-lo, começou a correr atrás de cada uma delas, com um anel de noivado da Tiffany’s no bolso, e o relógio tiquetaqueando em sua cabeça, em contagem regressiva. No entanto, uma tarefa que não parecia ser lá tão difícil, acabou se tornando um pesadelo para Jimmie, porque a maior parte de suas ex-namoradas tinha algum motivo para não querer vê-lo de novo nem pintado de ouro e com uma conta bancária recheada de Euros.

No entanto, depois que a notícia de sua herança vazou, todas as mulheres solteiras do país assaltaram as lojas de vestidos de noiva, e invadiram sua cidade dispostas a lhe dizer o tão cobiçado “sim”.

A questão era que Jimmie não queria nenhuma delas; e a noiva que ele queria, esperou até o último instante para finalmente perdoá-lo e ir ao seu encontro, com um vestido apertado demais para o seu manequim – provavelmente roubado de alguma candidata à noiva que ela pode ter esbofeteado no caminho –, atravessando o mar de noivas que se formou em frente ao hotel onde o noivo estava, pronunciando seus votos enquanto escalava a fachada do prédio pelas escadas de incêndio, até chegar à janela onde Jimmie a esperava, enquanto o padre realizava o casamento através do alto-falante de um carro de polícia, que foi o único jeito de fazer pelo menos sua voz atravessar o mar de mulheres vestidas de branco e chegar até os pombinhos.


Nunca houve tantas noivas num único casamento! Se quisesse mudar de ideia, Jimmie poderia até escolher outra ali na hora. Praticamente um casamento no varejo.


E por falar em noivas demais ocupando um só metro quadrado, se já é difícil estar no altar à espera de uma, imagine aguardar a chegada de três!

Isso aconteceu no cinema nacional.

Em Loucas Pra Casar, Márcio Garcia interpretou Samuel, o noivo mulherengo, que tinha três namoradas de personalidades completamente diferentes, que, ao descobrirem a vida tripla do rapaz, passaram a disputá-lo quase a tapa.

Malu, interpretada pela hilária Ingrid Guimarães, parecia ser a mais centrada – porém, não a mais equilibrada – das três, mas na hora de disputar a preferência do moço com a stripper Lúcia, interpretada por Suzana Pires, e com a beata, porém nada inocente, Maria, interpretada pela sempre divertida Tatá Werneck, Malu mostrou que não estava disposta a economizar nem artifícios, nem pagação de mico.

As três fizeram um trato: aquela que fosse pedida em casamento primeiro, ficaria com o moço; as outras teriam que desistir dele. E depois de muita tentativa de sabotagem, tudo se encaminhava para o final feliz de Malu com Samuel... Até que suas rivais apareceram vestidas de noiva, de casamento marcado com ele na mesma igreja e na mesma data! Então, as três decidiram entrar juntas na igreja e casar com o moço. Todas elas!


Como diria Luciano Huck: loucura, loucura, loucura!


Reese Witherspoon – a eterna Legalmente Loira – também já fez sua tentativa de se tornar bígama, só que no caso dela, foi um acidente.

Quando aceitou o pedido de casamento de Andrew Hennings (Patrick Dempsey), filho da prefeita de Nova York, em Doce Lar, Melanie “Carmichael” Smooter fez tudo ao seu alcance para acertar sua situação, e convencer o marido Jake Perry (Josh Lucas) a assinar o divórcio – incluindo transformar a vida do bonitão num inferno.
 
E tudo teria terminado muito bem nesse sentido, não fosse por um detalhezinho: depois de muita confusão, Jake assinou os papéis do divórcio, mas ela não! E só foi se dar conta disso quando caminhava para o altar para se casar com Andrew.


 
Parece que o destino tem um jeitinho muito esquisito de mostrar para essas mocinhas de comédia romântica quando estão caminhando na direção errada. Felizmente para Melanie, ainda estava em tempo de corrigir um grande erro.


Agora, se ter o casamento interrompido por uma ex-namorada maluca, ou pela descoberta de que sua noiva ainda é casada com outro já é ruim, imagine ter o casamento adiado por uma greve?

Isso aconteceu com Ben Grandy e Maggie Welling no filme Guerra de Casamento (Greve de Casamento, em algumas emissoras de TV a cabo), quando Shel Grandy, o organizador da cerimônia, e irmão do noivo, descobriu que o pai da noiva, o governador do Maine, Conrad Welling, candidato a reeleição, fizera um discurso contra o casamento entre homossexuais. E como Shel jogava nesse time, decidiu protestar contra o sogro de seu irmão, entrando em greve, às vésperas da cerimônia.

A princípio, parece que só o que Shel vai conseguir é bancar o ridículo, fazendo um protesto solitário em frente à casa do governador, sem contar nem com o apoio do namorado, o promotor público Ted Moore, que não tem certeza se está disposto a sair do armário; e o pai da noiva até já contratou outra cerimonialista para dar sequência aos preparativos para o casamento, de modo que a sua greve parece ser completamente inútil.

Até a história chegar aos ouvidos da imprensa, e ganhar o apoio de todos os homossexuais do país, que decidem se juntar a ele, cada um em seu território, numa grande greve de nível nacional: diversos estabelecimentos ficam fechados, profissionais de várias áreas paralisam seus serviços, transformando a vida de muita gente num grande caos.

O caso ganha enorme repercussão, e Welling acaba não tendo outra alternativa, a não ser voltar atrás em seu discurso.
 
 

Para alívio de sua filha e do genro, que finalmente conseguirão se casar na santa paz. E se um dia o promotor decidir sair do armário, Shel também poderá vestir um terno branco e dizer sim diante de um juiz de paz, com todos os seus direitos assegurados.


E falando em organizadores de casamentos, um dos filmes mais fofos do mundo sobre esse momento tão importante na vida de qualquer casal é O Casamento dos Meus Sonhos, em que Jennifer Lopez interpreta Mary Fiore, a mais badalada organizadora de casamentos da cidade, que ficou encarregada de organizar a festa de Fran Donolly (Bridgette Wilson-Sampras) com o Dr. Steve Edson (Matthew McConaughey). O problema é que Mary conheceu Steve pouco antes de descobrir que ele era o noivo do casamento que ela estava organizando, e se apaixonou por ele. Problema que somente se acentuou com a convivência forçada pela preparação da cerimônia.

E na falta de um casamento para dar errado nesse filme, aconteceram dois: porque, como tinha interesse em tirar o noivo de sua cliente da cabeça, Mary acabou aceitando o pedido de casamento de seu amigo Massimo (Justin Chambers), e preparou tudo para que os dois enlaces acontecessem no mesmo dia.

Nem preciso dizer que nenhum dos dois aconteceu, né?
Na hora H, Steve chamou sua noiva para uma conversa franca, onde os dois decidiram que não queriam realmente ficar juntos, e depois foi tentar impedir que Mary cometesse um grande erro. Só que ele chegou atrasado: todo mundo – o pai da noiva, o noivo e todas as testemunhas – protestaram contra o casamento, porque sabiam que Mary amava outro homem, e a mocinha já tinha ido espairecer a cabeça no parque quando Steve chegou.
A parte mais legal, foi Massimo dando uma carona para o Steve se encontrar com a Mary, numa lambreta com a plaquinha de recém-casados. Mico completo com certificado do Ibama!



Aliás, casamentos impedidos na última hora são uma máxima nas comédias românticas do gênero. Mas poucas dessas interrupções foram tão inusitadas quanto esta:

Uma lição aprendida em Se Beber, Não Case foi: tenha cuidado com o que você vai aprontar na sua despedida de solteiro, porque de repente, o passado volta para te assombrar. Pena que ainda não tinham lançado esse filme quando Paul Coleman (Jason Lee) pediu Karen Cooper (Selma Blair) em casamento em Louco Por Elas. O rapaz bebeu um pouco além da conta, passou a noite com uma dançarina havaiana (Becky Jackon, interpretada por Julia Stiles), e logo depois descobriu que ela era prima de sua noiva. Até aqui, era uma situação que ainda dava para remediar (quer dizer, mais ou menos). O problema foi que ele se apaixonou por Becky, mas não conseguiu arrumar um jeito de cancelar o casamento sem ofender Karen.

Sorte dele (ou não), que o padre que oficiou a cerimônia já tinha feito algumas aparições no decorrer do filme – sempre nos momentos mais inconvenientes –, e, portanto, sabia que ele estava cheio de culpa no cartório. Então o religioso decidiu dar uma mãozinha para o rompimento do casal no altar.
E como ninguém se manifestou para impedir o casamento do noivo, apareceu alguém para se manifestar contra o casamento da noiva. Por incrível que pareça, o melhor amigo do noivo, que finalmente assumiu sua paixão por Karen. Assim, os casais puderam se organizar melhor, e ninguém descobriu o chifre de ninguém. Tudo bem quando termina bem.


Mas um dos casamentos mais divertidos definitivamente é o de Lucy Eleanor Moderatz (Sandra Bullock) em Enquanto Você Dormia. A mocinha se tornou noiva de Peter Callaghan (Peter Gallagher) por causa de um mal-entendido enquanto ele estava em coma, acabou conquistando o carinho de toda a família dele, e se apaixonando por seu irmão Jack (Bill Pullman).

Então, eis o enrosco: porque ela, na realidade, nunca foi noiva de Peter, mas não sabe como contar isso à família dele sem magoá-los, e, principalmente, sem perder para sempre suas chances com Jack. E já que Saul, o único que sabia da confusão, não estava fazendo lá muita questão de desfazê-la – principalmente porque ele achava que Lucy gostava mesmo de Peter, e sabia que o afilhado tinha um péssimo gosto para escolher suas mulheres, de modo que Lucy seria uma espécie de milagre na vida dele –, Lucy enrolou o quanto pôde. Mas quando se viu no altar, prestes a se casar com o homem dos seus sonhos, tendo o irmão dele, por quem ela se apaixonou, como padrinho, Lucy finalmente decidiu dar um basta nas mentiras.
Com um discurso comovente, ela contou como toda a confusão começou e admitiu que não disse a verdade antes, em parte, porque estava adorando fazer parte da família dele, e ela estava sozinha no mundo havia muito tempo. Foi emocionante. E todos acabaram perdoando sua travessura. Já a de Peter, ficou um pouco mais difícil de explicar, quando a verdadeira noiva dele decidiu aparecer para impedir o casamento, escoltada pelo seu marido.
Pois é... Essas coisas acontecem...


E não vamos nos esquecer do professor Howard Brackett (Kevin Kline), que escolheu o momento do “sim” para revelar à noiva – que ele enrolou por nove anos – que seu aluno ganhador do Oscar dissera a verdade em cadeia nacional, e sair do armário em Será Que Ele É?

Tudo bem que o professor estava na dúvida até pouco antes da cerimônia, quando foi beijado por um repórter que veio fazer a cobertura do casamento do mais novo famoso da cidade. Mas a coitada da professora Emily Montgomery certamente teria preferido saber que seu noivo era gay antes de pagar cinco mil dólares num vestido branco!

*Só para constar: é claro que Brackett e a Professora Montgomery não foram casados pelo Mr. Bean! O caso é que eu não consegui nenhuma foto dessa parte da cerimônia, então, vai essa, mesmo. Fica até mais engraçado...


Acho que já falamos bastante dos casamentos de cinema, né gente? Vamos para os livros, então? Porque neles também, às vezes, acontecem cerimônias bastante fora do comum.

Sofia Alonzo e – nosso sonho de consumo – Ian Clarke que o digam! Porque até na hora de casar essa mulher consegue dar um jeito de se colocar numa saia justa.

Tudo bem que ela estava completamente inocente desta vez. Afinal, a mocinha estava habituada a assistir casamentos no século XXI; e, como Ian deveria ter imaginado, baseado em todas as mudanças que descobrira no mundo depois de conhecer sua amada vinda do futuro, os costumes que ela conhecia do santo sacramento também deveriam ser muito diferentes dos aplicados no século XIX. Como é que ela poderia imaginar que o padre realizaria toda a cerimônia em latim? E que culpa tem a nossa mocinha por não conhecer nenhuma palavra nessa língua?

Do nosso ponto de vista, trivial. Era só pedir ao Padre Antônio para fazer a gentileza de apertar a tecla SAP e estaria tudo resolvido, não é mesmo? Exceto que, para os padrões do século XIX, realizar uma cerimônia de casamento em português, era um escândalo do qual o Padre Antônio não estava muito inclinado a participar.
O jeito, então, foi subornar o Padre, com a promessa de pagar a reforma do telhado da igreja. Sim, minha gente, a propina já existia no século XIX; e, pelo visto, ninguém está imune a ela. O Padre Antônio bem que tentou resistir à tentação, mas quando os noivos ameaçaram viver juntos de qualquer maneira se ele não concordasse em realizar o casamento em português, e o religioso não estava disposto a carregar essas duas almas pecadoras em sua consciência, acabou cedendo.

Uma entrada na sociedade da época bem a cara da nova Sra. Clarke: com os dois pés esquerdos, causando reboliço, e pagando os maiores micos, no segundo volume da série Perdida, escrita por Carina Rissi.


Nem os contos dos irmãos Grimm escapam quando o assunto é casamento fora do comum. Este casamento ficou impedido de se realizar porque o noivo já era casado. Com a noiva! Só que ela não sabia disso!

Em O Rei Bico-de-Tordo, o Príncipe Ricardo, apaixonado pela Princesa Isabella, porém, ofendido por ela tê-lo humilhado publicamente – ele e todos os outros pretendentes à sua mão, que ela destratou durante um banquete oferecido por seu pai; travessura que ele prometeu punir casando-a com o primeiro mendigo que passasse em sua porta –, decidiu lhe dar uma lição: vestiu-se como um simples menestrel, casou-se com Isabella, levou-a para viver numa casinha minúscula no interior da floresta, obrigou-a a trabalhar, e fez com que sentisse na pele como era ser pobre, para que ela deixasse de ser arrogante e orgulhosa. Somente depois de conferir que Isabella havia aprendido a lição e mudado de comportamento, ele convocou uma enorme celebração para o seu casamento, no qual ela entrou como criada, e saiu como rainha.
 
* A cena é do episódio da série alemã Sechs Auf Einen Streich, exibida no Brasil pelo canal + Globosat, cuja história será postada aqui em breve.


Mas nada pode ser tão inusitado em se tratando de um casamento, do que estar no altar aguardando uma noiva, e aparecer outra!

Aconteceu com o Vicente (Rafael Cardoso) na novela Império. O rapaz, que sempre foi apaixonado por Cristina (Leandra Leal), estava de casamento marcado com Maria Clara (Andréia Horta), a outra filha do Comendador José Alfredo Medeiros de Mendonça. Mas, na última hora, a noiva decidiu ir dar uma voltinha na Alemanha para ver a quantas andavam a bolsa de Frankfurt, e mandou sua irmã Cristina para o casamento em seu lugar. 
 
E qual foi a reação do noivo diante dessa substituição de última hora? Trocou a cara de condenado à morte por um sorriso de 180 graus! Esse ficou pra história... Era muito amor envolvido...

Esses foram alguns dos casamentos mais malucos da ficção. Lembrou mais algum? Deixe aí nos comentários.

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